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22 de Setembro de 2014
Coincidentemente, mais um argentino em nosso mercado. Eu sei que este assunto está saturado, mas as exceções devem ser destacadas. É o caso da bodega El Enemigo, do competente enólogo Alejandro Vigil, o qual tem uma ligação muito forte com premiadíssima Catena.
O primeiro fato que chama a atenção é que nenhum vinho dos cinco degustados passou desapercebido. Digo isso porque normalmente numa degustação de produtor, um ou mais vinhos podem ser indiferentes ou tecnicamente com algum problema. Portanto, neste caso, o palestrante tem notável talento em seu métier. Os vinhos abaixo são importados pela Mistral (www.mistral.com.br) .

Os vinhos da noite
O primeiro vinho da noite, o único branco da degustação, trata-se de um Chardonnay do Valle de Uco, mais especificamente, Tupungato, num vinhedo de solo calcário entre 1400 e 1500 metros de altitude. Tanto a amplitude térmica (diferença de temperaturas entre o dia e a noite), como o solo calcário, fornecem um belo suporte de acidez ao vinho. A vinificação é feita em barricas francesas parcialmente novas com uma peculiaridade. Há um véu de leveduras sobre a superfície do vinho, protegendo-o da oxidação. Processo semelhante aos vinhos de Jerez nos estilos Fino e Manzanilla. O vinho permanece amadurecendo em barricas por doze meses. Na degustação, mostrou-se muito mais ser um vinho europeu do que do chamado Novo Mundo. Sua cor sem evolução, apresentava-se brilhante num bonito amarelo-palha. Os aromas, muito elegantes, mesclavam como rara maestria, fruta e madeira. Final equilibrado e marcante.

Lembrando em certos aspectos um Côtie-Rôtie
O vinho acima abriu a sessão dos tintos. Novamente, muito elegante, com notas de frutas maduras e um instigante toque floral. Na boca, pessoalmente, poderia ter um pouco mais extrato, embora fosse muito bem equilibrado. O frescor neste e nos demais vinhos foi uma constante. O blend tem Syrah (93%) e Viognier (7%). Esta pequena porcentagem de uva branca procura temperar o vinho, enaltecendo seus aromas e sabores.
O segundo tinto, trata-se de um Bonarda. Como já comentamos, esta uva foi sempre descriminada na Argentina por participar de cortes de vinhos baratos e sem expressão. Neste caso, estamos falando de um Bonarda de vinhedos centenários, onde a concentração e a expressão de seu terroir são destacados. O vinho matura em antigos tonéis de carvalho. Mostrou-se com ótima intensidade de cor, aromas concentrados de frutas, toques defumados e notas animais (estrebaria). Bom corpo, bem equilibrado, taninos presentes e de boa textura. Final longo e bem acabado.
O penúltimo vinho é um Malbec típico do Valle de Uco com uma acidez notável. Além da Malbec, há algumas pitadas de Cabernet Franc (6%) e Petit Verdot (5%). Os vinhedos localizam-se a mais de 1400 metros de altura em solos pedregosos e calcários. Vinificação com longa maceração e amadurecimento em barricas francesas (70% novas) por catorze meses. Vinho de bela coloração, sem qualquer sinal de evolução. Seus aromas remetem a toques florais, de fruta concentrada, e especiarias. Madeira muito bem casada ao conjunto. Taninos firmes, presentes, mas de alta qualidade. Bom corpo, belo equilíbrio e final bem delineado. Na sua faixa de preço (R$ 114 reais), um dos melhores do mercado.
Por fim, a estrela do time. O ícone Gran Enemigo. O corte é surpreendente. Dependendo da safra, gira em torno de 80% de Cabernet Franc, complementada pelas uvas Petit Verdot, Malbec e às vezes, Cabernet Sauvignon. Os vinhedos em Tupungato atingem 1470 metros de altitude com alta densidade (em torno de onze mil pés por hectare). A exceção é a Petit Verdot plantada em Agrelo (Luján de Cuyo). O vinho amadurece em barricas de carvalho (35% novas) por dezoito meses. Vinho de guarda, grande concentração de cor. Deve ser obrigatoriamente decantado por algumas horas. Seus aromas refletem a pureza de frutas escuras, um toque mineral esfumaçado, ervas e notas balsâmicas. Na boca, encorpado, macio, fresco (ótima acidez) e taninos abundantes de rara textura. Final longo e expansivo.
Lembrete: Vinho Sem Segredo na Rádio Bandeirantes (FM90,9) às terças e quintas-feiras. Pela manhã, no programa Manhã Bandeirantes e à tarde, no Jornal em Três Tempos.
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17 de Setembro de 2014
Os vinhos argentinos cada vez mais inundam nosso mercado com as mais variadas opções. Neste terreno minado, é preciso separar o joio do trigo. É o caso da bodega Raul Joffré (RJ) destinada a suas quatro filhas. Já dissemos em outras oportunidades os dois melhores terroirs de Mendoza: Valle de Uco e Zona Alta de Mendoza, emblematizada por Lújan de Cuyo e Maipú, onde muitas vezes encontramos vinhas antigas. Valle du Uco é uma zona relativamente nova, mas muito promissora, pois as altitudes podem atingir mais de 1300 metros, provocando com frequência a bem-vinda amplitude térmica (diferença de temperaturas entre o dia e a noite), e por conseqûencia, mantendo um ótimo frescor nas uvas com elevados níveis de acidez.

Início dos trabalhos
No caso desta bodega, os vinhedos situam-se em Valle de Uco com plantações de Malbec, Bonarda, Merlot, Cabernet Sauvignon, entre outras variedades. O início da degustação teve como vinho de entrada um Merlot de uma linha relativamente básica com apenas seis meses em madeira para 15% do vinho, ou seja, 85% do mesmo permanece em aço inox. Tinto de boa fruta, bom equilíbrio e evidentemente, sem complexidade. Pelo preço, R$ 48,00 a garrafa, é uma bela opção para eventos onde o consumo é elevado.

Bonarda: Bela surpresa da degustação
A uva Bonarda sempre teve um conotação negativa para vinhos de alta gama na Argentina. De origem italiana, sempre foi cultivada com altos rendimentos, para misturas de vinhos baratos e de grande volume. Neste caso, estamos falando de vinhas com cerca de sessenta anos de idade, plantadas no belo terroir de Agrelo, Lújan de Cuyo. Vinificação cuidadosa com longa maceração, o vinho é amadurecido em barricas de carvalho francês por dez meses.
Apresentou-se com uma cor jovem de muito boa intensidade. Os aromas, bem mesclados com a madeira, mostra fruta de muita pureza, aromas terrosos, de tabaco, ervas e notas de chocolate. Boa persistência aromática com taninos bem moldados. Ótima opção para fugir da mesmice dos Malbecs. Neste preço, R$ 75,00 a garrafa, talvez seja o melhor Bonarda argentino.

RJ Distinto: O ícone da bodega
Aqui estamos falando de um vinho de guarda. Apesar de quase dez anos (safra 2005), mostra-se ainda muito jovem. É imprescindível uma boa decantação. As vinhas antigas perfazem apenas um hectare. O blend favorece a guarda mesclando Malbec (40%), Cabernet Sauvignon (30%) e Merlot (30%). Vinificação pouco intervencionista com longa maceração das cascas. O vinho amadurece em barricas francesas novas por dezoito meses.
A cor não denota a idade, vislumbrando muita vida pela frente. Os aromas elegantes remetem a frutas maduras, madeira elegante e jamais invasiva, notas balsâmicas, de ervas e especiarias. Boca sedosa com um belo equilíbrio (agradavelmente quente). Vinho expansivo, taninos finos e um prazeroso final. Realmente, um vinho “distinto”. Para aqueles que estão acostumados aos tops argentinos (R$ 320,00 a garrafa), é uma instigante experiência.
Os vinhos são importados pela importadora Grand Cru (www.grandcru.com.br) e apresentam diversas linhas e muitas opções entre varietais e blends.
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8 de Setembro de 2014
Dos inúmeros Malbecs que inundam nosso mercado, alguns diferenciam-se por seus vinhedos antigos, plantados em zonas nobres de Mendoza, e com uma vinificação cuidadosa. É o caso da vinícola Spielmann Estates com assessoria do competente enólogo Pepe Galantes, responsável por muitos anos pelos vinhos da renomada Catena.

Canal Flores: Primeiro degrau da vinícola
Spielmann Estates trabalha apenas com três vinhos partindo de videiras antigas à base de Malbec. Apesar do caráter varietal, ou seja, ampla presença da Malbec, o vinho é sabiamente complementado com Cabernet Sauvignon e uma pitada de Syrah. O corte enriquece o conjunto, principalmente no que tange à estrutura do vinho e por consequência sua longevidade. Além disso, os vinhedos localizam-se em Perdriel (Lújan de Cuyo), zona alta do rio Mendoza, partilhando de nobre vizinhança (vinhedos Achaval Ferrer, Catena e Viña Cobos). Outra particularidade é a chamada micro-vinificação, feita em pequenos tanques ou pequenas barricas, onde a interação das cascas com o mosto durante a fermentação é mais intensa e eficiente, extraindo mais cor, sabores, aromas, pela riqueza dos polifenóis (antocianos e taninos presentes na casca da uva).
Começando pelo vinho-base da vinícola, Canal Flores, já estamos num ótimo nível, partindo de videiras centenárias de Malbec. O corte é complementado com 10% Cabernet Sauvignon e 5% Syrah. O rendimento é próximo de 1,5 quilos de uva por parreira, enquanto o amadurecimento é feito em barricas de carvalho francês, sendo 76% novas, por 12 meses. O exemplar provado apresentava cor intensa, ótima concentração de frutas e madeira bem casada. Estrutura tânica marcante, sugerindo alguns anos de guarda.
O grande vinho da bodega chama-se Viñedo 1910. O nome já diz tudo. Vinhas centenárias com rendimento de 750 gramas de uvas por parreira. Alta concentração de sabores, complementada por 15% Cabernet Sauvignon. O vinho amadurece por 14 meses em barricas de carvalho francês novas. Tinto de guarda, com taninos de rara textura. Seus componentes ainda não perfeitamente integrados, merecem uns bons anos de adega. Decantação obrigatória por pelo menos um hora e meia.
O último tinto finalizando o trio, trata-se do Icono ou Mitos. Um corte balanceado de Malbec (67%), Cabernet Sauvignon (22%) e Syrah (11%). Rendimentos baixíssimos em torno de meio quilo de uvas por planta. Pela potência e concentração, o vinho passa 14 meses em barricas francesas novas. Num estilo sutilmente moderno, prima pela intensidade de aromas e grande presença em boca. Deve beneficiar-se com bons anos de guarda. Se tomado jovem, deve ser aerado em decanter de base larga por pelo menos duas horas.
Esta degustação foi gentilmente oferecida pela jornalista Arlene Colucci, diretora da agência Gabinete de Comunicação (www.gabinete.com.br) no restaurante Chef Rouge, o qual dispõe dos vinhos acima citados.

Prato de javali escoltado por Canal Flores
Em resumo, mais uma bela opção diferenciada num mercado inundado por bons Malbecs, mas em sua maioria, de certa padronização. Os pedidos podem ser feitos diretamente com a vinícola, já comercializados no Brasil, pelo site http://www.spielmannestates.com a preços atraentes, frente à qualidade dos mesmos. Atualmente, Canal Flores sai por R$ 95 reais cada garrafa e o ótimo Viñedo 1910 por R$ 180 a unidade.
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15 de Maio de 2014
Em mais um almoço com o amigo Cesar Pigati, grande companheiro da boa mesa, dividimos uma garrafa de um Grand Cru Classé de Bordeaux. Trata-se do tradicional Troisième Château Calon-Segur safra 1996, uma das melhores das últimas décadas para o tinto em questão. De fato, o vinho estava num bom momento para consumo, embora tenha longa vida pela frente, pelo menos mais dez anos. Seus discretos 12,5 graus alcoólicos foram perfeitamente equilibrados com a habitual acidez de um Saint-Estèphe, de solo mais argiloso, além de uma estrutura tânica invejável. Taninos polidos, ainda não totalmente polimerizados, mas perfeitamente casados com a suculência e gordura de um belo carré de cordeiro.
Imponente como a foto
A história do Château remonta o século XVIII quando o marquês Nicolas-Alexandre de Ségur era proprietário dos Châteaux Lafite, Mouton e Latour, chamado por Luis XV de “Príncipe das vinhas”. Seu casamento unindo-se à família Gasqueton permitiu a posse de mais uma propriedade, denominando-a de Calon-Ségur. Calon era o nome dado a embarcações na idade média para a travessia do Gironde de uma margem à outra. O afeto pelo château era de tal maneira que proferiu a seguinte frase: “Faço os vinhos de Lafite e Latour, mas meu coração está em Calon”. Esta declaração é perpetuada em seu rótulo na forma de um coração envolvendo seu nome. Não confundi-lo com o Château Phelan-Ségur, este um Cru Bourgeois também de prestígio.
A cor surpreendente de um Bordeaux na maioridade
A foto acima traduz bem a lenta evolução dos grandes tintos de Bordeaux. Este com seus dezoito anos mal apresenta um leve indício atijolado nas bordas, sugerindo ainda bons anos de guarda. Um grande Saint-Estèphe pede longa guarda, pois na juventude é um tinto de taninos firmes e acidez insolente. Só o tempo é capaz de domar e integrar devidamente estes componentes. Sua composição segue a linha clássica do corte medoquino: 65% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot e 15% Cabernet Franc. As vinhas têm em média quarenta anos de idade e o vinho amdurece em barricas de carvalho por vinte e quatro meses, sendo de 30 a 50% novas.
Na elite desta apelação (comuna de Saint-Estèphe) temos os Châteaux Montrose e Cos d´Estounel. O primeiro de estilo mais tradicional, enquanto o segundo tem seu exotismo, inclusive em sua arquitetura. Mas como disse o Marquês, temos sempre um lugar no coração para um belo Calon-Ségur. Santé!
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5 de Maio de 2014
O evento Gambero Rosso realizado recentemente em São Paulo mostrou uma ampla variedade de vinhos da Bota com algumas figurinhas carimbadas e também algumas surpresas. Pessoalmente, três vinícolas chamaram a atenção: Vigne Surrau (Sardenha), Tenuta Carretta (Piemonte) e Azienda Malgrà (Piemonte).
Vigne Surrau
Importado por Rossoterra Wine (fone: 11-96350-2100 – Fábio), seus vinhos são bastante típicos. Foram dois Vermentinos di Gallura 2012 bem frescos. O primeiro chamado Branu é mais simples, equilibrado e com boa fruta. Já o segundo, denominado Sciala tem contato sur lies (sobre as leveduras) por alguns meses. É mais denso, perfumado e de sabor persistente. Como curiosidade, Vermentino di Gallura é a única DOCG da ilha.

A textura lembra um Chardonnay sem madeira
Os tintos começam com o emblemático Cannonau di Sardegna chamado Sincaru. A uva Cannonau é a mesma Garnacha (Espanha) ou Grenache (França). Vinho macio, de bom corpo e muito fruta em geleia. Tem um toque defumado que faz lembrar alguma passagem por madeira. Entretanto, é uma típica nota mineral, pois o vinho passa apenas por aço inox e tanques de concreto.
Quanto ao segundo tinto Barriu, é um famoso IGT da ilha sob a denominação Isola dei Nuraghi. É um vinho de estilo moderno, porém preservando uvas locais como Cannonau, Carignano (Carignan na França) e Muristellu (Bovale da Sardenha). Complementa o corte a internacional Cabernet Sauvignon com doze meses de passagem por barricas francesas. Encorpado, persistente e taninos muito presentes, mas integrados ao conjunto. Pode envelhecer alguns anos e deve ser decantado antes do serviço.
Tenuta Carretta
Os vinhos são importados por Italian Wines Selection (fone: 11-97381-0414 – Giovanni). Para aqueles que gostam de Barolos e Barbarescos mais macios e perfumados, estas são boas opções. O Barbaresco Cascina Bordino 2010 apresenta boa fruta, notas de especiarias, cedro e chocolate. Bordino é o nome do vinhedo. O vinho passa pelo menos vinte e quatro meses em pequenos tonéis (botti) de carvalho. Tem estilo moderno e muito agradável.

Taninos firmes, mas abordável
Na mesma linha, temos o Barolo Vigneti in Cannubi 2009. Passa pelo menos trinta e seis meses em botti. É um pouco mais austero, com taninos mais firmes. Mesmo assim, muito abordável. Novamente, frutas, especiarias, alcaçuz e chocolate. Aliás, Cannubi em italiano quer dizer união, casamento. De fato, os vinhedos em Cannubi unem propriedades dos dois grandes solos em Barolo: Tortoniano que gera vinhos frutados e abordáveis na juventude, e o solo Helvético que gera vinhos austeros e fechados quando jovens. Evidentemente, esses dois tintos são baseados na uva Nebbiolo. Embora possam ser guardados, já transmitem prazer ao serem degustados.
Azienda Malgrà

Estilo moderno de Barbera
Aqui temos um emblemático Barbera d´Asti barricato. Trata-se do Barbera d´Asti Superiore Nizza Mora di Sassi 2011. Nizza é uma zona de produção em Monferrato. Mora di Sassi é um muro de pedras junto ao vinhedo. O mosto é fermentado em barricas e posteriormente o vinho permanece em tonéis por um ano. Cor intensa, muita fruta, toques defumados e de especiarias. A madeira é apenas coadjuvante. Em boca, macio e persistente. Este vinho também é trazido pela mesma importadora da Tenuta Carretta.
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29 de Abril de 2014
Vendo o mapa abaixo, a primeira pergunta a fazer: Como regiões tão próximas podem elaborar bebidas tão diversas? A resposta são as condições inerentes a cada um dos terroirs.

Bordeaxu e Cognac: latitudes próximas
Embora estejamos falando de latitudes bastante próximas, as condições litorâneas e de solo são bem diversas. De fato, em Cognac a influência marítima é direta sobre o continente, tornando a ar frio e salino. Além disso, os solos em Cognac são fortemente calcários a partir do centro da apelação, perdendo radialmente esta característica até a borda com as sub-regiões de Bons Bois e Bois Ordinaires. Nestas condições, o cultivo de uvas brancas com destacada acidez é evidente, dando origem a vinhos ácidos e magros, pré-requisitos indispensáveis para boas eaux-de-vie (aguardentes). Aqui estamos diante do melhor destilado de vinhos na sua forma bruta. Aliado a outras condições de terroir, como manejo da destilação, amadurecimento em carvalho de Limousin e critérios próprios de assemblage, este diamante bruto é devidamente lapidado ao longo tempo nas caves.

Grande Champagne: solo calcário no melhor terroir de Cognac
Neste terroir de Cognac o amadurecimento das uvas é dramático. O melhor a fazer é cultivar uvas brancas relativamente neutras como a Ugni Blanc, mais conhecida localmente como Saint-Emilion. Na Itália assume o nome de Trebbiano. Este vinho neutro e magro é tudo que uma aguardente de qualidade precisa.
Médoc: comuna de Saint-Estèphe
Na região imediatamente abaixo, separada pelo estuário do Gironde, temos a nobre região de Bordeaux, mais especificamente, o Médoc. Este terroir forjado pelo homem, tratou de proteger o continente com uma floresta de pinheiros à beira-mar dos ventos salinos do Atlântico. Na verdade, o florestamento com pinheiros foi para impedir o avanço das dunas sobre o continente. A protecão dos ventos veio como consequência. Além disso, as principais comunas do Médoc (desde Saint-Estèphe até Margaux) foram devidamente drenadas por engenheiros holandeses no início do século dezessete, aflorando um solo bastante pedregoso, os famosos “graves”. Some-se a isso a influência da massa de água do rio Gironde, regulando as temperaturas, e teremos o melhor terroir do mundo para o cultivo de Cabernet Sauvignon, cepa protagonista no famoso corte bordalês de margem esquerda. O solo aqui também se modifica com camadas alternadas de argila, calcário e areia. De fato, a Cabernet Sauvignon, cepa de maturação tardia, encontra no Médoc seu ciclo de maturação alongado, acumulando lentamente açúcar, polifenóis, sobretudo os taninos, componentes fundamentais para a incrível longevidade deste grandes tintos.
À mesa, estas duas regiões atendem à mais refinada gastronomia. Os brancos bordaleses são surpreendentes e relativamente pouco conhecidos. Os tintos dispensam comentários, assim como os brancos doces, botrytisados, entre os melhores do mundo. Para finalizar qualquer refeição, o melhor dos brandies, o inimitável Cognac em suas várias categorias. Neste mesmo blog, há artigos específicos sobre essas duas grandes regiões (Bordeaux e Cognac).
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7 de Abril de 2014
A convite do sommelier e amigo Ariel Pérez, participei do seminário de vinhos chilenos (Chilean Wine Ambassador Brasil 2014), evento com um bom time de enólogos, sommeliers e especialistas na área. Um desfile expressivo de vinhos chilenos, dos mais variados estilos, abrangendo todos os vales importantes deste país.

Ariel na supervisão dos serviços
Dentre as amostras apresentadas, algumas figurinhas carimbadas dos ícones chilenos. São vinhos que dispensam comentários, fartamente mostrados e promovidos por todos os veículos da mídia. Don Melchor, Don Maximiano e Santa Rita Casa Real, três dos melhores Cabernets do Chile. Casa Marin Sauvignon Blanc, entre os dois melhores chilenos desta casta. Terrunyo Carmenère da Concha Y Toro, uma aula da temperamental uva emblemática. Gravas Syrah, mais um ícone da Concha Y Toro, com muita personalidade e potência. Viu Manent Viu 1, o Malbec que a Argentina não tem. Enfim, vinhos de grande prestígio no mercado nacional de importados. Contudo, falaremos hoje de belos vinhos ainda desconhecidos de boa parte do público e que trazem consigo um conceito mais preciso de terroir. Vejam a seguir:

Parras Viejas: Elegância acima da Potência
Este exemplar da Santa Helena parte de videiras antigas, algumas plantadas em 1910 na sub-região de Colchagua, zona dos Andes, junto à cordilheira. Um Cabernet Sauvignon elegante, muito equilibrado e bem mesclado com as barricas francesas. Importadora Interfood (www.interfood.com.br).

Herencia: boa opção em Carmenère
Um vinho bem moldado no terroir de Peumo (melhor microclima para a Carmenère no Chile). Não tem a profundidade e a concentração do Terrunyo da Concha Y Toro, mas exibe elegância surpreendente. Barrica bem tramada com a fruta proporcionando interessantes toques balsâmicos e de especiarias. Importadora Casa Flora (www.casaflora.com.br).

Maquis Franco: Cabernet Franc de destaque
Outro tinto curioso de Colchagua com vinhedos plantados em solo aluvial de alta pedregosidade, num clima seco e frio. Este 100% Cabernet Franc, para quem gosta da casta como varietal é pura elegância com um intrigante toque mineral. Parceiro de carnes com molhos delicados.

Toknar: Petit Verdot de caráter
Outro tinto original de Aconcagua (zona entre cordilheiras) 100% Petit Verdot. Tinto para quem gosta de fortes emoções. Uma estrutura tânica comparável a um Tannat. Rendimentos muito baixos por parreira (1,2 quilo de uvas) aliados a longa maceração pós-fermentativa gera vinhos potentes com grande profundidade. Os vinte e seis meses de barricas francesas novas não intimidam sua estrutura. Bom parceiro para pratos fortes como Cassoulet e Confit de Pato. Importadora Terramatter (www.terramatter.com.br).

RE Chardonnoir: Vinificação singular
Começa pela cor encantadora, lembrando um vin gris, uma cor salmonada bem clara e de leve intensidade. As uvas Chardonnay e Pinot Noir são vinificadas separadamente em ânforas e tonéis de grande capacidade. Os vinhos permanecem separados com grande contato sur lies (sobre as leveduras), quase dois anos. Aí sim, eles são mesclados e preparados para o engarrafamento. Lembra os aromas dos bons rosés provençais, com toques florais, frutas delicadas e especiarias.
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17 de Março de 2014
É sempre bom atualizarmos os números de Bordeaux, a maior região vinícola da França, com folga. São sessenta apelações de origem em mais de cento e dez mil hectares de vinhas. Suas exportações em euros respondem por cerca de 44% dos vinhos tranquilos franceses. Esses e outros números estão disponíveis no link abaixo, junto ao mapa de Bordeaux.

http://www.bordeauxpresse.com/upload/article/Essentielenchiffres.pdf
clique no link acima
As uvas tintas dominam amplamente a região com 89% da superfície plantada. A Merlot é de longe a tinta mais cultivada com 63% , seguida pela Cabernet Sauvignon com 25%, Cabernet Franc com 11%, e apenas 1% de outras tintas (Malbec e Petit Verdot, sobretudo).
É fácil explicar o domínio da Merlot, principalmente levando em conta apelações mais genéricas e portanto, de maior produção. É uma uva de maturação relativamente precoce, sujeita a um menor risco de chuvas na colheita e além disso, molda vinhos fáceis de beber, com muita fruta e maciez agradável.
Quanto à superfície das principais apelações bordalesas, percebemos que as sub-regiões de Médoc, Graves, Pomerol e Saint-Émilion, as mais nobres de Bordeaux, não chegam a 30% do total da área plantada. Os grandes châteaux que realmente fazem a fama da região nestas apelações com muito boa vontade chegam a 10% da superfície bordalesa.
Os altos preços dos famosos vinhos doces da região (principalmente Sauternes e Barsac) são justificados pela baixíssima produção. A área cultivada desses vinhos representam somente um porcento do total. Se levarmos em conta somente os grandes châteaux para este tipo de vinho, a área cultivada é irrisória.
As exportações bordalesas são lideradas em volume pela China, Alemanha e Bélgica, respectivamente. Já em termos de valores, Reino Unido, China e Hong-Kong, assumem a ponta, respectivamente.
O impacto, a notoriedade e a visibilidade dos vinhos franceses no mundo são calcados sobretudo nas regiões de Bordeaux e Champagne. Os números traduzem melhor este glamour. A cada segundo são abertas dez garrafas de champagne no mundo e vinte e três garrafas de vinhos bordaleses. Em qualquer língua esses nomes (Bordeaux e Champagne) não precisam de tradução, é pura magia.
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Vinho Sem Segredo na Rádio Bandeirantes FM (90,9) às terças e quintas, no Manhã Bandeirantes e no Jornal em Três Tempos.
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13 de Março de 2014
O chamado Vale Central ou Inland Valleys é o que efetivamente faz da California, e por que não dizer dos Estados Unidos, uma das maiores potências vinícolas do mundo. É muito vinho a ser produzido, vendido e consumido. Aqui está instalado o império da Gallo Winery, a maior vinícola do mundo. Veremos a seguir, as quatro principais AVAs desta vasta região, conforme mapa abaixo:

Vales de frutas e vinhedos
O condado de Lodi e Delta possui vinhedos de maior altitude em relação às demais regiões do vale Central. As castas tintas Cabernet Sauvignon e principalmente, a Zinfandel de vinhas antigas, fazem a fama da região.
Madera County mais ao sul, é um condado de clima quente com quinze mil hectares de vinhas plantadas. Vinhos de sobremesa, incluindo o estilo Porto, são os destaques da região.
Sacramento Valley é uma região pouco produtiva e sem grandes atrativos. Em compensação, San Joaquim Valley possui mais de sessenta mil hectares de vinhas. A qualidade não é seu forte, mas os vinhos têm preços competitivos e muitos deles, agradáveis para o dia a dia.
Sierra Foothills
Esta é uma região de altitude que fica a leste do vale Central. Abriga cinco condados (Amador, Calaveras, El Dorado, Nevada e Placer). Os vinhedos podem atingir mais de setecentos metros de altitude, sendo um dos mais altos de toda a Califórnia. A Zinfandel de vinhas antigas é o grande destaque local, mas Syrah e Sangiovese também têm seus atrativos.
Southern California e Far North California
Os extremos sul e norte da Calfornia, respectivamente mencionados acima, não são regiões de destaque. No sul, o clima é muito quente para as vinhas. O grande diferencial é quando você alia a altitude para arrefecer o calor. Neste sentido em San Diego, há vinhedos com mil e trezentos metros de altitude com a uva Cabernet Sauvignon. Velhas vinhas de Zinfandel ainda são preservadas e vinhos fortificados no estilo Porto também são tradicionais. Dos quatro condados do sul (Cucamonga, Los Angeles, San Diego e Temecula), somente este último goza dos benefícios das brisas do Pacífico. Uvas do Rhône e alguns varietais italianos podem ter sucesso neste clima.
Far North California é uma região ainda muito incipiente para as vinhas. É muito mais uma promessa que realidade. Há somente três condados na área: Trinity County, Humboldt County e Siskiyou County. O clima frio de um modo geral tem muito mais a ver com o Oregon, do que a própria Califórnia.
Com este artigo finalizamos os vinhos da Califórnia, complementados pelos artigos sobre Napa Valley. Pessoalmente, acho que esses vinhos estão entre os mais destacados do chamado Novo Mundo, onde seus melhores exemplares costumam fazer frente aos grandes vinhos europeus. Os Estados Unidos continuará sendo pelo menos a médio prazo, a grande referência fora da Europa em termos de qualidade, produção, importação, exportação e consumo de vinhos.
É uma pena que o mercado brasileiro tenha uma oferta tão pequena dos vinhos californianos. O preço, sem dúvida nenhuma, é o maior empecilho para conhecermos melhor produtores e vinícolas importantes, desfrutando destas maravilhas.
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6 de Março de 2014
Dando prosseguimento imediatamente ao sul da Costa Norte californiana, temos cerca de quinhentos quilômetros de litoral denominado Costa Central, terminando um pouco antes de chegar a Los Angeles. São nove condados com diversas AVAs importantes. Vamos a seguir, às mais importantes.

Central Coast: principais AVAs
Livermore Valley
São dois mil hectares de vinhas onde o destaque é Sauvignon Blanc. No século XIX foram trazidas mudas do Château d´Yquem e desde então, o estilo deste Sauvignon Blanc local é o mais próximo de Graves, região bordalesa pelos famosos brancos. Outra curiosidade, é que cerca de oitenta porcento do Chardonnay da Califórnia parte de clones geneticamente desenvolvidos na região.
Monterey
Este condado com dezesseis mil hectares de vinhas abrange nove AVAs. A AVA homônima Monterey apresenta alta produção, superando Napa Valley. Evidentemente, a qualidade não acompanha toda esta quantidade. Uma AVA de categoria é Santa Lucia Highlands, região montanhosa beneficiando-se das frias brisas do Pacífico. Pinot Noir e Chardonnay têm grande destaque. Aqui encontra-se o vinhedo Mer Soleil, um branco de grande impacto da vinícola Caymus.
San Luis Obispo County
A maior AVA deste condado é Paso Robles com dezesseis mil hectares de vinhas. O clima relativamente quente é favorável à Zinfandel e uvas que fazem o estilo Rhône. Já Edna Valley num clima mais influenciado pelo Pacífico, produz belos Chardonnays com um frescor cítrico a lima. Por último, Arroyo Grande, também de clima frio, elabora interessantes Chardonnays e Pinot Noir.
Santa Barbara County
Esta área ficou famosa com o filme Sideways onde o ator protagonista era apaixonado pela Pinot Noir. Com isso, um quarto do cultivo de vinhas é destinado a esta nobre cepa. O condado abrange quatro AVAs (Santa Maria Valley, Santa Ynez Valley, Santa Rita Hills e Happy Canyon of Santa Barbara), sendo as duas últimas de menor importância.
A influência do Pacífico é decisiva para um clima relativamente frio para padrões californianos, muitas vezes mais frio que a Côte d´Or na Borgonha, alongando o ciclo de maturação da uvas, sem o risco de chuvas. Pinot Noir e Chardonnay de destacada acidez com bom balanço. Uvas do Rhône como Syrah, Viognier e Roussanne, são destaques neste cenário.
Santa Cruz Mountains
Voltando ao norte da Central Coast, este condado montanhoso é de clima frio. Com vinhedos mais antigos que Napa Valley, eles são mais espaçados e em menor número. O mais famoso é sem dúvida o vinhedo Monte Bello da vinícola Ridge. Seu sedutor Cabernet Sauvginon envelhece maravilhosamente, sendo páreo duro para os mais afamados Bordeaux. Uvas como Chardonnay e Pinot Noir são também destaques.
O condado a leste de Santa Clara não tem o mesmo brilho. Trabalha com muitas varietais, tintas e brancas, mas ainda é uma promessa.
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