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A nova Alemanha:

22 de Junho de 2026

Em 1912, quando o Titanic zarpou de um porto em Southampton rumo a Nova York, espumantes e brancos da uva Riesling rivalizavam em prestígio e preços com os mais famosos rótulos da França na carta de vinhos da primeira classe. O posterior naufrágio marcou um ponto de inflexão para o vinho alemão: duas guerras, a guerra fria e um erro de marketing levaram a uma derrocada.

Se os noruegueses criaram uma bem-sucedida estratégia de propaganda e tornaram o salmão um peixe comido de Tóquio a São Paulo, os alemães erraram feio. Responsável por até 60% das exportações viníferas da Alemanha, a invasão das garrafas azuis de Liebfraumilch acabou marcando negativamente a imagem do vinho alemão mundo afora. Muitos, até hoje, torcem o nariz, associando esses vinhos à imagem de um líquido doce, barato e industrial. Uma dor de cabeça assegurada.

Foto: Nadia Jung @nadiajungfotografia

Gradualmente a história tem mudado. Baseado em Rheinhessen, no sudoeste alemão às margens do rio Reno, uma região que para o vinho alemão é o que Bordeaux é para a França, Moritz Kissinger pertence a uma geração que busca incorporar as raízes da tradição trazendo inovações. Em 2018, assumiu parte das terras da família, cultivadas há quatro gerações, mas vinificadas e vendidas com o rótulo da propriedade apenas a partir de seu pai.

Depois de estudar vinhos na França, mais especificamente na Borgonha e no Jura, decidiu trabalhar com Chardonnay, uma uva que faz sucesso mundo afora, mas cujo histórico na Alemanha é recente. A legislação alemã proibia até o meio dos anos 1990 o uso da uva em vinhos de qualidade certificados pelo órgão de controle. A barreira legal foi vencida em 1994.

Moritz aproveitou uma coincidência climática: o aquecimento global tornou a Alemanha menos fria. Regiões que antes não amadureciam Chardonnay completamente agora produzem vinhos com a acidez vibrante típica de climas frescos, mas sem a dureza de outrora. Isso permite criar vinhos com frescor mineral e que às cegas podem parecer franceses.

Com videiras plantadas em 1994, Moritz começou a vinificar uma parcela de um hectare de Chardonnay. O primeiro vinho saiu em 2020. O resultado atraiu a atenção. Uma das maiores lojas de vinhos da Alemanha chamou Moritz de garoto prodígio, o The New York Times fez matéria sobre o renascimento do vinho alemão e destacou o Chardonnay dele.

O vinho chamou a atenção ainda de Jasmin Bähr, que tinha trabalhado como sommelière em Paris e estudado vinho na Borgonha e na Alsácia. Começaram a namorar. Casaram-se ano passado: a vinícola agora passou a se chamar Kissinger Bähr. O Chardonnay continua sendo um dos principais destaques do portfólio.

Agora os vinhos ganharam mais tempo de maturação, com dois invernos antes do engarrafamento e de chegarem ao mercado. Ganham mais complexidade. Tecnicamente, aproximam-se do estilo de grandes borgonhas, que descansam longamente sobre as borras para ganhar estabilidade e textura sem precisar de filtragem pesada. “Quis fazer Chardonnay porque eu achava que era possível fazer um de qualidade na Alemanha e a uva me encantou na França”, diz Moritz, que esteve em São Paulo essa semana em evento da importadora Maison Sirino, que recebeu recentemente uma nova remessa dos vinhos.

Mas o Chardonnay foi apenas o começo. Moritz queria ir mais longe: resgatar uma glória ainda mais antiga. No início do século 20, a Alemanha não era apenas um grande produtor, mas o maior mercado consumidor de espumantes do mundo. O prestígio era tanto que casas de Champagne francesas foram fundadas por alemães (Krug, Bollinger, Mumm, Piper-Heidsieck).

O imperador Guilherme II instituiu imposto sobre o vinho espumante com objetivo de financiar a construção da frota de guerra imperial. O imposto sobrevive até hoje. A pressão tributária, somada às crises do pós-Guerra, forçou os produtores a reduzir custos para o espumante acessível à classe média. Isso levou ao uso generalizado da fermentação em grandes tanques de aço, um método mais barato e rápido, em vez do lento e trabalhoso método tradicional, em que cada garrafa fermenta individualmente, como na Champagne.

Depois de um estágio na Champagne, Moritz voltou com a vontade de vinificar espumantes com uvas locais e feitos com mais de 18 meses sob leveduras, o que aumenta a complexidade. Busca ainda usar uvas de Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Noir e de safras diferentes. “A Alemanha tem potencial para bons espumantes”, afirma Moritz.

Agora Moritz e Jasmin trabalham juntos na vinícola, que ganhou nova dimensão. Desde 2024, eles conseguiram arrendar algumas parcelas de Riesling nos melhores trechos de terra da região. Produzem ali cerca de mil garrafas em cada um dos terroirs. A expansão se deu sobre a terra chamada de “encosta vermelha”, um paredão de solo avermelhado que despenca em direção ao rio Reno. É tão íngreme (declives de até 70 graus, como uma rampa de skate radical) que trator não sobe. Tudo é feito à mão, do plantio à colheita.

Mas essa verticalidade é o que permite que as videiras capturem a luz solar refletida pelo espelho d’água do Reno, garantindo maturação em um clima que, de outra forma, seria hostil. “Os vinhos têm uma mineralidade distinta”, afirma Jasmin. “Os vinhos carregam o sabor característico do solo e da luz que se reflete na parcela”, afirma ela.

A chegada de Jasmin trouxe outras inovações: ela ajudou a tornar os vinhos ainda mais gastronomicamente versáteis. A decisão de estender a maturação para dois invernos passa por essa percepção: vinhos de prestígio precisam de tempo para integrar a acidez. Jasmin foi peça-chave na decisão de expandir para o Riesling na encosta vermelha, com vinhos de minúscula produção. Agora o casal também irá trabalhar uma parcela especial de pinot noir, buscando um tinto elegante e mineral, cuja primeira safra ainda deve levar dois anos para chegar ao mercado. Nas encostas onde só as mãos alcançam, o vinho alemão volta à tona em várias versões.

(Lembrando que vinhosemsegredo tem revista, em pdf, que pode ser solicitada por:

https://vinhosemsegredo.com/revista-digital-vinho-sem-segredo/

Vinhos nos extremos

13 de Abril de 2026

Felipe Tosso quis ser tenista. Entre os dez e os 17 anos, jogava seis vezes por semana e viajava pela América do Sul para disputar torneios. Chegou a figurar entre os quatro melhores juvenis do ranking chileno, até que uma contusão séria no tornozelo direito o deixou seis meses sem pisar no chão. Abandonou o sonho e ficou cinco anos longe do esporte. Tentou então a engenharia civil. Cursou por dois anos, mas concluiu que o ambiente de escritório não o faria feliz. Precisava do ar puro. Migrou para a agronomia, inspirado também pela carreira de sua mãe.

A linha Gray tem boa qualidade preço, com destaque para o chardonnay, coringa à mesa, na casa dos R$ 200. Já a linha Kosten deve ter algumas garrafas vendidas no Brasil em breve.

O mundo do vinho entrou em sua vida nesse intervalo, por meio de um clube de degustação, em que era o mais novo entre os membros, cuja maioria tinha o dobro da idade. Encantou-se ao beber um branco chileno de Chardonnay com algum tempo de envelhecimento. Ao sentir aromas de manteiga, nozes e mel, decidiu que preferia fazer vinho a bebê-lo. É uma paixão que não abandonou: bebe vinho todos os dias, sempre em busca de regiões e produtores desconhecidos.

Ao sair da faculdade, ingressou na maior vinícola do país: a Concha y Toro. Era início dos anos 1990 e foi colocado na equipe que produzia o Dom Melchor, nascido em 1987, com uvas de origem bordalesa plantadas no Vale do Maipo no século XIX e consultoria de enólogos franceses famosos. Mesmo com o sucesso que levou publicações dos Estados Unidos a eleger a novidade entre as melhores do mundo, o Chile ainda tateava um caminho.

No início dos anos 2000, chegou à Ventisquero, um projeto familiar nascido numa época em que Chile e Argentina buscavam identificar como poderiam ser diferenciar no mundo enológico. Com 25 anos na empresa e muitas referências, o caminho mudou. Os terroirs se ampliaram.

“As vinícolas que buscavam o diferente se contavam nos dedos das mãos. Prevalecia um estilo mais potente, e ninguém trabalhava nos extremos climáticos do país, como no deserto de Atacama ou na Patagônia”, lembra Tosso, que esteve esta semana em São Paulo para um evento do guia Descorchados, especializado em vinhos sul-americanos e que elegeu a Ventisquero a vinícola de 2026.

O desafio de fazer vinhos elegantes em diferentes terroirs chilenos o levou para regiões que antes pareciam improváveis. A primeira delas, o deserto de Atacama, chegou por acaso. A família proprietária da Ventisquero havia comprado hectares na região para plantar oliveiras e produzir azeite. Quando os trabalhadores começaram a preparar o solo, perceberam que ele poderia abrigar videiras. Plantaram oito variedades em cerca de dez mil metros quadrados. Nasceu assim o projeto Tara, batizado como o arbusto nativo que resiste ao árido clima local. “O solo é muito interessante. Tínhamos de fazer algo especial”, diz.

Explorado o extremo norte, veio a vez da Patagônia chilena, uma região inóspita que Tosso conhece também como turista: recentemente, levou a mulher e as quatro filhas para passar férias por lá. Para chegar, é preciso voar e, depois, atravessar de balsa uma área marcada por geleiras. “É o ponto mais ao sul do mundo onde se produz vinho, perto de um dos maiores lagos da América do Sul, o General Carrera.”

Há cerca de dez anos, dois agrônomos que trabalhavam na região notaram a abundância de cerejeiras, um sinal de que o solo poderia ser apto para vinhedos. Em parceria com um produtor de cerejas, plantaram cinquenta mudas de sete variedades selecionadas para o frio. Vingaram o Sauvignon Blanc, o Chardonnay e o Pinot Noir.  Descobriram que, além da temperatura e doe ventos, havia outra questão a considerar: os pássaros.

“Tivemos nossa primeira produção decente em 2020, com pouquíssima uva. Em 2021, os pássaros comeram tudo; em 2022 vieram os primeiros cachos reais, ainda em escala experimental; em 2023 lançamos os três vinhos Kosten”, conta. O nome da linha é o que os habitantes chamam os ventos intensos que varrem a região. Os vinhos feitos com chardonnay e pinot noir mal chegam a 400 garrafas produzidas.

O tênis voltou. No fim de semana passado, Tosso disputou um torneio masters e chegou às semifinais. O tornozelo direito aguentou.

Chardonnay e suas versões

28 de Janeiro de 2020

No segundo encontro da confraria este ano, por sinal bastante modesto para os padrões da mesma, tivemos apenas quatro confrades no elegante Tessen, comida japonesa bem executada. Neste caso, o assunto são brancos e eles vieram em várias versões e idades.

bela combinação

De início uma grata surpresa, um Dom Perignon 1976 em perfeito estado. Algo surpreendente para um vinho antigo, sobretudo champagnes que costumam sofrer com o tempo. Neste caso a conservação foi perfeita, inclusive a mousse e perlage. Um champagne elegante com lindos toques terciários onde o mel, gengibre e cítricos estavam em harmonia. A mineralidade e a bela acidez caminharam muito bem com os sashimis de robalo e salmão (foto acima).

Dependendo do ano, Dom Perignon costuma ter um pouco mais de Chardonnay ou Pinot Noir, não fugindo muito dos 50% para cada uma das cepas. Neste caso, parece que o Chardonnay se sobrepôs um pouco, mantendo frescor e ótima longevidade. Nenhum sinal de decadência, numa conservação perfeita.

o sushi pede brancos de maior textura

Não é muito meu estilo, mas o Marcassin costuma estar em destaque nos grandes brancos californianos. Esse da safra 2009 tem 98 pontos. Encorpado, rico em aromas, textura macia e final longo. Particularmente, acho um pouco invasivo e com madeira demais para este refinamento pretendido. Em todo caso é um belo vinho e tem seus fãs mundo afora.

Um vinho de Sonoma Coast, a oeste de Napa Valley, aproveitando o clima mais fresco, dada a proximidade do litoral frio nesta latitude. O vinho fermenta em barricas e passa mais doze meses amadurecendo em barricas francesas novas. O Pinot Noir, sua versão tinta, é altamente pontuado também. 

img_7239produção minúscula na elite dos Chardonnays

Aí chega o grande chardonnay na mesa, Jacques Carillon, especialista na comuna de Puligny-Montrachet com seu exclusivo Grand Cru Bienvenues Batard-Montrachet na bela safra 2010 com 96 pontos, mas de estilo totalmente diferente do americano. Um branco elegante com mineralidade e muito frescor. Tem a leveza dos Pulignys e este Grand Cru fica a leste de Batard-Montrachet, do lado da comuna de Puligny. Faz divisa também com Les Pucelles, um dos mais prestigiados Premier Cru de Puligny-Montrachet. Sua produção é minúscula, um barril por safra, de vinhas com 48 anos de idade na média, num vinhedo de apenas 0,12 hectare. O vinho amadurece em barricas francesas por doze meses, sendo apenas 20% novas. Um dos grandes brancos da terra santa nesta safra. Para quem faz vinho desde 1520, parece que tem jeito pro negócio …

o primeiro incógnito do ano

O vinho acima foi servido às cegas, induzindo a ser um Pinot Noir pelo formato da garrafa. No entanto, os aromas eram dominados por Brett com toques animais e de defumação. Pelos aromas e densidade em boca, lembrava um Syrah, mas era um Cabernet Franc nacional elaborado pela Leiteria e Laticinios Pardinho. O vinhedo é do sul, de Campos de Cima da Serra, região gaúcha de altitude, próxima à serra catarinense.

O vinho é até agradável para quem gosta de Brett e aromas evoluídos, mas falta fruta e frescor, mais um indício da polêmica levedura. De todo modo, valeu pelo exercício de degustação às cegas. Mais uma vez um brasileiro pouco divulgado e difícil de ser encontrado.

Enfim, uma comida leve, papo descontraído, aquecendo os motores para um ano que promete grandes degustações, belos encontros e ótimas garrafas. Que Bacco nos ilumine!

Saladas Clássicas

25 de Janeiro de 2020

Este é o nongentésimo (900°) artigo de Vinho Sem Segredo após dez anos na mídia. Aproveitando o verão, falaremos de saladas clássicas de boa consistência. Aquelas que por si só já são uma refeição. Geralmente incluem alguma proteína, podendo dispensar outros pratos, por ser uma refeição completa. É lógico que a escolha do vinho é fundamental para fecharmos o assunto por completo.

salada de bacalhau

Salada de Bacalhau

É quase uma versão da tradicional bacalhoada servida fria. Os ingredientes são muito parecidos com o bacalhau em lascas, batatas, azeitonas, pimentão vermelho facilitando a digestão, além do azeite e temperos clássicos. Neste caso, um bom Chardonnay relativamente encorpado e com alguma passagem por barrica pode acompanhar muito bem, sobretudo se for realmente o único prato da refeição. Alvarinhos mais encorpados e de personalidade costumam dar certo.

Outras alternativas menos óbvias são os belos Riojas clássicos brancos como o grande Tondonia com a uva Viura. Ele tem passagem por madeira e os aromas são maravilhosos. Alguns bons vinhos laranjas do mercado do leste europeu, terroir específico para este tipo de vinho, são boas indicações. Para quem não sabe, o vinho laranja é um branco vinificado em contato com as cascas, fato inexistente nos brancos modernos de um modo geral. Este tipo de vinho tem estrutura, aromas e sabores, muito convidativos ao bacalhau.

salada niçoiseSalada Niçoise

Há algumas versões, mas a original vai tomates, azeitonas, ovo cozido, atum e/ou anchova, azeite, como principais ingredientes. O nome vem da cidade de Nice, Provence. Naturalmente, os brancos provençais são o casamento natural, além dos elegantes rosés da região. Brancos italianos da casta Vermentino são boas pedidas. Outros brancos italianos como Fiano de Avellino, Greco di Tufo e Verdicchio, são alternativas interessantes. Do lado português, o Dão branco com a casta Encruzado e os brancos da Bairrada com Arinto e Fernão Pires (também conhecida como Maria Gomes), completam a lista.

Se a opção for por um tinto, que seja leve e com baixos taninos. Gamay, Pinot Noir, e um Barbera bem frutado e fresco, são os mais indicados.

Caesar saladCeasar Salad

Salada criada por um imigrante italiano que tinha restaurantes no México e Estados Unidos. Há várias versões da salada que foi incrementada ao longo do tempo. A original diz ter alface, croutons, vários temperos como molho inglês, limão, azeite, alho, mostarda, pimenta, além de anchovas e parmesão. Outras versões admitem bacon ou pedacinhos de frango grelhado.

Aqui novamente o Chardonnay vai bem, mas não aquele encorpado como no caso da salada de bacalhau. Um Chardonnay mais leve, sem passagem por madeira, tem mais afinidade. Os brancos frescos de Finger Lakes, uma AVA americana a noroeste de New York, próxima ao loga Ontário, é uma boa pedida para os americanos. Seus Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling são bastante frescos. Um bom branco chileno dos vales frios deste país como Casablanca, Limari ou San Antônio, são boas opções.

Se a pedida for por espumantes, os brasileiros são ótimas opções. Dentre Cavas e Champagnes, opte por aqueles mais simples, sem muito contato sur lies. O frescor e a juventude falam melhor com o prato.

tabuleTabule

Tabule ou Taboouli como prato em si é mais um acompanhamento. Como ingredientes além do trigo, temos tomates, salsinha, suco de limão, hortelã, azeite e cebola. Uma salada bem fresca, perfeita para acompanhar quibes e esfirras. Como é um conjunto muito de verão, o vinho vai ser direcionado para os itens de maior consistência. No caso de quibes e esfirras, geralmente de carne, um tinto é mais adequado. Precisa ser um tinto aromático e delicado ao mesmo tempo. Aqui a Cabernet Franc entra muito bem com os típicos vinhos do Loire, Chinon e Bourgueil. Outras opções naturais seriam a Gamay (um bom Beaujolais) ou um Pinot Noir delicado. Pode ser um bom Borgonha despretensioso ou um neozelandês com madeira comedida. 

Como alternativa, vinhos rosés são boas opções, mas não muito delicados. Precisa ter um pouco de consistência, assim como os rosés do Rhône. Além deles, os rosés espanhóis são muito indicados, sobretudo os de Navarra. Geralmente, os rosés à base de Grenache tem a consistência certa para o prato.

Essas considerações valem também para o estimulante Steak Tartar. A diferença dele para o tabule com esfirras e quibes é que a proporção de carne em relação à salada é maior.

Quanto às saladas de um modo em geral, a grande preocupação é a acidez, notadamente do vinagre. Procure maneirar no uso do vinagre e se possível, substituir por algo mais delicado como o vinagre balsâmico, por exemplo. De resto, é se divertir e aproveitar o verão.