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Final Masterchef: Harmonização

26 de Agosto de 2019

Mais uma final Masterchef e mais pratos para harmonizar. Como sempre, Vinho Sem Segredo faz um exercício de enogastronomia com pratos do programa de competição culinária mais conhecido e mais polêmico do Brasil. Desta feita, os cozinheiros Rodrigo Massoni e Lorena Dayse fizeram uma final disputadíssima onde a escolha foi muito mais pessoal que técnica.

Vamos então aos vinhos harmonizados, começando com as entradas, seguidas dos pratos principais e as sobremesas.

Entradas

Tortellini de camarão em caldo asiáticoTortellini de Camarão em Caldo Asiático

Executado por Rodrigo Massoni, é um prato elegante e ao mesmo tempo aromático com uma pegada tailandesa, mas longe do forte apimentado. Precisa de vinhos elegantes, evidentemente brancos de textura mais delicada pela fluidez do caldo. Aqui tem que ser um Chardonnay elegante bem trabalhado na madeira. Dos grandes Borgonhas, um Puligny-Montrachet parece ser ideal. Em sua melhor versão, um Chevalier-Montrachet de Madame Leflaive, por exemplo. Tem acidez, aromas delicados e textura perfeita para o prato. Como alternativa italiana, o belo Chardonnay de Angelo Gaja, Gaia & Rey de safra recente.

Ravióli de vinho branco recheado com caranguejo e emulsão de bacuriRavioli recheado com Caranguejo e Emulsão de Bacuri

Nesta entrada executada por Lorena Dayse, outro prato delicado com uma pegada agridoce pela emulsão do bacuri, fruta típica do nordeste. Temos a textura delicada do massa gelatinosa, a tendência adocicada da carne de caranguejo, e a crocância da tapioca, formando um conjunto harmonioso. O branco ideal neste caso é um Riesling alemão do tipo Kabinett, de textura delicada e um toque off-dry, casando bem com os sabores do prato. Acho que um bom riesling do Mosel é o ideal. Como alternativa, um alsaciano do produtor Marcel Deiss cumpriria bem o papel.

Pratos Principais

Barriga de porco com feijão manteiguinha de SantarémBarriga de Porco com Feijão de Santarém

Outra execução de Rodrigo Massoni, trata-se de um prato gorduroso e bastante saboroso por todos os condimentos envolvidos como cebola, pimentão, pimenta, ervas, molho de soja, salsão, bacon, entres outros. Não é um prato que exija muitos taninos do vinho, pois a carne é bem macia. Todos esses sabores e um toque defumado pelo bacon e a pururucada no acabamento da carne, nos leva a um vinho de presença, boa acidez e aromas marcantes. Um Rioja Gran Reserva de escola tradicional como La Rioja Alta 904. Um tinto espanhol com intensidade para o prato e acidez suficiente para o lado gorduroso e para a acidez do vinagrete no feijão. Como alternativa, um bom Barbera barricato, bem balanceado e de excelente produtor, é uma opção a contento. 

Carneiro ao leite de coco e baião de dois de feijão verdeCarneiro ao Leite de Coco e Baião de Dois

Neste prato de Lorena Dayse acho que está explicado sua derrota na final. A carne de carneiro que é um pernil desossado e picado em cubos é um tipo de carne mais adequada aos assados do que os refogados. É uma carne que carece de gordura e colágeno para longos cozimentos. Embora o leite de coco tenha casado bem com os sabores, não foi suficiente para levantar o sabor do prato. O baião de dois foi muito bem como guarnição. Um bom Chateauneuf-du-Pape como Chateau de Beaucastel é um tinto do sul da França capaz de levantar os sabores do prato e combinar bem com o aromático baião de dois apresentado. Um bom Brunello di Montalcino seria uma alternativa interessante para se testar. 

Sobremesas 

Sorvete de coco com gengibre e limãoSorvete de Coco com Gengibre e Limão

Neste último prato de Rodrigo Massoni, uma sobremesa com pegada asiática novamente pelas presenças do gengibre e limão. O toque de açúcar na sobremesa é bem sutil. O vinho precisa ser delicado, não muito doce, mas com uma acidez marcante. Portanto, os icewines canadenses são ideais, sobretudo com sorvetes. O frescor destes vinhos realçam a delicadeza da sobremesa. Se houver a possibilidade como alternativa, o original Eiswein alemão cai muito bem, inspiração para a especialidade canadense, o vinho do gelo. 

masterchef sorvete de coco abacaxi na cachaçaSorvete de Coco e Abacaxi na Cachaça com Crumble de Mel

Uma sobremesa de Lorena Dayse, parecida com o do seu oponente, também com sorvete de coco. Aqui temos um pouco mais de riqueza de sabores e um toque de doçura extra, porém sem perder a delicadeza. O mel, o abacaxi, a cachaça, o creme de leite, exige um vinho de maior presença como um bom Late Harvest. Uma das melhores referências neste estilo de vinho é o sul-africano Vin de Constance do produtor Klein Constantia. Um vinho deliciosamente doce com as uvas Muscat de Frontignan, mas de equilíbrio notável. Um vinho que casa bem com a riqueza de sabores da sobremesa, sem exageros. Como alternativa, a vinícola argentina Terrazas faz um interessante vinho doce à base de Petit Manseng (uva nobre do sudoeste francês) em vinhedos de altitude com mil metros. Um vinho delicado e muito bem equilibrado.

Enfim, é sempre bom exercitarmos a enogastronomia, procurando combinações novas, e testando várias tendências, nunca esquecendo do bom senso e alguns princípios básicos. Enfatizando novamente, este é apenas um exercício de enogastronomia, independente do sua opinião sobre o programa, sempre muito polêmica. Que venham outras experiências!

Sommellerie: Um novo Campeão Mundial – Parte I

24 de Abril de 2016

Paolo Basso, brilhante sommelier, um verdadeiro bailarino no salão, entrega seu cedro agora ao jovem suéco Jon Arvid Rosengren. Não que não tenha sido justo, mas esta final de certo modo, lembrou o título de Enrico Bernardo na Grécia onde mais uma vez, Gérard Basset à época, ficava novamente na fila. O francês David Biraud, parece seguir o mesmo caminho. Embora sua atuação tenha tido momentos notáveis, talvez o cumprimento do tempo em algumas provas, possa ter lhe custado caro. De toda forma, é um sommelier diferenciado, podendo perfeitamente fazer parte da elite dos campeões mundiais. Dito isto, vamos às provas finais.

O campeão sueco ao centro

Embora o tempo de cada etapa fosse bem reduzido, exigindo grande preparo dos finalistas, as etapas foram muitas, totalizando mais de uma hora por candidato, e testando seus nervos ao limite. De início, um serviço à mesa com champagne e um coquetel clássico, Dry Martini. Até aqui nada de mais, se não fosse um pequeno detalhe no pedido da mesa para ser servido um champagne Extra-Brut que não havia em nenhum dos quatro baldes disponíveis no salão. Uma situação para irritar o sommelier logo de cara e fazê-lo perder a concentração no serviço. Todos perceberam o inconveniente e arrumaram uma solução de momento. Quanto ao Dry Martini, apesar de um clássico dos clássicos, todos mostraram conhecimento em sua execução com pequenos detalhes diferenciais em cada candidato. A única candidata mulher, a irlandesa Julie Dupouy,  diferenciou-se dos demais ao preparar o coquetel antes de servir o champagne, tendo o cuidado de servir todas as bebidas ao mesmo tempo aos convivas, evitanto constrangimentos no brinde inicial. É o mesmo cuidado que se tem à mesa ao servir pratos variados com tempos de execução diferentes, simultaneamente para todos iniciarem ou continuarem a refeição. Quanto à execução do coquetel, David Biraud mostrou sutileza ao pingar algumas gotas de vermute (Noilly Prat), lembrando que o Dry Martini deve ter apenas a sombra da garrafa. Detalhe de conhecedor …

Partindo agora para a segunda mesa com seis convivas e uma seleção de vinhos de tirar o fôlego. Aqui o sommelier tem a oportunidade de mostrar todo seu conhecimento e versatilidade nas combinações de vinhos diferentes em estilos, uvas, regiões e categorias. Os vinhos sugeridos foram:

  • Harlan Estate 1997

Um dos grandes tintos do Napa Valley de excelente corte bordalês e safra espetacular (100 pontos). Num ótimo momento para ser provado, embora seu platô vá até 2030.

  • Gaja Barbaresco Sori San Lorenzo 1997

Uma das três joias de Angelo Gaja (as outra duas são Sori Tildin e Costa Russi) de excelente safra. São Barbarescos de extrema elegância. Quaisquer safras, são esplendorosos.

  • Penfolds Grange 99

O grande Shiraz do hemisfério sul com degustações históricas que marcaram o Novo Mundo. Vinho de grande estrutura e longevidade.

  • Domaine Ponsot Clos Saint Denis Grand Cru Vieilles Vignes 1945

Domaine extraordinário em Morey Saint Denis com vinhos profundos e longevos. A safra da vitória é histórica e extremamente rara.

  • Egon Müller Riesling Auslese 2009

O grande Riesling alemão; mineral, duro como o aço. A graduação de açúcar de um Auslese quebra um pouco esta austeridade. Vinho de longuíssima guarda. Perdura por décadas.

  • Klein Constantia Vin de Constance 2000

O mais emblemático e histórico vinho doce sul-africano elaborado com a uva Muscat (Muscat de Frontignan). Maciez e equilíbrio notáveis. Comercializado em garrafas de estilo único de 500 ml.

garrafa exótica: um dos vinhos de Napoleão

Para não alongar o assunto, vou comentar as sugestões de David Biraud com ótimas dicas e classicismo. Para o Harlan Estate 97, corte bordalês, sua indicação foi carne vermelha crua com suculência, uma espécie de carpaccio com toques defumados e de ervas, equilibrando bem os taninos ainda presentes, além dos aromas do vinho. Em seguida, para o Barbaresco Sori San Lorenzo 97, Biraud propõe um pombo com foie gras em molho de cerejas escuras, realçando os aromas de evolução da Nebbiolo e dando um charme num toque sutil de amargor. Para o tinto australiano, Grange 99, sua sugestão recai para um cordeiro grelhado com alecrim e guarnecido com vegetais (tian). A ideia é provocar o lado rico em especiarias da Shiraz. Para o último tinto, o raríssimo Ponsot Clos St Denis 1945, um prato de caça (ave) com molho de vinho tinto, exacerbando os aromas terciários desta preciosidade. Entrando nos vinhos brancos, nada melhor que fechar uma excelente refeição com queijo. A sugestão de um velho Comté (o grande queijo do Jura) com o branco alemão, Egon Müller Riesling Auslese 2009, foi de grande originalidade. A força do queijo e seus ricos sabores  vão de encontro com a estrutura do vinho, mineralidade, além da acidez e doçura do mesmo, contrapondo a gordura e salinidade do queijo. Ponto alto da harmonização. Por fim, o doce e elegante Vin Constance 2000, casa perfeitamente com  o abacaxi caramelizado (Victoria Pineapple) acompanhado por pain perdu (pão amanhecido, no caso brioche, finamente tostado).

Para completar, Biraud sugeriu de entrada como aperitivo, um champagne Moët & Chandon Vintage 1988 com a mesma evolução e complexidade dos demais vinhos. Como não havia espumantes entre a seleção de vinhos, não deixa de ser um belo começo para ativar e agraciar as papilas. Quanto à decantação, os tintos poderiam ser decantados com exceção do velho Borgonha. Neste caso, pela eventual fragilidade do tinto, seria mais prudente servi-lo diretamente na taça.

Centurion: categoria máxima

Finalizando o serviço nesta mesa de alta complexidade, foi perguntado a Biraud sobre a harmonização de um café expresso Grand Cru acompanhado de chocolate escuro trufado, sugerindo um licor ou destilado. Biraud novamente mostrou originalidade e conhecimento ao recomendar o clássico vinho Commandaria. É um vinho fortificado da idade média, na época das Cruzadas, elaborado com as uvas locais Mavro (tinta) e Xynisteri (branca) da ilha de Chipre. Raro e pouco conhecido atualmente, seus sabores e estrutura combinam perfeitamente com o café sugerido, pois apresenta textura compatível, sabores empireumáticos e de frutas secas. O Commandaria sugerido é de categoria máxima, chamado Centurion com no mínimo 20 anos de envelhecimento (foto acima). É também um ótimo casamento com a clássica torta austríaca Sacher Torte. Biraud também especificou um café guatemalteco na harmonização.

Próximo artigo, mais mesas e provas. Está só começando!

Top Ten Wine Spectator: Parte I

11 de Novembro de 2015

Apesar de toda a polêmica que envolve a revista Wine Spectator é inegável seu poder de marketing. A famosa lista dos Top 100 é esperada e comentada por todos. Antes porém, há a lista seleta dos Top Ten, onde os vinhos ficam mais em evidência. A seguir vamos comentar esses vinhos um a um.

10º lugar – Klein Constantia Vin de Constance 2009 – 95 pontos

É um dos mais famosos Late Harvest do mundo. A despeito desta safra em especial, este é um verdadeiro clássico no mundo do vinho. Enaltecido por Napoleão Bonaparte, fez parte da elite dos vinhos de sobremesa nos séculos 18 e 19 juntamente com Yquem, Tokay e Madeira.

Elaborado com uvas moscatéis (Muscat de Frontignan), sua produção foi interrompida com a chegada da filoxera no final do século dezenove. Assim ficou a lembrança por muito tempo do lendário vinho de Constantia. A partir de 1980, sua produção foi retomada, tentando pouco a pouco tornar o mito em realidade. As uvas são colhidas tardiamente com várias passagens pelo vinhedo. O clima frio de Constantia, bem junto à cidade do Cabo, conserva uma boa amplitude térmica para as uvas no período de maturação. Depois de lenta fermentação, o vinho é amadurecido em barris de carvalho parcialmente novos de várias origens por quatro anos em contato com as leveduras. Nesta safra de 2009, o açúcar residual é de 160 gramas por litro e acidez tartárica de 7,8 g/l.

9º lugar – Clos Fourtet 1º Gran Cru Classé de St-Emilion 2012 – 94 pontos

Trata-se de um belo vinho, mas não está entre o primeiro pelotão de elite em St-Emilion. Pessoalmente, vinhos como Cheval Blanc, Ausone, Figeac, Angelus, Canon, e Pavie, estão um passo a frente. De todo modo, é um dos Premiers Grands Crus Classés, segundo a atual classificação de St-Emilon.

Apesar da safra 2012 não ter sido das melhores em Bordeaux, os vinhos de margem direita saíram-se melhor. A precocidade da Merlot favoreceu muito este fator. No caso específico do Fourtet 2012, tivemos rendimentos baixos (35 hl/ha) e uma alta porcentagem de Merlot no corte (86%). O vinho estagiou por 18 meses em barricas, sessenta por cento novas.

8º lugar – Masi Vaio Amaron Amarone dela Valpolicella Classico 2008 – 95 pontos

Masi é uma das referências na denominação Amarone, o grande tinto do Veneto. Vaio Amaron é um vinhedo histórico que já pertenceu à família Alighieri, a mesma do grande poeta italiano, Dante Alighieri.

Os tintos Amarones são vinhos de alta graduação alcoólica, normalmente com 15 a 16º de álcool. Isso deve-se ao processo de elaboração. Além das uvas serem colhidas com bom teor de açúcar, as mesmas são postas para appassimento (deixadas para secarem como uvas passas) de três a quatro meses. Evidentemente, esta concentração de açúcares vai se refletir em vinhos agradavelmente alcoólicos. Tintos típicos de inverno, para pratos robustos.

7º lugar – Escarpment Kupe Single Vineyard Pinot Noir Martinborough 2013 – 95 pontos

Martinborough, setor sul da Ilha Norte da Nova Zelândia, juntamente com Central Otago na Ilha Sul, são os melhores terroirs para a temperamental Pinot Noir. O vinhedo Kupe tem alta densidade de plantio (6600 pés/hectare) num solo de aluvião pedregoso.

A fermentação dá-se em cubas de madeira e posteriormente o vinho amadurece por 18 meses em barricas de carvalho francês, sendo 50% novas. O vinho mescla concentração e complexidade, num estilo intermediário entre Velho e Novo Mundo.

África do Sul: Parte III

26 de Novembro de 2012

Retomando os vinhedos sul-africanos, vamos agora nos fixar em Paarl (pronuncia-se pérol) que significa pérola em holandês. Esta região começa em Simonsberg mountain, apresentada em post anterior e caminha no sentido norte ao interior do continente. É uma região mais quente comparada à Stellenbosch, já que não há uma influência marítima direta sobre a mesma. Contudo, o terroir continua excelente tanto para brancos, como principalmente para tintos. Muitas vinícolas famosas como Veenwouden, Glen Carlou, Rupert & Rothschild (o lado Lafite desta aristocrática família), La Motte, a tradicional Nederburg e a  impronunciável Boekenhoutskloof, entre outras. Muitos nomes de origem holandesa devem-se ao fato da colonização e origem deste país.

Dentro da área de Paarl, há um famoso e tradicional vale denominado Franschhoek (esquina francesa), com forte tradição francesa. A origem desta imigração são os chamados huguenotes, denominação dada aos calvinistas franceses que foram expulsos nos séculos XVI e XVII por motivos religiosos, fortalecendo a expansão do protestantismo.

File:PaarlWC-Aerial.jpg

Paarl: vales e montanhas em harmonia

Como destaque de tintos, temos o corte bordalês da vinícola Rupert & Rothschild, o Merlot da Veenwouden e o Shiraz da vinícola Boekenhoutskloof. Os vinhos de sobremesa da Nederburg, principalmente os baseados em Chenin Blanc, merecem destaque, com preços bastante acessíveis. São importados no Brasil pela Casa flora (www.casaflora.com.br). A grande estrela neste cenário é o mítico Edelkeur da própria Nederburg, de produção bastante reduzida. Favor consultar artigos neste mesmo blog sobre os vinhos doces da Nederburg, inclusive um artigo especial sobre o grandioso Edelkeur.

Constantia nos arredores de Cape Town

Para completar a nata dos vinhos sul-africanos, temos a antiga e tradicional região de Constantia. Berço da viticultura deste país, duas vinícolas destacam-se com vinhos singulares. A primeira, Klein Constantia, com cortes bordaleses elegantes, mas principalmente, por revitalizar o imortal Vin de Constance, um dos vinhos emblemáticos das principais cortes européias no século dezoito. Baseado na uva Muscat à Petits Grains é um vinho de sobremesa de colheita tardia, delicado e de muita classe. Foi o vinho escolhido por Napoleão em seu exílio na ilha de St Helena.

A segunda vinícola é Steenberg, a mais antiga vinícola da África do Sul, fundada em 1682. Seu Sauvginon Blanc e Sémillon são grandes destaques e estão entre os melhores brancos sul-africanos. Aliás, a Sauvignon Blanc em Constantia é a uva mais plantada desta região. O clima frio devido à forte influência marítima e solos de origem granítica propiciam uvas de boa acidez e vinhos com destacada mineralidade. Estes vinhos são importados pela Winebrands (www.winebrands.com.br).


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