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Peixe de rio, Vinho de rio.

11 de Maio de 2016

Almoço extremamente agradável no Figueira Rubaiyat  em torno de um tambaqui de quarenta quilos oferecido por um querido casal de amigos. Tambaqui é um peixe da Amazônia de carne muito saborosa e gordurosa. Para enriquecer o encontro, alguns vinhos desfilaram antes, durante e depois do peixe.

De entrada, foi servida uma magnum Cristal 2002, ícone maior da Maison Louis Roederer. Safra de grande potencial, começa timidamente mostrar seu caminho de evolução. Visual luminoso, brilhante, mousse intensa, mas ao mesmo tempo, extremamente delicada. Equilibrado, fresco, marcado pelos aromas de brioche, pâtisserie e amêndoas. Final longo e marcante. Uma maravilha para acompanhar o couvert e alguns pratinhos de entrada.

cristal 2002

safra de guarda

salada figueira

salada de folhas, legumes e molho de mostarda

O vinho que acompanhou o almoço foi um Ermitage branco da Maison Chapoutier, produtor tradicional do vale do Rhône (um dos mais importantes rios da França) que atua nas mais variadas categorias de vinhos da região. Neste caso, trata-se de um de seus ícones elaborado com a uva Marsanne num vinhedo de baixos rendimentos (15 hectolitros por hectare), proveniente de vinhas antigas entre 60 e 70 anos de idade. Parte do vinho é elaborado em madeira inerte com intenso trabalho de bâtonnage (processo clássico de revolvimento periódico das borras), fornecendo maciez ao vinho e concomitantemente, maior complexidade aromática. Nesta safra de 1999, o vinho alcançou 100 pontos pela crítica especializada. O vinho é denso, rico em sabores de mel, flores, resina, e um fundo mineral. Na foto abaixo, trata-se de uma Imperial correspondendo a seis litros.

ermitage e yquem

brancos de destaque

A harmonização do Ermitage com o peixe foi muito feliz e tecnicamente perfeita. O Tambaqui também conhecido como Pacu Vermelho é um peixe amazônico que pode alcançar cento e dez centímetros de comprimento e atingir quarenta e cinco quilos de peso. Pois bem, este exemplar degustado é raríssimo de ser encontrado, pesando pouco mais de quarenta quilos.

A técnica culinária de grelhar o peixe fez toda a diferença no sentido de harmonizar o vinho. Normalmente, num tambaqui de menores dimensões as costelas são empanadas e fritas, agregando crocância e gordura ao prato. Neste caso da grelha, o peixe ficou mais seco e menos gorduroso. Como o vinho tinha acidez comedida  e uma certa untuosidade, o paladar ficou revigorado em termos de textura, proporcionando um final harmonioso. Além disso, o sabor pronunciado do prato e a própria textura marcante do peixe foi de encontro ao sabores notáveis do vinho. Um vinho do Loire por exemplo, clássico parceiro de peixes de rio, não teria o mesmo sucesso com o prato já que esses vinhos possuem alta acidez, desnecessária neste caso, e textura delgada, incompatível com a textura do peixe, ou seja, o peixe passaria por cima do vinho.

tambaqui figueira

peixe e palmito grelhados

O gran finale estava reservado para o eterno e reverenciado Yquem. Desta feita, uma magnum safra 1999. Portanto, quase na sua maioridade. Falar da história de Sauternes e de suas características inerente à botrytisação chega a ser repetitivo. Contudo, sua versatilidade à mesa é impressionante. Sabemos que foie gras, crème brûlée e queijo roquefort, são seus parceiros clássicos, mas enfrentar este assortiment de doçura da foto abaixo não é para qualquer vinho.

Senão vejamos, a textura do quindim e sua incrível doçura foram bem dominadas pelo vinho. A textura tanto do chocolate, como da massinha recheada com doce de leite e cobertura de merengue, foram bem niveladas com a textura do vinho. Por fim, a crocância, o mel e as amêndoas da tortinha, provocaram os aromas terciários do vinho e sua alcoolicidade de maneira brilhante. Realmente, um coringa à mesa.

sobremesa rubayat

mix de sobremesas

Dito isso, só tenho a agradecer o casal de anfitriões que proporcionaram um almoço e tarde de grande descontração em torno da mesa com a mais refinada enogastronomia. Grandes vinhos, boa comida e agradável conversa. Vida longa a vocês!

Vinhos da Arca de Noé: Parte I

5 de Março de 2016

Numa das passagens bíblicas, fala-se sobre o grande diluvio onde Noé é o protagonista da cena. Com muita paciência e critério, Noé colocou em sua grande arca diversos pares de espécies existentes na terra com o intuito da preservação da vida, após a catástrofe anunciada cumprir seu papel na terra.  Pois bem, este blog não tem nenhum cunho religioso, mas de certa forma, encontramos nosso Noé para a celebração da vida entre amigos. Explico melhor, nosso protagonista separou pares preciosos  de sua vasta e seletiva adega para nos brindar em doze flights os mais renomados châteaux e domaines. O desfile foi todo a francesa entre Bordeaux, Bourgogne e uma pitada de Rhône.

Esta sequência foi acompanhada de um longo e bem elaborado menu do chef Daniel Redondo, estrela máxima do Mani, um dos mais renomados restaurantes de São Paulo.

cristal 99

Cristal 99 dando o tom do evento

A recepção dos convivas apresentou um dos champagnes preferidos do anfitrião, o irrepreensível Cristal da Maison Louis Roederer. A safra 99 já madura, traz toda a maciez deste champagne e seu inconfundível aroma de praline.

almoço marcos arede

mesa e taças impecáveis

Nesta primeira parte do artigo, vamos falar dos brancos deste almoço com vinhos e safras espetaculares, acompanhando os primeiros pratos servidos.

haut-brion 05 e 09

Haut-Brion em duas grandes safras

Haut-Brion, talvez meu château preferido entre os bordaleses, elaborando brancos e tintos impecáveis. O par acima é prova disto. 2009, mais fresco, mais tenso, porém com grande equilíbrio. 2005, já denota certa evolução, mostrando maciez, profundidade, e final prolongado. Em suma, a perfeição do característico corte bordalês (Sémillon/Sauvignon Blanc). É bom frisar, que esta complexidade e maciez são consequências de um criterioso trabalho de bâtonnage, ou seja, o revolvimento periódico das leveduras mortas no fundo da barrica.

lagostim mani

lagostim para começar

ermitage chapoutier

Cuvée especial da Maison Chapoutier

bacalhau mani

o lado delicado do bacalhau

Aqui talvez, ocorreu a maior disparidade entre os pares. A safra 91 é superior ao ano 92. Além disso, o 92 estava prejudicado e com toques claros de oxidação. Provavelmente, problema de garrafa. De todo modo, o 91 é um vinho exótico com notas de mel, resinoso, erva doce ou anis. Macio, bem estruturado, acompanhou bem o bacalhau, um dos pratos servidos. Só para termos uma ideia da exclusividade deste exemplar, este varietal é 100% Marsanne com vinhas entre 60 e 70 anos de uma parcela particular chamada Murets. Vinificação cuidadosa com amadurecimento em tonéis usados, apenas para uma micro-oxigenação, sem aromas de madeira.

montrachet lafon

Lafon: Textura única em Montrachet

tutano mani

tutano e palmito: apresentação genial

Agora, começa a ficar sério. Estamos falando do Montrachet de Lafon, uma parcela ínfima de 0,32 hectares (três mil metros quadrados) situada na parte de Chassagne-Montrachet. O que chama atenção nos vinhos de Lafon é a maciez, a sublime textura que apresentam. O 2005 é mais prazeroso agora com seus dez anos de idade. Contudo, o 2009 é espetacular, prometendo muitos prazeres em seu longo amadurecimento.

corton coche-dury

Coche-Dury: exclusividade ao extremo

Para ombrear-se ao par de Montrachets só mesmo um par de Corton-Charlemagne Coche-Dury. Parcela muito pequena desta apelação com as mesmas dimensões do Montrachet acima. Além de vinhos complexos, Coche-Dury imprime uma tensão em seus vinhos muito bem balanceada, estimulando o paladar. Os dois espetaculares, mas o 2004 promete muito. Estrutura monumental com muitos anos pela frente.

Nesta altura, a conversa fluía leve e solta com as papilas devidamente preparadas para uma sequência inexorável. O pelotão de brancos terminara, mas havia um longo caminho ainda a percorrer. Fica para o próximo bloco. Ufa!

Corton-Charlemagne: A montanha mágica

30 de Dezembro de 2015

Em minhas aulas sobre Terroir, a montanha de Corton é um exemplo inconteste que este conceito existe e é palpável. A composição de solo neste caso, determina criteriosamente o plantio de Chardonnay e de Pinot Noir em porções bem definidas. Hugh Johnson em seu livro diz que há uma espécie de Alice no País das Maravilhas permeando esta montanha, capaz de mudar repentinamente o cenário e nossas percepções.

A parte mais alta da montanha, rodeando seu cume, é rica em fragmentos de calcário, fazendo um terroir perfeito para a Chardonnay. Abaixo desta zona, no meio da montanha, a argila ganha força na composição do marga (mistura judiciosa de argila e calcário), tornando o solo mais frio e propicio ao cultivo da Pinot Noir. Deste raciocínio saem dois vinhos mágicos, ambos Grand Cru, o branco Corton-Charlemagne e o tinto simplesmente Corton, o único Grand Cru em Pinot Noir da Côte de Beaune. Especialmente neste artigo, falaremos do branco Corton-Charlemagne de um produtor de destaque, referência para a apelação.

Bosque de Corton ao fundo

A primeira vez que provei um Bonneau du Martray, o vinho estava num período de latência, sem grande expressão, mas ao mesmo tempo, dava para perceber o grande potencial de guarda do mesmo. A safra era de 1985, grande ano na Borgonha, como de modo geral em toda a Europa. Este branco Corton-Charlemagne, é um dos Grands Crus da Côte Beaune com características totalmente distintas.

Se Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet e Meursault, são vinhos que falam entre si, o branco de Corton tem personalidade diferente, mais próxima aos Grands Crus de Chablis. Seus aromas lembram a mineralidade do Chablis, mas a textura tem um Q de Beaune, sem perder a semelhança com um Les Clos, o mais vigoroso entre os Grands Crus de Yonne.

bonneau du martray

veja a luminosidade desta cor no decanter

No exemplar acima com onze anos de idade, a cor se destaca pela jovialidade e o brilho dos grandes vinhos. Os aromas têm sempre algum mistério, mas notas sutilmente cítricas, florais e um fino boisé, são claramente percebidos. Em boca, impressiona como um autêntico Grand Cru. Percebe-se de início aquela tensão e mineralidade do Chablis, mas ao mesmo tempo uma maciez, uma densidade, com aquele Q de Beaune. O frescor, a vibração, a persistência e o equilíbrio, são notáveis. Pelo seu vigor, podemos vislumbrar pelo menos mais dez anos de guarda.

Alguns dados sobre Bonneau du Martray Corton-Charlemagne: vinhas de 45 anos divididas em 16 parcelas. Fermentação com leveduras naturais. Utilização de carvalho na fermentação e amadurecimento por 12 meses, sendo somente 30% novo. Trabalho judicioso de bâtonnage (contato sur lies revolvendo as borras).

Os grandes brancos da Borgonha

  • Bâtard-Montrachet – textura semelhante a Meursault com mais complexidade
  • Chevalier-Montrachet – elegância de um Puligny-Montrachet beirando a perfeição
  • Montrachet – (Bâtard + Chevalier)²
  • Corton-Charlemagne – Chablis Les Clos com textura de Beaune
  • Chablis Grand Cru – mineralidade e intensidade

Benjamin Romeo: Contador

21 de Abril de 2015

A Espanha vem se modernizando há algum tempo como várias outras regiões vinícolas da Europa. Contudo, essa nova filosofia muitas vezes oferece novidades um tanto decepcionantes. Vinhos super extraídos, carga excessiva de madeira nova, cepas não condizentes com seu terroir, e por aí afora. Entretanto, não é o caso da bodega acima, Contador, de Benjamin Romeo. Antes de entrar no assunto especificamente, vamos recordar um pouco o terroir riojano.

As três Riojas: Alta, Alavesa e Baja

Na chamada Rioja Alavesa, os solos predominantes são argilo-calcários, gerando vinhos equilibrados, frescos e elegantes. Na Rioja Baja, os solos são argilo-ferruginosos. São solos pesados onde a Garnacha, e não a Tempranillo, se dá muito bem, gerando vinhos com muita fruta porém, encorpados e alcoólicos. É a sub-região menos prestigiada. Por fim, temos Rioja Alta, terroir de nosso artigo em questão, da bodega Contador. A localização de seus vinhedos é bastante estratégica, visto que seu posicionamento no mapa acima fica bem dentro daquele dente infiltrado entre as duas partes de Rioja Alavesa. A sede da bodega fica no vilarejo de San Vicente de la Sonsierra. Estas são as terras de maior altitude em Rioja Alta, proporcionando boa amplitude térmica, fator fundamental para uvas equilibradas. O outro fator importantíssimo é a mescla de solos nesta região, misturando em proporções diversas o calcário, a argila ferruginosa e solos de origem aluvial decorrente de outras eras geológicas do rio Ebro, principal rio da região separando fundamentalmente, Rioja Alavesa com Rioja Alta. No caso da bodega Contador, este dente específico é o único setor de Rioja Alta onde as vinhas localizam-se na margem norte do rio Ebro. Para completar, Benjamin Romeo escolhe a dedo seus vários vinhedos na região, procurando solos específicos e vinhas de idade avançada.

Agora sim, falando fundamentalmente da bodega Contador, trata-se de um projeto relativamente novo iniciado em 1995. De forma muito artesanal e com muita dificuldade, Benjamin Romeo inicia a elaboração de seus vinhos onde ao mesmo tempo, vai adquirindo novos terrenos. Numa escala de microvinificação, elabora seu vinho principal, ícone, chamado de Contador, onde Robert Parker pontua as safras de 2004 e 2005 seguidamente com 100 pontos. Começa aí o nascimento de mais um mito. Como sucesso chama sucesso, Benjamin Romeo expande sua vinícola com novas construções, aquisição de novos vinhedos, mas sem abrir mão de qualidade e detalhes fundamentais na elaboração de grandes vinhos. Seus vinhedos são conduzidos de forma biodinâmica, o carvalho francês é pessoalmente monitorado, fruto das melhores partidas e inclusive as rolhas, selecionadas de corticeiros da mais alta confiabilidade. Nos vinhedos, trabalha com podas severas, buscando baixos rendimentos por parreira, rendimentos esses facilitados pela avançada idade das vinhas. As fermentações ocorrem em toneis de carvalho tipo tronco-cônicos, no intuito de integrar melhor a madeira na massa vínica e otimizar a extração de suas uvas de alta qualidade. As barricas novas continuam no processo, desde a fermentação malolática, até o longo amadurecimento antes do engarrafamento. Em seu pensamento, o vinho deve estar à altura de uma barrica nova. Portanto, vamos aos vinhos, degustados segundo a ordem de seu mentor.

O vinho de entrada da bodega

O que degustamos tratava-se da safra 2011. São vinhedos de várias procedência mesclando 91% Tempranillo e 9% Mazuelo (Cariñena nas demais regiões espanholas). A produção não passa de dois quilos por parreira. A fermentação dá-se em aço inox com posterior amadurecimento em barricas francesas usadas com um ano de idade. Boa concentração de frutas, toque florais e notas de fumo. A madeira está bem integrada ao conjunto, taninos ainda a resolver, e uma pontinha de álcool sobressalente. Para um vinho básico da bodega apresenta um nível muito bom. Produção de noventa mil garrafas nesta safra.

Aromas fascinantes

Aqui começamos a entrar nos grandes vinhos da bodega. Os aromas elegantes e complexos envolvem frutas maduras, baunilha, toques de fumo, cedro, ervas e defumado. Seu lado floral é encantador, lembrando lavanda, segundo o próprio Benjamin. Bom corpo, macio, taninos finos e belo equilíbrio. Expansivo em boca, suporta bem uns bons anos em adega. Este 100% Tempranillo parte de uma mescla de vinhedos com rendimentos de 1,2 quilos por parreira. Seu amadurecimento em barricas francesas novas leva dezoito meses. Tinto que alia concentração e elegância, sem percebermos traços de madeira excessivos. Produção de 10500 garrafas nesta safra.

Gran Reserva em estilo moderno

Este tinto com 24 meses em barricas, mais 36 meses em garrafas, mostra uma cor super conservada para um Gran Reserva, ainda com traços violáceos. Também partindo de uma mescla de vinhedos, seu blend engloba 82% Tempranillo, 10% Garnacha, 4% Graciano e 4% Mazuelo. Seu frescor é incrível, e sua estrutura tânica é marcante. Deve ser obrigatoriamente decantado. Seus aromas de frutas maduras, ervas, baunilha, fumo, cedro e outros defumados estão perfeitamente integrados com o madeira. Como são vinhas antigas, seu rendimento é de meio quilo por parreira. Grande persistência, expansão e equilíbrio notável. Vai longe em adega. Apenas quatro mil garrafas nesta safra.

Rioja de vinhedo único

Este sim é um vinho de Pago, vinhedo único chamado La Liende com redimentos de um quilo por parreira. 100% Tempranillo vinificado em madeira e posteriormente, amadurecido em barricas novas francesas por 18 meses. Este solo de origem calcário-aluvial, transmite elegância e mineralidade ao vinho. Grande concentração de cor, aromas de frutas escuras maduras, toques de café, florais, e balsâmicos. Estrutura e qualidade de taninos incríveis. Macio em boca, fresco, belo equilíbrio. Vinho de longa guarda em adega. Apenas 5500 garrafas nesta safra.

Rioja branco elegante

Este é o branco topo de gama da bodega com produção de cinco mil garrafas por ano. Parte de vários vinhedos mesclando 73% Garnacha Blanca, 15% Malvasia e 12% Viura. Os rendimentos não passam de um quilo por parreira. Sua fermentação dá-se em barricas francesas com posterior amadurecimento nas mesmas por oito meses. Há bâtonnage periódica durante o processo, buscando maior complexidade aromática, proteção da cor e textura mais sedosa. De fato, sua cor brilhante, pouco evoluída, confirma o processo acima. Aromas elegantes, mesclando frutas maduras, baunilha e tostados finos. Em nenhum momento, a madeira é invasiva. Belo frescor, apesar de seus 15° de álcool. Bom corpo, boa estrutura e de grande expansão em boca. Boa parceria para um Manchego (queijo) pouco afinado.

Esses vinhos são trazidos pela importadora Premium (www.premiumwines.com.br), a qual prima por uma seleção de produtores de alta qualidade. Parabéns aos proprietários Orlando e Rodrigo por mais esta conquista.