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Os Italianos à mesa

15 de Maio de 2016

Os tintos italianos de modo geral não são bem cotados em degustações às cegas, sobretudo quando confrontados com tintos mais macios, típicos do Novo Mundo, ou com os elegantes e refinados franceses de categoria superior. A acidez destacada e certos aromas um tanto rústicos (ervas e temperos de cozinha) são seus maiores “problemas” nestas confrontações. Contudo, são exatamente esses “problemas” que fazem dos tintos italianos verdadeiros campeões e coringas à mesa, mostrando um ecletismo e versatilidade impressionantes. É o que tentaremos mostrar em exemplos abaixo com pratos e vinhos lado a lado.

carpaccio

carpaccio clássico de carne

Esta é uma entrada que admite tanto brancos, como tintos. Se você dá mais importância ao sabor da carne crua vermelha, vá de tinto. No entanto, esse tinto precisa ser leve, de baixa tanicidade, e alta acidez.  O vinho abaixo na foto é uma das opções. Tinto leve do Piemonte, Dolcetto d´Alba cumpre bem os requisitos. O produtor Marco Marengo elabora este vinho no terroir de Barolo, mais especificamente em Castiglione Falletto. Sua boa acidez e taninos suaves enfrentam bem o molho de sabores vibrantes, além da textura de ambos (comida e vinho) estarem em sintonia.

dolcetto d´alba

zona diferenciada para um Dolcetto

Vinho de boa concentração, sem nenhuma passagem por madeira. Basicamente são toques frutados e florais com nuances de especiarias. Corpo médio, fresco, equilibrado, e final agradável. Tudo que se espera de um Dolcetto. Procurar sempre por safras jovens.

agnolotti dal plin

massa com molho diferenciado

Este é o agnolotti dal plin do restaurante Supra. Recheado com um mix de carne (coelho, lombo de porco e vitelo), a massa é complementada com molho do próprio assado enriquecido de ervas e verduras. Massa ao ponto e este molho super delicado em sabor e textura. Aqui precisamos de um vinho elegante e de certa evolução. O Barbaresco abaixo (foto) é perfeito para este fim. O sabor do prato enobrece os aromas do vinho, tornando o conjunto muito harmonioso. A acidez do vinho e seus taninos domados casam muito bem com a textura do prato.

barbaresco falletto

Barbaresco de destaque

Bruno Giacosa esta por trás da Azienda Falletto. Neste caso, é um Barbaresco de vinhedo (Asili), um dos melhores terroirs desta denominação. A safra 2009, apesar de jovem, é uma safra acessível e sem a dureza costumeira que esses vinhos costuma ter em tenra idade. Grande pedida.

file a parmegiana

o amado filé à parmegiana

Este prato tão popular em nossos restaurantes não tem nada a ver com a Itália, mas seus sabores conquistaram os brasileiros. Nesta versão do restaurante Zucco, foto acima, o filé vem acompanhado com um atraente tagliatelle ao sugo. Um prato de sabores marcantes, e de textura macia e robusta. O vinho precisa ter fruta e certa acidez para combater o molho de tomate, além de sabor acentuado para fazer frente à carne e ao queijo gratinado. Um tinto italiano sulino como da foto abaixo fica perfeito para a harmonização.

primitivo del salento

primitivo surpreendente

Normalmente quando provamos um Primitivo da Puglia (região do salto da bota), esperamos um tinto bem encorpado, macio, sabores marcantes, e um tanto alcoólico. Entretanto, não é essa impressão que temos do vinho acima (foto), um Primitivo del Salento da vinícola Varvaglione, da importadora Domno (www.domno.com.br). Veja a graduação alcoólica de 12,5º, o próprio nome do vinho (12 e mezzo). Um vinho muito bem equilibrado, sabores de muita fruta, mas sem exageros, e o mais surpreendente para este tipo de tinto, muito boa acidez (frescor). Vale a pena prova-lo por um preço bem atraente.

cordeiro com ervas

bela combinação de risoto e cordeiro

O prato acima, muito bem apresentado, é do restaurante Zucco. Costeletas de cordeiro em crosta de ervas acompanhadas por um risoto de mascarpone. A textura da carne, os sabores de ervas, a delicadeza do molho e a textura do risoto, pedem um tinto elegante, de taninos bem moldados, e de aromas com certa evolução, sugerindo toques defumados do grelhado. Uma das pedidas é um bom Brunello di Montalcino, como da foto abaixo.

brunello canalicchio

produtor confiável da denominação

O Brunello acima da bela safra de 2006 pertence à Azienda Canalicchio de Sopra, um porto seguro na polemica denominação mais famosa da Toscana. Com vinhedos bem trabalhados, o vinho estagia cerca de 36 meses em botti da Eslavônia, ou seja, toneis de grandes dimensões à maneira tradicional. Tinto de corpo, de presença, com taninos bem domados e presentes. Seus aromas de ervas, especiarias, e toques balsâmicos, são típicos e muito agradáveis. Para os brunelistas, uma bela pedida. Bom para ser tomado no momento, mas com potencial de guarda.

torta de maça

torta folhada de maça com sorvete de creme

O ponto alto desta torta é a delicadeza tanto da textura, como dos sabores, sem exageros no açúcar. O sorvete contrasta em temperatura com a torta levemente morna. Brancos como Sauternes por exemplo, passariam facilmente por cima do prato. Contudo, os doces do Loire, da Alemanha, ou da Álsacia, são perfeitos nesta harmonização. O vinho da foto abaixo é uma réplica sul-africana dos botrytisados do Loire à base de Chenin Blanc. Um vinho de sobremesa diferenciado dos inúmeros Late Harvest do Novo Mundo.

edelkeur

um clássico sul-africano

 O vinho acima é referência para vinhos doces sul-africanos quase no mesmo nível do famoso Vin de Constance, embora as uvas e processos de elaboração sejam diferentes. Edelkeur é a categoria máxima da vinícola Nederburg nos vários vinhos botrytisados que elaboram. Branco delicado, muito bem balanceado entre açúcar e acidez com notas florais, de mel e frutas brancas delicadas. Combinação perfeita com a torta, e untuosidade suficiente para o sorvete de creme. Belo fecho de refeição.

Este último vinho saiu do propósito do artigo, vinhos italianos, mas por uma razão justa, já que poucos conhecem vinhos sul-africanos, sobretudo os de sobremesa. Contudo, há opções italianas interessantes para esta torta de maça. Uma delas são os Reciotos di Soave, branco delicado do Veneto com a uva autóctone chamada Garganega. Produtores como Pieropan e Anselmi são grandes referências da denominação. Vale a pena a experiência.

Bacalhau e seus Vinhos

25 de Fevereiro de 2016

Com a chegada da Páscoa, as receitas de bacalhau são sempre lembradas e muito tradicionais em nossos costumes. Já falamos neste blog sobre o assunto e as harmonizações possíveis com vinho. Em todo caso, nunca é demais voltarmos ao assunto.

Pessoalmente, proponho três possibilidades de sucesso. A primeira, evidentemente com vinho branco, é o clássico Chardonnay  passado em barrica. Mesmo que a barrica seja um pouco invasiva, dá certo com pratos de bacalhau, sobretudo aqueles onde há molho branco, creme de leite, queijos, e outros derivados do leite.

bela sintra

restaurante bela sintra

A segunda opção, vai para vinhos tintos estruturados com aromas terciários e portanto, de certa evolução. Os tintos ibéricos saem na frente. Contudo, vinhos do Novo Mundo, bem evoluídos e com taninos domados, podem ter sucesso. Os aromas evoluídos destes tintos, acrescidos de toques amadeirados, agregam bem os sabores do bacalhau.

Como terceira opção, para aqueles que gostam de vinhos jovens e potentes, pois o prato exige sabores intensos do vinho, os mesmos precisam ser bem frutados e com taninos dóceis. Aqui, tanto tintos europeus como os do Novo Mundo, têm espaço para o casamento.

bacalhau com legumes

bacalhau com legumes

Dito isso, vamos às sugestões para cada uma das três propostas:

  • Brancos portugueses com as uvas Encruzado (Dão) e Antão Vaz (Alentejo). Esses vinhos  costumam fermentar em barricas, gerando sabores marcantes e corpo adequado ao prato. Nada de vinho verde como alguns costumam insistir. Esses vinhos não têm corpo para o prato. Melhor deixa-los para os bolinhos de bacalhau ou uma brandade. Do lado espanhol, os Riojas brancos fermentados em barrica com a clássica uva Viura são pedidas certas também. Para o Novo Mundo, como já dissemos, os Chardonnay passados em barrica são escolhas confiáveis. Uma escolha inusitada seria o clássico Sémillon australiano do Hunter Valley com bons anos de evolução. Pode ser um casamento espetacular.
  • Tintos evoluídos. Riojas Reservas e Gran Reservas são belas opções. Do lado português, vinhos do Douro, Dão e Bairrada, bem evoluídos são clássicos com bacalhau. Contudo, tomem muito cuidado com o Bairrada, especialmente. Ele precisa ser super evoluído, pois seus taninos costumam ser ferozes. Outra opção espetacular são os tintos de Colares com muitos anos de garrafa. De todo modo, qualquer boa Garrafeira de Portugal costuma dar certo. Do lado italiano, Brunellos evoluídos, assim como Chianti Classico Riserva, são minhas primeiras escolhas. Da Campania, um Taurasi bem envelhecido pode ser outra saída.
  • Tintos jovens e potentes. Os portugueses do Alentejo saem na frente. Italianos da Puglia com a uva Primitivo e também os Zinfandeis californianos são belas opções, além de tratar-se da mesma uva. Garnachas de vinhas antigas e de boa concentração são opções espanholas. Todos esses vinhos costumam ter corpo e sabores suficientes para o prato. E o mais importante, seus taninos são dóceis. Do Novo Mundo, Merlots e Malbecs observando as características acima, são boas soluções.

rioja alta 890

aqui o bacalhau precisa ser de primeira

Enfim, esse é um dos pratos mais polêmicos quanto à harmonização, começando pela discussão se o vinho é tinto ou branco. Afinal, como dizem sabiamente os portugueses: “bacalhau não é peixe, bacalhau não é carne, bacalhau é bacalhau”.

Arroz de Pato e Harmonização

17 de Fevereiro de 2016

Dentre os artigos mais pesquisados neste blog, arroz de pato ganha disparado. Já fizemos um artigo sobre o assunto, mas talvez devêssemos fazer uma nova abordagem. Não fica claro se a pesquisa é sobre a receita, ou sobre a harmonização. Em todo caso, vamos tentar esclarecer os dois itens. Esta receita tem origem ao Norte de Portugal, na cidade de Braga, região dos vinhos verdes. Atualmente, há muitas versões e repaginações da mesma. Para não correr grandes erros, vamos ficar com a receita do restaurante Bela Sintra, referência em comida portuguesa em São Paulo.

RECEITA

1 Tempere o pato com o vinho branco, 2 cebolas, o louro, a pimenta-do-reino, o salsão e as cenouras picadas.
2 Deixe marinar por 12 horas, coloque o pato em uma panela de pressão com os legumes, cubra com água, tempere com sal e cozinhe por 15 a 20 minutos.
3 Desfie a carne e reserve.
4 Refogue no azeite a cebola restante com o alho e o bacon, acrescente o arroz e junte 1 litro do caldo do cozimento do pato.
5 Quando o caldo estiver fervendo, acerte o sal e deixe o arroz cozinhar.
6 Depois de cozido, misture o pato desfiado com o arroz em uma travessa.
7 Finalize com as rodelas de cenoura e chouriço sobre o arroz e leve ao forno por aproximadamente 20 minutos.

Para a harmonização, temos que pensar num vinho tinto, pois o prato é rico em temperos e a carne da ave tem sabor acentuado. Esse é um dos casos de exceção, onde o vinho local não é o mais indicado. O vinho verde, mesmo o tinto, vai ser atropelado pelo prato. Precisamos de algo com mais presença. Contudo, na região contigua aos Vinhos Verdes, temos o Douro e seus tintos de grande estrutura. Com as mesmas uvas utilizados no Vinho do Porto, os tintos do Douro apresentam bom corpo, boa acidez e riqueza em taninos. Esses atributos dão enorme longevidade aos mesmos.

O mais importante na harmonização é que o vinho tenha um certo grau de envelhecimento. Não é aconselhável um vinho muito jovem. Neste caso, os sabores da carne cozida e posteriormente assada, juntamente com os embutidos não necessitam de taninos tão presentes. A acidez talvez seja mais importante para combater a gordura do prato. Os taninos já pelo menos parcialmente polimerizados nos vinhos de certa evolução são suficientes para a suculência do prato. Além disso, os aromas terciários do vinho vão muito melhor com os sabores assados e defumados do prato. Um Reserva Ferreirinha com dez anos de idade por exemplo, seria maravilhoso.

Outras alternativas portuguesas poderiam ser vinhos do Dão, de preferência os mais modernos com um pouco mais de potência, ou um belo Buçaco, naturalmente envelhecido, onde os sabores do Dão e Bairrada se fundem.

CO4A6750 ok

bela apresentação na umidade certa

Saindo de Portugal, podemos ir para os italianos. Um belo Brunello di Montalcino seria minha primeira escolha. Um Taurasi envelhecido com a uva Aglianico é outra bela pedida. Do lado espanhol, um Ribera del Duero, um Rioja Reserva ou Gran Reserva mais moderno, mais encorpado, também podem dar certo.

Quanto aos franceses, penso que o Rhône é a melhor opção. Um Cornas ou um bom Crozes-Hermitage com alguns anos de garrafa tem o perfil deste prato com as características da Syrah. Com um pouco mais de sofisticação, podemos tentar um Côte-Rôtie ou o grande Hermitage. No caso deste último, deve ser bem envelhecido para amansar sua potência.

Barca Velha e seu segundo vinho

neste caso, a receita tem que ser caprichada

Para os vinhos do Novo Mundo, somente os grandes tintos que possuem capacidade para envelhecimento. Um Malbec da Bodega Achaval Ferrer, um Cabernet chileno de estirpe como o Casa Real Santa Rita, ou um Shiraz com toques de evolução como o sul-africano  da vinícola Neil Ellis.

Como a receita sugere um pato inteiro, uma travessa de arroz de pato serve de seis a oito pessoas, dependendo do apetite de cada um. Apesar de não ser mencionada na receita, o foto mostra azeitonas verdes, o que é muito usual neste prato. De todo modo, não influencia na escolha do tinto.

Caso na época da Páscoa o tempo contribua, é uma bela ideia para o almoço de domingo, depois de um tradicional bacalhau na sexta-feira. Bom apetite!

Toscana à mesa

10 de Fevereiro de 2016

Os vinhos italianos de um modo geral saem-se muito bem no acompanhamento de pratos. Seja por sua boa acidez, uma certa informalidade e até aromas de tempero que combinam com comida. Tudo isso para falar de um dos maiores tintos da Toscana, o supertoscano Flaccianello, da renomada azienda Fontodi. Localizada em Greve in Chianti, mais especificamente em Panzano, onde encontra-se a chamada Conca d´oro, um anfiteatro de solo rico em galestro e com uma exposição solar ideal para o amadurecimento das uvas. Pois bem, Flaccianello della Pieve nasce de uma seleção das melhores uvas (100% Sangiovese) do bem cuidado vinhedo desta vinícola com densidade de seis mil plantas por hectare. A vinificação em aço inox ocorre com leveduras naturais e posteriormente, a malolática ocorre em barricas francesas. Seu amadurecimento dá-se nas mesmas barricas novas de Allier e Tronçais (florestas renomadas dos melhores carvalhos da França) por cerca de dezoito meses.

flaccianello 2004

safra de grande potencial

A primeira safra deste tinto é de 1981 com 90 pontos na crítica especializada. Foi a menor nota desde então. Apesar de ainda não ter nenhum nota cem, Flaccianello coleciona inúmeras notas acima de 95 pontos. No caso deste exemplar da bela safra de 2004, temos 96 pontos e previsão de evolução até 2030. Como trata-se de um Sangiovese em pureza, confrontamos este tinto com o Brunello di Montalcino safra 2005  Tenuta Giacomina. Ocorre que para fazer frente a este estupendo toscano, não é qualquer Brunello que pode ao menos ombreá-lo. Além do mais, trata-se de estilos diferentes. Fontodi, apesar de ser fiel a seu terroir, imprime um estilo mais moderno e potente com vinhos de alta concentração. Já os Brunellos pela própria natureza de elaboração (pelo menos dois anos em madeira e cinco anos para ser liberado ao mercado), prima pela elegância e aromas mais etéreos. Outro fator diferencial são os clones desta uva. Na região do Chianti Classico, trabalha-se com a Sangiovese Piccolo enquanto em Brunello di Montalcino, temos a Sangiovese Grosso.

brunello giacomina

momento ideal de consumo

Flaccianello começou em 1981 como Vino da Távola, pois a legislação vigente era muito restritiva. Em 1992, com a introdução da I.G.T. (Indicazione Geografica Tipica), passa a grafar em seu rótulo Colli Toscana Centrale IGT. Atualmente, com a atual legislação do Chianti Classico, poderia mencionar em seu rótulo esta denominação DOCG. Contudo, seu próprio nome aliado ao charme da expressão Supertoscano, dispensa esta denominação a principio, mais nobre. Levando-se em conta características de terroir, Flaccianello parece um tanto atípico para um Chianti Classico. Portanto, foi e por enquanto é uma decisão acertada.

Arlaux premier cru

vale a pena conhecer

condrieu 2006

referência em Condrieu

montagny premier cru

produtor altamente confiável

Apresentada a estrela do almoço, vamos a ele com seus pormenores. Para abrir os trabalhos, o belo champagne Arlaux, uma cuvée especial com estágio sur lies de dez anos. Apesar de bastante fresco, sua maciez é notável com aromas de frutas brancas e mel. Sem ser dominante, acompanhou bem as entradinhas com queijo, patês e salada. Outro vinho em cena na versão meia garrafa foi o distinto Condrieu 2006 Les Chaillées de L´Enfer do ótimo produtor Georges Vernay. Esta apelação do sul da França no Rhône, é elaborada com a exotica uva Viognier. Vinho perfumado, denso e com ótimo final. Acompanhou divinamente um patê de foie gras. Bela alternativa aos sempre lembrados Sauternes. Como faltou vinho antes do prato principal, fizemos o “sacrifício” de abrir mais um branco, um Montagny Premier Cru 2011 do craque Jean-Marc Boillot. Montagny situa-se abaixo de Beaune, no sul da Borgonha. Vinho elegante, muito bem lapidado e com tudo no lugar. Tanto o champagne, como o Borgonha branco, são importados pela Cellar (www.cellar-af.com.br).

paleta com cebolas

devidamente temperada para os italianos

Para o prato de resistência, uma bela paleta de cordeiro assada com cebolas e batatas. Neste momento, o título do artigo, Toscana à mesa. Tanto o Brunello, como o Flaccianello, foram muito bem com o prato. Em estilos bem diferentes, todo o ecletismo da Sangiovese foi mostrado. O primeiro com seus taninos domados, toques defumados e um certo terroso, estava num ótimo momento para ser tomado. Em contrapartida, o Flaccianello mostrou-se imponente com seus doze anos de vida, e muita vida pela frente. A começar pela cor, jovial e vibrante. Sua decantação, absolutamente obrigatória, desabrochou um pouco de seus aromas ainda em evolução. Um equilíbrio fantástico com taninos de rara textura. Na boca, é presente, persistente, e muito vigoroso. Dará muitas alegrias a quem tiver a devida paciência de espera-lo.

bolivar belicosos

destaque da marca Bolivar

Já fora da mesa, alguns puros como da foto acima para conversas amenas. Acompanhados de alguns destilados como rum e whisky, a noite chegou mansa amenizando o calor desses dias. Bolivar Belicosos vale a pena conhecer. Um figurado de rara elegância fugindo um pouco da potência da marca Bolivar. E acabou-se o que era doce …