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Brancos Espanhois e Viña Tondonia

2 de Fevereiro de 2017

Sobretudo por questões climáticas, os tintos espanhóis se destacam muito mais no cenário internacional. Rioja, Ribera del Duero, Priorato e mais recentemente, Bierzo, fazem dos tintos espanhóis um porto seguro.

Em termos de branco, exceto os Jerezes e Cavas, talvez somente os Albariños tenham alguma penetração no mercado, embora os Alvarinhos do lado português sejam fortes concorrentes. Um outro branco de certa tradição mas pouco conhecido do público, são os Verdejos de Rueda, região árida de Castilla y Léon, próxima a Ribera del Duero e vizinha de Toro.

Seguem abaixo, os comentários desses brancos, culminando num vinho único de Rioja, os brancos Viña Tondonia da bodega López de Heredia, tecendo maiores considerações.

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Paco & Lola Albariño Rias Baixas 2014

A denominação de origem Rias Baixas, extremo noroeste da Espanha, região da Galicia, engloba várias sub-regiões sendo uma dela Val de Salnés, de onde provem este Albariño. Este vale tem um produção intensa de Albariño que são caracterizados por sua leveza e salinidade. Ideal para peixes e mariscos in natura como sashimis e carpaccio.

De fato, o vinho apresenta cor muita clara e brilhante. Os aromas são bastante cítricos, minerais e algo floral. Boca leve, limpa, muito fresca, com predomínio amplo da acidez. Percebe-se claramente a salinidade e um final estimulante e de muito frescor. Neste verão, é uma ótima opção. importadora – http://www.almeria.com.br

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Jose Pariente Verdejo Rueda 2014

A casta Verdejo tem uma resistência impressionante no árido solo pedregoso de Rueda. Não fosse o frio vento Gallego e noites mais frescas, garantindo uma boa amplitude térmica, seria inviável elaborar brancos de qualidade como este. Com parreira de mais de 30 anos, as uvas são vinificadas com breve contato das cascas em temperatura controlada e aço inox. O vinho permanece sur lies até o engarrafamento. importadora Decanter (www.decanter.com.br).

A cor é de boa intensidade com um palha-dourado e reflexos verdeais. Os aromas são cítricos, de ervas, e frutas tropicais mais frescas. Em boca, tem certa textura, mas com uma acidez estimulante e agradável. Final persistente e de personalidade. Pode acompanhar bem um belo ceviche, com seus toques de limão, coentro e pimenta.

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López de Heredia Viña Tondonia Blanco Reserva 2000

Cor dourada brilhante levemente envelhecida, sugerindo um vinho doce. As uvas são Viura (Macabeo) e 10% de Malvasia. Os aromas são complexos e multifacetados com sugestão de frutas secas, damascos, notas de chá, caramelo, mel, resinoso, entre outros. Em boca, um equilíbrio fantástico entre álcool e acidez. Nem um pouco invasivo, mas com muita harmonia. Persistência longa e expansiva. E olha que 2000 não é uma grande safra!. Importadora Vinci (www.vinci.com.br).

Nada melhor para acompanha-lo que uma bela posta de bacalhau ao forno com legumes bem condimentados. Outra sugestão seria um camarão a provençal com arroz puxado no próprio molho (manteiga, ervas e alho).

Um pouco mais de López de Heredia …

Este vinho merece maiores considerações, pois trata-se de um dos melhores brancos espanhóis de guarda, se não for o melhor. A bodega López de Heredia tem uma filosofia de trabalho muito particular e mantem a tradição de elaborar vinhos à moda antiga com um trabalho artesanal, de paciência e muita sensibilidade no desenvolvimento do vinho em seu processo de “crianza”.

Aqui existe um ritual muito sério com a madeira que é mesclada ao vinho com maestria. A bodega possui tanoaria própria, ou seja, ela confecciona as barricas de carvalho. Com um arsenal de quinze mil barricas, o carvalho é todo americano por razoes específicas. No carvalho americano as fibras são mais compactas, gerando menor porosidade e por consequência, a madeira deve ser obrigatoriamente serrada e não fendida como nos carvalhos franceses. A madeira é recebida bruta na bodega e posteriormente cerrada em aduelas (pequenas ripas que formam a barrica). Em seguida, procede-se a secagem natural da madeira com as aduelas todas empilhadas. Primeiro ano, ao relento (chuva, vento, sol). Segundo ano, coberta.

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um mar de barricas

Este processo de secagem natural elimina uma série de substâncias indesejáveis da madeira, e ao mesmo tempo, o enriquecimento de outra série de substâncias que contribuirão em termos aromáticos. Além disso, o processo confere mais resistência da madeira à putrefação, aumentando sua vida útil.

Devidamente secadas, as aduelas são agrupadas então para a construção propriamente da barrica. Mediante à ação do fogo, vão se moldando as mesmas. Neste novo processo, a tosta da barrica se faz necessária e trará consequências importantes ao vinho. López de Heredia opta por tostadura de grau médio, onde a integração aromática entre barrica e vinho é mais coesa e natural. Em tostaduras ligeiras, os aromas de frutas secas e coco ficam muito evidentes. Da mesma forma, em tostaduras mais intensas, os aromas empireumáticos como de café, torrefação, ficam muito dominantes.

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gran reservas maravilhosos

Pausa para a foto acima. Estas duas safras históricas acima (64 para o tinto e 68 para o branco) são de uma complexidade e integridade excepcionais. Ainda permanecem vivos, inteiros, quase imortais. Tanto o branco, como o tinto, chegam a passar dez anos em madeira. Devemos tomar alguns cuidados no serviço. Devem ser abertos pelo menos uma hora antes do consumo e mesmo o branco, deve ser servido a temperatura ligeiramente inferior do tinto, em torno de 16 graus.

Por fim, o longo processo de crianza, onde o vinho permanece por anos nas barricas, criando toda a magia. Nesta fase, a idade da barrica é muito importante com três categorias distintas a serem mescladas, visando total harmonia.

Barricas novas, maior micro-oxigenação, maior aporte de taninos e substâncias aromáticas. São utilizadas apenas 10% de barricas novas. Barricas com idade até 10 anos têm essas características atenuadas, marcando menos o vinho. São utilizadas 50% dessas barricas. O restante (40%), são utilizadas barricas antigas, com mais de dez anos. Nestas barricas a micro-oxigenação é muita lenta, ajudando na estabilização do vinho e dos polifenóis, conferindo ricos sabores. Neste interim, o vinho sofre várias trasfegas ao longo dos anos, promovendo uma clarificação e filtração naturais.

Finalizando o assunto, todo o mosto é fermentado em tinas enormes de madeira com mais de cem anos de idade, devidamente monitoradas. Ao longo do tempo, as paredes desses recipientes formaram uma crosta em suas paredes com resíduos de tartaratos e outros compostos de fermentações sucessivas e acumuladas. Disto resulta uma blindagem natural dessas tinas e um ambiente perfeito para as leveduras naturais que ano após ano acompanham as uvas e o mosto em cada safra. Elas não só revigoram essas leveduras, como servem para catalisar o início de uma nova fermentação. Esse é mais um detalhe que contribui para a distinta personalidade deste vinhos.

Vale a pena entrar no site da vinícola e verificar todo esse assunto e outras particularidades desta tradicional bodega. http://www.lopezdeheredia.com

Sommellerie: Um novo Campeão Mundial – Parte II

27 de Abril de 2016

Continuando a jornada, partimos agora para a terceira mesa com seis pessoas. O serviço aqui era decantar uma Magnum (um litro e meio) de Malbec Gran Reserva Tomero 2011 da Bodega Vistalba. Um vinho jovem que precisa de aeração e portanto, deve ser decantado. A decantação foi executada à vela com dois decantadores de base larga, eficientes na oxigenação. O uso da vela poderia ser dispensado, já que provavelmente o vinho não tem depósito. Por via das dúvidas, é prudente usa-la, pois atualmente há muitos vinhos não filtrados. O desempenho que menos me agradou foi da irlandesa Julie Dupouy, a qual só utilizou um decanter e não apagou a vela no término do serviço. Quando o vinho foi servido à mesa, o comandante da mesma alertou o sommelier que uma pessoa não tomava vinho tinto e que portanto, havia um vinho branco a ser servido exclusivamente à mesma. Biraud não só serviu corretamente os dois vinhos como também, sugeriu a harmonização de ambos. Para o Malbec, um corte de carne ao ponto acompanhado de molho chimichurri (especialidade argentina) e para o branco, um vinho alemão da Francônia, em garrafa típica (tipo cantil) com a uva Sylvaner, sugeriu um ceviche de corvina, realçando sua acidez e mineralidade.

Saindo da terceira mesa, os candidatos enfrentaram uma série de baterias de vinhos e destilados às cegas. O primeiro flight foi de quatro brancos servido nesta ordem: Torrontés argentino de Salta, Riesling alemão do Nahe, Riesling francês da Alsácia, e um espanhol Albariño Rias Baixas Rosal.

Um dos brancos degustados, safra 2011

O desempenho de Biraud e Arvid foi muito parecido. Os dois acertaram os três primeiros vinhos e erraram o último. Biraud arriscou um Sauvignon Blanc europeu e Arvid palpitou por um Chardonnay sem madeira argentino. Julie, a irlandesa, só acertou o riesling alemão.

O segundo flight de quatro tintos foi servido nesta ordem: espanhol de Ribera del Duero,  Nebbiolo d´Alba do Piemonte, Malbec argentino e um Bordeaux de margem esquerda Pontet-Canet 2003.

grande Bordeaux de margem esquerda (RP 95 pontos)

Nesta bateria, o equilíbrio foi maior entre os concorrentes. Biraud, acertou o Malbec argentino e o Bordeaux do Médoc. Arvid, acertou o Nebbiolo d´Alba, o Malbec e o Bordeaux. No caso de Julie, acertou o Nebbiolo e o Malbec.

O terceiro e último flight foi de oito destilados nesta ordem: Rum Zacapa da Guatemala, Bas-Armagnac, Cognac, o mexicano Tequila Donjulio, uísque americano Bourbon, eau-de-vie Prune (ameixa escura), uísque japonês  Imazaki e Pisco chileno. Na continuação dos destilados, houve um licor francês Chartreuse, descrito brilhantemente por Biraud, sugerindo um suflê de chocolate com sorvete de verbena e canela para acompanhamento.

Neste último flight, os candidatos foram praticamente perfeitos. Foi dada a lista dos destilados acima  fora de ordem a cada um deles com a tarefa de indicarem em cada taça o destilado correto. Biraud e Arvid só trocaram a ordem do Cognac e Armagnac. Julie por sua vez, acertou todos. Isso prova que mesmo para degustadores excepcionais, Cognacs e Armagnacs envelhecidos e de boa procedência, as diferenças são muito sutis.

o grande licor francês Chartreuse em cuvée especial

Em seguida aos flights, houve uma série de oito slides com erros nas descrições de vários tipos de vinho a serem assinalados oralmente pelos candidatos.

Neste momento, aparentemente as provas pareciam encerradas antes do anúncio do vencedor. Contudo, haviam mais surpresas. Uma série de dez slides com fotos de vinícolas e personalidades do vinho a serem descritas pelos candidatos. Figuras como Angelo Gaja (Piemonte), Joseph Phelps (Napa Valley) e René Barbier (Priorato), além de vinícolas como Almaviva e Chateau Haut-Brion, foram mostradas nesta prova.

o campeão em sua última tarefa

Encerrando a longa prova, os concorrentes teriam que cumprir a tarefa de servir uma magnum de Moët & Chandon em quinze taças de maneira equitativa, sem volta às taças anteriores e se possível, não sobrar nada na garrafa. Visualmente, depois de executada, parecia que um tinha copiado os outros. Em olhos de lince, os juízes foram avaliar a tarefa minuciosamente.

Logo após, as taças foram servidas a todos os sommeliers dos países participantes deste magnifico evento para um brinde final. Aí sim, finalmente foi anunciado o grande vencedor, o sueco Arvid Rosengren.

Foi pena Paz Levinson não se classificar para a grande final por pequenos detalhes, ficando com a quarta colocação, sobretudo por ter sido em seu país, Argentina. Outras oportunidades virão. Quem sabe em 2019!, próximo concurso.

Verão e Bebidas

5 de Janeiro de 2015

Nesses primeiros meses do ano, sobretudo janeiro e fevereiro; muito sol, calor, altas temperaturas. Neste cenário, as bebidas devem estar de acordo. Lógico que muita água, sucos, pratos leves, são a tônica da boa alimentação. Contudo, para quem não abre mão das bebidas alcoólicas, seguem abaixo algumas sugestões: Vinhos

Precisam ser frescos, aromáticos, minerais e estimulantes. Uvas como Sauvignon Blanc e Riesling saem na frente. Os Alvarinhos (Portugal) e Albariños (Espanha) são ótimas pedidas. O espanhol de Rueda (Denominação de Origem) com a uva Verdejo, e puxando o gancho, o Verdicchio, italiano de Marche, engrossam o pelotão. É claro que todos os espumantes estão neste time, mas procure pelos mais leves, elaborados pelo método Charmat. Os Proseccos e muitos nacionais da Serra Gaúcha são exemplos didáticos. Se você gosta de um toque adocicado, os argentinos com a uva Torrontés são bem interessantes, sobretudo os oriundos da região de altitude chamada Salta. Abaixo um ótimo Sauvignon Blanc da vinícola Matetic, importadora Grand Cru (www.grandcru.com.br).

Brancos chilenos dos vales frios (Casablanca)

Cervejas

O estilo popular de cerveja no Brasil cai muito bem no verão. São leves e servidas bem geladas. É a preferência nacional. E as marcas todos conhecem e cada um tem sua preferida. É o chamado estilo Pilsen. As importadas neste estilo costumam ser um pouco mais amargas. Fuja daquelas mais gastronômicas do tipo Ale. Apesar de serem saborosas e algumas até complexas, são muito encorpadas para a alta temperatura do ano. Pilsner Urquell abaixo, a primeira cerveja neste estilo criada na província checa da Boêmia.

Pilsen Checa: pioneira no estilo

Coquetéis

Novamente, o item frescor deve prevalecer. Mojito, o clássico drink de Cuba é ótima sugestão. O italiano Negroni ao cair da tarde pode ir muito bem. As nossas caipirinhas são clássicas no verão brasileiro. Fora a original com limão e cachaça, frutas e outros destilados fazem fluir a imaginação. Se o assunto insistir no vinho, as sangrias estão liberadas. Entretanto, não vai colocar aquele vinhaço neste tipo de mistura.

Bela pedida para noites de verão

Whisky ou Whiskey

Este destilado, apesar de fora de moda no Brasil, comparativamente a outros tempos, ainda tem força considerável no consumo de bebidas. Prefira os blends aos Single Malts, por exemplo. São mais leves, podem ser misturados com gelo e com outras bebidas, tornando-se drinks.

O Single Malt mais leve do mercado

Se você não abre mão da essência do legítimo Scotch, o Single Malt acima o fará entender que suavidade pode ter profundidade. Ótima opção para o encerramento de um jantar com algumas fumacinhas …

Zungu do Claude: Que Marravilha!

14 de Agosto de 2014

Aproveitando o restinho de inverno, uma receita quente com frutos do mar. No programa Que Marravilha! do chef Claude Troisgros, um prato saboroso chamado Zungu (versão da polenta na África), conforme vídeo e receita abaixo:

http://gnt.globo.com/receitas/receitas/versao-de-claude-troisgros-do-zungu-quilombola-tem-bouillabaisse.htm

São muitos ingredientes do mar, muitos temperos, e caldos com sabores marcantes. Para iniciar, um belo caldo de bacalhau. Para o caldo da bouillabaisse, mexilhões, camarões e lulas e temperos como gengibre, funcho (nossa erva doce fresca) e coentro, principalmente. Quem não gostar de coentro, pode trocar pela salsinha. O zungu (nossa polenta)  é elaborado com o caldo do bacalhau.

Como preparar o bacalhau:
Ingredientes:
1kg de bacalhau imperial
2L de água

Modo de preparo:
Ferva a água e coloque o bacalhau. Deixe ferver tampado durante 20 minutos e desligue o fogo. Retire o bacalhau e desfie, peneirando com água.

Como preparar o bouillabaisse:
Ingredientes:
1,5kg de mexilhões frescos na casca
200ml de vinho branco
500g de camarões VM (verdadeiros médios) com cabeça
600g de lula
Coentro (a gosto)
1 cebola picada
¼ de pimenta dedo-de-moça
4 dentes de alho picado
1 funcho em cubinhos
1 colher de sopa de gengibre ralado
2 tomates sem pele e sementes cortados em cubos
2 colheres de sopa de tomate concentrado
Estigmas de açafrão (a gosto)
Sal (a gosto)

Modo de preparo:
Coloque os mexilhões numa panela com vinho branco, tampe e espere os mexilhões abrirem. Retire-os da casca e guarde-os. Descasque os camarões e corte em cubinhos. Coloque as cascas no caldo de mexilhão. Cubra com metade da água de cozimento do bacalhau e deixe cozinhar durante 15 minutos. Depois, peneire.

Limpe as lulas retirando a pele, a cartilagem e vire para dentro. Corte em anéis finos e pique as cabeças. Pique o coentro, cortando o talo bem miúdo. Puxe no azeite, cebola, alho, funcho, pimenta dedo-de-moça, gengibre e coentro. Junte os camarões e deixe suar. Coloque as lulas e deixe suar mais. Junte o caldo de camarões com o tomate concentrado, o tomate em cubos e com o açafrão e deixe cozinhar. Verifique os temperos. Junte o bacalhau e os mexilhões e deixe cozinhar mais um pouco, tampado.

Como preparar o angu:
Ingredientes:
1,5L de água do cozimento do bacalhau
250g de fubá
Sal (a gosto)
1 colher de manteiga

Modo de preparo:
Ferva a água. Desmanche o angu com água fria e espátula de madeira. Jogue na água fervendo sem sal e mexa até engrossar. Tampe e deixe cozinhar por 15 minutos, mexendo sempre. Tempere se necessário. Depois, coloque a manteiga.

Toque final:
Coloque mais coentro na bouillabaisse. Leve o angu ao prato e cubra com os frutos do mar.

Vamos agora às opções de vinho. A opção por vinhos brancos é natural, pois trata-se de frutos do mar. Contudo, o vinho precisa ter textura para encarar a polenta e sabores marcantes para enfrentar todos os temperos do caldo. Evidentemente, um Chardonnay elegante com madeira comedida é a alternativa mais óbvia. Se for um Borgonha, um Meursault possui textura compatível para o prato. Um Sauvignon Blanc neozelandês estruturado como Cloudy Bay também pode funcionar. Já se forem os Rieslings, precisamos de um alsaciano como Zind-Humbrecht de bom corpo e macio. Os Alvarinhos ou Albariños com alguma passagem por madeira podem ser bem interessantes.

Para vinhos do Novo Mundo, os bons Chardonnays chilenos dos vales frios podem acompanhar bem o prato. De Martino Chardonnay Quebrada Seca do vale de Limari da importadora Decanter (www.decanter.com.br) e Chardonnay Sol de Sol da importadora Zahil (www.zahil.com.br) são dois exemplos. Chardonnays californianos de Sonoma County ou de Carneros, além dos sul-africanos de Walker Bay, são pedidas certas.

Lembrete: Vinho Sem Segredo na Radio Bandeirantes (FM 90,9) às terças e quintas-feiras. Pela manhã, no programa Manhã Bandeirantes e à tarde, no Jornal em Três Tempos.