Archive for the ‘Diversos’ Category

Degustação às cegas: Existem Experts?

21 de Fevereiro de 2011

Degustar às cegas é sempre um ato de humildade, principalmente quando temos um intruso na degustação, chamado Chateau Reignac. Um Bordeaux Supérieur que não se intimidou com mitos como Petrus, Margaux, Lafite, Cheval Blanc, entre outros, conforme vídeo surpreendente abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=ptXx_1lPwG8

A degustação realizada em Paris por François Mauss, reuniu um grupo altamente qualificado de degustadores, entre os quais, Olivier Poussier (melhor sommelier do mundo em 2000) e Michel Bettane (crítico de vinhos reputado na França). Aliás a cena com Bettane, mostra bem sua “humildade”, quando argumenta que o Petrus tomado com Christian Moueix (proprietário do château) é perfeito. Nós pobres mortais, temos que pagar mil e quinhentos euros na França para tomar algo suspeito.

Outra cena que confirma a impressão digital de um Haut-Brion mesmo às cegas, é quando Olivier percebe os aromas de trufa e defumado num vinho ainda relativamente novo (todos os vinhos são da safra de 2001), mostrando o toque de Brettanomyces já classicamente incorporado neste grande terroir.

O intruso foi da safra de 2001

Mais uma comprovação que desmistifica os chamados “experts”, onde supostamente podem adivinhar qualquer tipo de vinho, são os concursos mundiais de sommelier. Profissionais extremamente preparados para este tipo de prova, demonstram na prática o baixo índice de acerto sobre os vinhos provados às cegas. No último concurso realizado no Chile em 2010, apenas Gerard Basset foi capaz de apontar com precisão um dos vinhos na prova final. É bem verdade que, quanto maior o conhecimento, maiores as possibilidades em confundir os inúmeros tipos e estilos de vinhos.

Chateau Reignac***

Segundo vinho de Reignac

 Para aqueles que querem conhecer maiores detalhes do Chateau Reignac, localizado na porção norte de Entre-Deux-Mers, comuna de Saint-Loubès, próxima à margem esquerda do rio Dordogne,  acessar site: www.reignac.com. A comercialização no Brasil fica por conta de Castel Studio no site www.castelstudio.com.

Tendências na vitivinicultura mundial

14 de Fevereiro de 2011

A organização mundial da vinha e do vinho (OIV) divulga periodicamente dados concretos sobre o cultivo da vinha e a produção de vinho em termos globais. No entanto, esses dados são cuidadosamente compilados e divulgados com certa defasagem para um mundo atualmente on-line. Tanto é verdade, que os últimos dados oficiais são do ano de 2007 (www.oiv.org).

De acordo com a última assembléia realizada em 2010 na cidade de Tbilissi (Georgia), seguem abaixo as últimas tendências mundiais no que tange aos números do vinho:

Superfície de Vinhedos

  1. Espanha – 1.113.000 ha (hectare)
  2. França – 840.000 ha
  3. Itália – 818.000 ha
  4. Turquia – 505.000 ha
  5. China – 470.000 ha

Os três primeiros colocados sem grandes novidades, com tendência de queda nos próximos anos. Os vinhedos na Turquia são destinados sobretudo à produção de uvas passas. Já a poderosa China, tem seus vinhedos em franca expansão, principalmente para consumo de uvas in natura.

Produção Mundial de Uvas

  1. Itália – 81.500.000 quintais (um quintal = 100 kg)
  2. China – 72.000.000 quintais
  3. Estados Unidos – 63.800.000 quintais
  4. França – 61.800.000 quintais
  5. Espanha – 55.400.000 quintais

Novamente, a produção dos europeus com tendência decrescente. Estados Unidos e China em expansão. A produção de uvas passas nos Estados Unidos tradicionalmente é bastante significativa, com Turquia e Iran sendo seus fortes concorrentes.

Nota: os dados acima referem-se à produção de uvas para outros fins, além do vinho (consumo in natura, uvas passas, sucos, …)

Produção Mundial de Vinhos

  1. Itália – 47.700.000 hl (um hectolitro = 100 litros)
  2. França – 45.600.000 hl
  3. Espanha – 35.200.000 hl
  4. Estados Unidos – 20.600.000 hl
  5. Argentina – 12.100.000 hl

Sem grandes novidades. Itália e França revesam-se no primeiro lugar. Espanha e Estados Unidos são eternos terceiro e quarto lugares, respectivamente. Argentina está correndo sério risco de perder seu posto de quinto lugar para China ou Austrália.

Itália: uma potência na produção de uvas e vinhos

 

Consumo Mundial de Vinhos

  1. França – 29.900.000 hl
  2. Estados Unidos – 27.300.000 hl
  3. Itália – 24.500.000 hl
  4. Alemanha – 20.300.000 hl
  5. China – 14.000.000 hl

Os quatro primeiros colocados com tendência de estabilização ou decréscimo. A China em franca expansão.

Exportação Mundial de Vinhos

  1. Itália – 18.600.000 hl
  2. Espanha – 14.400.000 hl
  3. França – 12.500.000 hl
  4. Austrália – 7.700.000 hl
  5. Chile – 6.900.000 hl

Itália é o grande exportador mundial em volume. A briga entre Austrália e Chile promete acirrar-se cada vez mais.

Importação Mundial de Vinhos

  1. Alemanha – 14.100.000 hl
  2. Reino Unido – 11.900.000 hl
  3. Estados Unidos – 9.200.000 hl
  4. França – 5.900.000 hl
  5. Rússia – 4.500.000 hl

Os três primeiros colocados com alto poder aquisitivo estão sempre no topo. Rússia, cada vez mais com sede.

De um modo geral, a tendência em diminuir a superfície de vinhedos, principalmente os destinados à produção de vinhos, consolida-se cada vez mais. O mundo quer beber menos e melhor. Portanto, a qualidade média dos vinhos em termos globais tem melhorado, a despeito de uma certa padronização. Vinhos diferenciados têm seu custo ligado à baixa produtividade.

É melhor beber uma boa garrafa do que três mais ou menos, pelo mesmo preço. A saúde também agradece.

Ristorante La Cucina Piemontese

24 de Janeiro de 2011

O site do restaurante La Cucina Piemontese está no ar com todas as informações sobre pratos e vinhos, além de belas fotos. Visitem!
http://www.lacucinapiemontese.com.br

Os números de 2010

2 de Janeiro de 2011

Caros leitores,

O próprio WordPress.com fez uma análise de Vinho Sem Segredo. Da minha parte, eu só tenho a agradecer a atenção e o incentivo, sempre buscando novos assuntos, novas abordagens, no mundo do vinho, gastronomia e tudo que cerca os prazeres da mesa.

Um grande 2011 a todos!

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 18,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

Em 2010, escreveu 88 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 94 artigos. Fez upload de 5 imagens, ocupando um total de 819kb.

O seu dia mais activo do ano foi 1 de Novembro com 157 visitas. O artigo mais popular desse dia foi As várias denominações Chianti.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram enoblogs.com.br, rockmann.blog.uol.com.br, google.com.br, pt.wordpress.com e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por barca velha, feijoada, champagne, moqueca e uva

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

As várias denominações Chianti Novembro, 2010

2

Harmonização: Pizza e vinho Abril, 2010
8 comentários

3

Barca Velha e seu segundo vinho Julho, 2010
4 comentários

4

Harmonização: Carne de Porco Agosto, 2010
2 comentários

5

Harmonização: Paella e Vinho Maio, 2010
2 comentários

Sommelier a domicílio

24 de Novembro de 2010

Jantar ou almoço entre casais, amigos, ou um momento especial, merecem atenção redobrada nos detalhes. Os vinhos, sem dúvida nenhuma são alguns destes detalhes. Para aqueles que não querem se preocupar com o serviço do vinho, dispensando atenção total aos convidados, um sommelier pode cuidar com competência, abrilhantando o evento.

Vinho Sem Segredo dispõe deste profissional, fornecendo todo o suporte necessário, desde a indicação dos vinhos, harmonizações prato a prato, escolha das taças, acessórios apropriados para o devido serviço e toda a coordenação na sequência dos vinhos.

A presença do vinho enobrece a mesa

Harmonizações com vinhos do Velho Mundo, podendo ser temáticas ou generalizadas. Do mesmo modo, para vinhos do Novo Mundo.

Quantidade de garrafas, taças adequadas, preparação e temperatura de serviço dos vinhos, sequência correta dos mesmos, e breve explanação sobre as harmonizações propostas, são alguns dos itens incluídos neste pacote.

Os vinhos podem ser da própria adega do anfitrião, ou devidamente sugeridos, de acordo com o orçamento e requinte pessoais.

A partir de um menu pré-estabelecido, os vinhos são harmonizados, dando mais liberdade ao anfitrião na elaboração dos pratos ou na contratação de um serviço terceirizado. Evidentemente, há casos específicos que precisamos aparar as arestas para um devida harmonização.

Horários para qualquer dia da semana, entre almoços e jantares, previamente agendados. Contatos: Nelson Luiz Pereira – email: nelsonlp@uol.com.br

Vinho sem Segredo: um ano Online

24 de Outubro de 2010

Passa muito rápido, mas Vinho Sem Segredo está completando seu primeiro ano na tela com motivos para comemorar. As estatísticas do blog mostram números crescentes em visitas e comentários. Embora esses números não sejam muito expressivos frente a outros blogs badalados, prefiro ainda, qualidade à quantidade.

Um dos pontos mais motivantes em continuar escrevendo, é a total liberdade para abordar assuntos ligados à enogastronomia, sem qualquer pressão externa, seja de importadoras, associações, restaurantes, e principalmente, qualquer veículo ligado a marketing. A isenção, sinceridade e comprometimento apenas com assuntos que diz respeito a vinhos, são os grandes alicerces deste blog.

Harmonização: O verdadeiro sentido do vinho

Para não perder o costume, vamos à harmonização clássica da foto acima do refinado livro de Phillipe Bourguignon, queijo Roquefort com Sauternes (na foto, um Yquem 1983). Primeiramente, a tipologia dos dois. Produtos divinamente elaborados sob ação de fungos (Botrytis Cinerea para o vinho e Penicillium Roqueforti para o queijo). Por similaridade, a intensidade de sabores com equilíbrio superlativo, além das texturas darem as mãos (cremosidade do queijo e untuosidade do vinho). Os contrastes não ficam atrás: o excelente contraponto da acidez do vinho, frente à gordura do queijo, e o realçante antagonismo entre a doçura e o sal. Uma bela pausa para a dieta!

Não quero absolutamente, ser o dono da verdade, apesar de muitas vezes externar opiniões pessoais. O importante é o intercâmbio de informações através dos comentários sempre benvindos e quase sempre, prontamente respondidos. Neste contexto, quero deixar os leitores à vontade, para críticas, sugestões de novos temas, que à medida do possível, serão abordados futuramente.

Por fim, um agradecimento especial ao meu amigo Roberto Rockmann, jornalista e enófilo diferenciado, pelo incentivo e pela força, ao dar os primeiros passos na construção e nascimento de Vinho Sem Segredo.

Obrigado a todos e continuem online.

Vinho Sem Segredo

Sommelier no Brasil: difícil missão

19 de Setembro de 2010

Exercer a sommellerie no Brasil não é tarefa fácil por uma série de motivos. Talvez o âmago da questão esteja na falta de tradição do vinho à mesa. Afinal, somos o país da cerveja.

O Brasil nas últimas décadas progrediu muito neste assunto e continua progredindo em ritmo acelerado. A globalização, intercâmbio de culturas e o aumento do poder aquisitivo de determinadas camadas da população, principalmente nas grandes capitais, contribuem decisivamente para este progresso.

Temos um mercado de vinhos aquecido, bem abastecido por vários perfis de importadoras, a ponto de termos à disposição grandes vinhos dos mais variados estilos, marcas e países.

Do lado nacional, o vinho brasileiro evoluiu e continua evoluindo muito, na medida do possível, embora pessoalmente, ainda muito caro, principalmente em padrões mais sofisticados.

Manoel Beato: referência em sommellerie

As pessoas que frequentam restaurantes, boa parte delas não sabem avaliar o trabalho de um sommelier, a despeito de terem acesso a bons vinhos. Existem os chamados bebedores de rótulos e aqueles que querem mostrar conhecimentos, muitas vezes humilhando o profissional e se preocupando com detalhes tecnicamente pouco significativos. O que vale na prática, é muito mais a simpatia e a facilidade em vender vinhos, do que propriamente o conhecimento técnico do profissional.

Do lado da restauração vemos situação semelhante. Os donos costumam achar que conhecem em detalhes o assunto e passam a dar ordens equivocadas sobre serviço de vinho. O sommelier muitas vezes, é designado pelo dono, gerente ou maître, sem qualquer critério técnico, e muito menos, uma formação profissional adequada. Aliás, esta profissão ainda não é regulamentada no país, e pelo andar da carruagem, não vislumbramos a curto prazo mudanças. Guardada as devidas proporções, é mais ou menos como uma pessoa que não é médico, exercer a medicina. Como no caso da sommellerie, a vida não está em jogo, no máximo, uma grande garrafa de vinho, não há esforço para mudanças.

Do exposto acima, o círculo vicioso está montado. Clientes satisfeitos e ao mesmo tempo despreparados para exigir um serviço mais profissional, donos de restaurantes satisfeitos com a sommellerie sob suas ordens, e sommeliers desmotivados e muitas vezes sem tempo, para buscarem aperfeiçoamento, além de suas chefias frequentemente não colaborarem nem financeiramente, nem em disponibilidade de tempo para tal finalidade.

Evidentemente, nem tudo está perdido. Existem clientes conscientes e conhecedores do assunto, restaurateurs que se preocupam em verdadeiramente melhorar o conhecimento de seus funcionários, e sommeliers que procuram constantemente aprofundar seus conhecimentos, executando um trabalho cada vez mais preciso no salão.

Finalizando, os poucos sommeliers que se destacam em nosso país, conseguem esta façanha quase exclusivamente por esforço próprio, e nesta incessante busca pelo conhecimento, tornam-se cada vez melhores. Salvo raras exceções, os melhores não estão no salão, seu verdadeiro palco, por razões de jornadas maçantes e sálarios insatisfatórios. Neste contexto, não podemos deixar de citar o grande Guilherme Corrêa, consultor da bem administrada importadora Decanter, além de melhor sommelier do Brasil, representando-nos em concursos internacionais.

Meu primeiro grande Bordeaux

21 de Junho de 2010

O primeiro grande Bordeaux a gente nunca esquece! A safra é mítica, uma das melhores de todos os tempos, mas o château em si, nem tanto. Mesmo neste ano, sua nota é pouco expressiva. Contudo, a emoção da primeira vez, o momento certo em abrí-lo, a falta de experiência, o fato de ser surpreendido, além de outros fatores imponderáveis e inerentes aos mistérios do vinho, eternizam este grande momento.

Talvez o fato de na época (lá se vão quase vinte anos) ter lido algo sobre Alexis Lichine, falecido em 1989, e até então, proprietário deste château, tenha contribuído para meu encantamento.

Ele foi uma das maiores personalidades de Bordeaux, difundindo como ninguém os vinhos franceses nos Estados Unidos. Muito bem relacionado, foi durante longa data fornecedor exclusivo dos vinhos presidenciais na Casa Branca. De origem russa, sua família refugiou-se em França no começo do século passado, devido à revolução em seu país de origem. Posteriormente, estudou na América e começou trabalhar na comercialização e importação de vinhos. Anos depois, volta à França com grande prestígio e adquire algumas propriedades entre as quais, Château Prieuré-Lichine e Château Lascombes, ambas em Margaux.

Grande conhecedor de vinhos, publicou duas obras importantes: Wines of France e Enciclopédia de Vinhos e Álcoois. Apesar de bem relacionado e com enorme carisma nos negócios, Lichine teve sua vida pessoal totalmente reservada. Casado por três vezes, adoeceu no ínicio de 1989, isolando-se no Médoc. Russo, francês e americano, este foi Alexis Lichine, cidadão do vinho.

Informações extraídas de um dos muitos livros do grande médico, historiador e enófilo Sérgio de Paula Santos, também falecido recentemente. Que do outro lado, a imortal Pensão Humaíta o acolha!

 

Ristorante La Cucina Piemontese

9 de Junho de 2010

Enogastronomia nos arredores de Alphaville

Não costumo aceitar desafios puramente comerciais  onde o lucro e a ganância disfarçam a imagem de uma grande cozinha e serviços competentes. Este pequeno empreendimento dos sócios proprietários Luciano Ricci e Rógerio Saad reflete o empenho em proporcionar um local aconchegante, bonito sem ser ostensivo, e que pratique uma cozinha de terroir acompanhada por uma concisa e honesta carta de vinhos.

O tema é Piemonte, com pratos típicos como Vitello Tonnato, Brasato, Risotto alla Piemontese, Baccalá alla Torinese, além de sorvetes artesanais como o de Pistacchio di Bronte.

O local é sossegado, longe da agitação central de Alphaville. Muito verde ao redor, numa sucessão de colinas que permeia a zona rural de Santana do Parnaíba. Além evidentemente dos alphavillianos, os paulistanos podem aventurar-se neste porto seguro, fugindo da habitual rotina gastronômica.

A casa é adepta da linha slow food mantendo diariamente um Menu della Tradizione (uma entrada, dois pratos e sobremesa), além do menu aberto com variadas opções. Os vinhos selecionados por este que vos escreve estarão sempre climatizados, muito próximos da temperatura de serviço. Cuidarei pessoalmente da sommellerie, aguardando uma visita a qualquer momento.

Acesso pela rodovia Castelo Branco na saída 23A em Alphaville, seguindo as indicações dos residenciais Alpha 11 e 12, próximo ao Alphaville Burle Max. Nada que um bom GPS, uma bússola aferida e um sinalizador do exército não resolvam.

Ristorante La Cucina Piemontese

Quarta a sábado, somente jantar. Almoço aos domingos.

www.lacucinapiemontese.com.br (vide informações e mapa anexo)

Dicas de vinhos

1 de Abril de 2010

Tenho recebido algumas opiniões que neste blog não há muitas dicas de vinhos. Tanto é verdade, que mudei a seção de Vinho da semana para Vinho em destaque. Realmente, não sou a pessoa mais indicada para oferecer inúmeras dicas, as quais inundam vários sites e blogs. Depois de uma certa vivência na área, começamos a perceber que a maioria das dicas tem um caráter muito mais comercial do que qualquer outro propósito. Afinal, é preciso vender, lei da sobrevivência. Contudo, podem estar certos de uma coisa: quando eu mencionar algum vinho, sinceramente na minha irrestrita opinião, é que este vinho vale a pena, quer seja pela sua qualidade diferenciada, quer seja pelo preço muito abaixo de seus predicados. Porém, não vou deixá-los sem respostas.

Penso que a melhor dica  é algo que vá de encontro com as afinidades  de cada um. Neste sentido, o mundo do vinho tem opções para todos os gostos e todos os bolsos.

Algumas importadores no Brasil oferecem vinhos específicos de determinados países, fruto de um longo trabalho e absolutamente fiéis a seus propósitos. Seguem abaixo alguns exemplos:

  • Importadora KMM (www.australiacom.net). Especializada há anos nos melhores vinhos australianos. Procurem pela proprietária Marli e você terá belas dicas.
  • Importadora Península (www.peninsula1.com). Especializada em grandes vinhos espanhóis. Procurem pelo proprietário Juan. Extremamente simpático e um entusiasta da Espanha.
  • Adega Alentejana (www.alentejana.com.br). Especializada em vinhos portugueses, notadamente do Alentejo. Seu proprietário, Manuel Chical possui todas as informações técnicas que você necessitar.
  • Importadora Premium (www.premiumwines.com.br). Especializada em vinhos neozelandeses. Rodrigo, um dos proprietários, tem capacidade de sobra para orientá-lo. Está cursando e buscando o dificílimo título Master of Wine.
  • Importadora Cellar (www.cellar-af.com.br). Se você procura grandes vinhos franceses e italianos a preços justos, fale com o proprietário Amaury de Faria, um dos maiores conhecedores de vinhos do Brasil.

Das grandes importadoras como Mistral, Vinci, Grand Cru, World Wine, Decanter e Zahil, confesso que é preciso certo conhecimento para garimpar suas garrafas preferidas. A despeito de trazerem grandes produtores, seus catálogos são relativamente extensos para a maioria dos consumidores, principalmente aqueles que estão iniciando no mundo do vinho.

Às demais importadoras não mencionadas neste post peço desculpas, mesmo porque, sempre haverá esquecimento de uma ou outra. Entretanto, não faltarão oportunidades de mencioná-las em momentos adequados, inclusive de  forma individualizada.

Está muito em voga a frase: o melhor vinho é aquele que você gosta. Como diria Dr. Sérgio de Paula Santos: gosto não se discute, mas educa-se. Portanto, ainda prefiro a legenda discretamente mencionada em Vinho sem Segredo da autoria do  grande enólogo Emile Peynaud.

Voltando às dicas, no decorrer da elaboração deste post, apareceu um belo vinho em minhas degustações que segue em detalhes logo abaixo.