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O vinho e a guerra

20 de Setembro de 2026

A história da família Drouhin mostra a resistência de produtores de vinho ao nazismo e os desafios do mundo de hoje


Eram pouco antes das seis da manhã de 7 de junho de 1944, quando batidas fortes na porta de uma casa de Beaune fizeram todos os moradores acordarem. A família Drouhin não tinha dúvidas de que do lado de fora estavam oficiais nazistas. Os Drouhins tinham ouvido da possibilidade de uma prisão iminente.

Durante o período entre as guerras, como reservista do exército francês, Maurice tinha sido incumbido pelo governo francês de acompanhar delegações militares a Washington, com o intuito de persuadir os Estados Unidos a abandonar sua política de isolamento. Durante a segunda guerra mundial, realizava missões especiais periódicas e mantinha contato com amigos do exército norte-americano. Nunca revelou a natureza exata dessas missões aos filhos, mas encontrava-se frequentemente com o General Douglas MacArthur, principal comandante das forças dos Aliados na região do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

Esse histórico já havia custado caro. Em agosto de 1941, Maurice fora detido e levado para uma prisão nos arredores de Paris, onde permaneceria por seis meses até sua libertação, em 13 de fevereiro de 1942. O pretexto oficial das autoridades de ocupação fora a descoberta de um velho revólver enferrujado da Primeira Guerra Mundial esquecido em uma gaveta. A razão real, no entando, era o monitoramento ostensivo do serviço secreto alemão, que suspeitava de suas atividades contra o governo de Adolf Hitler.

Maurice Drouhin

Foi justamente atrás das grandes que a história da Borgonha quase tomou outro rumo. Durante uma das visitas da esposa, Pauline, à prisão em 1941, ela o informou de que metade (50%) do lendário Domaine de la Romanée-Conti fora colocada à venda. Sendo a Maison Joseph Drouhin a maior distribuidora dos vinhos daquela propriedade à época, abria-se a oportunidade histórica de adquiri-la. Maurice, contudo, temia que a compra de um ativo tão vistoso em plena ocupação atraísse ainda mais a atenção e o confisco por parte dos Weinvorsteher (os “barões do vinho” encarregados pelo Terceiro Reich de saquear as adegas francesas). Preferiu declinar, reconta Christophe Thomas, diretor de exportação dos vinhos da família Drouhin na Borgonha, presente em São Paulo essa semana em uma degustação dos vinhos, importados pela Mistral.

Quando a Gestapo voltou à sua porta naquela manhã de junho de 1944, Maurice sabia que não haveria uma segunda chance na prisão. Eles não tinham mais suspeitas. Agora a ordem era executá-lo. Sem hesitar, Maurice enfiou a mão debaixo da cama e agarrou uma maleta com roupas e objetos pessoais. Ele mantinha essa bolsa pronta havia dois anos — desde sua libertação em 1942, depois da primeira e até então única prisão. Achava que os alemães tentariam prendê-lo novamente devido às suas atividades na Resistência.

Sem tempo, apenas murmurou “eu te amo” para Pauline. Desceu silenciosamente a escada em direção à adega de vinho. Parte das cenas está descrita ainda mais em detalhes no livro Vinho e Guerra, de Don e Petie Kladstrup, Cia das Letras, e em uma entrevista do filho Robert ao podcast I´ll drink to That, de Levi Dalton.

Para ganhar tempo para o marido, Pauline abriu a janela. Viu vários oficiais da Gestapo acompanhados de soldados armados. Eles tinham descoberto que Maurice passava segredos para os aliados. Uma sentença de morte tinha sido expedida. Quando os oficiais ordenaram que abrisse a porta para falarem com Maurice, Pauline disse que o marido tinha ido para Paris a negócios. Não acreditaram. Ordenaram a abertura da porta. Vasculharam todos os cômodos, abrindo armários, revirando roupas, a cozinha, banheiros, os quartos e espiando debaixo das camas.

Enquanto os soldados reviravam a casa, guiado pela chama de uma vela, Maurice conseguiu escapar de seu quarto para as adegas da família Drouhin, um labirinto de quilômetros de passagens subterrâneas do século XIII. Movido pelo medo de ser executado, procurou freneticamente por uma portinha secreta de madeira escondida. Ao encontrar, girou a maçaneta e saiu para uma outra rua de Beaune, no coração da Borgonha. Olhou o nome da rua: paradis, em português “paraíso”. Morava na rua l´enfer, o inferno. Sorriu da ironia. Sem nenhum alemão à vista, desapareceu.

Viveu escondido quatro meses nos edifícios dos Hospices de Beaune até a libertação da cidade pelas tropas americanas em setembro de 1944, segundo recordou sua neta, Véronique Drouhin, em entrevista à revista inglesa Decanter. Nessa época, o Hospices de Beaune ainda funcionava como um hospital de caridade gerido por freiras católicas (a madre superiora não apenas concordou em abrigar Maurice, como também levava mensagens entre ele e sua esposa.) A ajuda delas fez com que, depois da guerra, Maurice doasse dois hectares de seus melhores vinhedos de Beaune ao Hospices, em agradecimento pelas freiras terem salvado sua vida.

A guerra está presente na vida dos Drouhins por outro episódio, diz o diretor de exportação da vinícola, Christophe Thomas. Na primeira guerra mundial, em uma trincheira, Maurice conheceu o Marquês de Laguiche, proprietário de um dos mais cobiçados e caros vinhedos do planeta vitis: Montrachet, o mesmo que a personagem de Grace Kelly oferece ao fotógrafo interpretado por James Stewart em Janela Indiscreta.

Ficaram amigos e anos depois selaram, com um aperto de mãos, um acordo que fez e faz os Drouhins terem o vinhedo para vinificarem um dos mais famosos brancos do mundo. O acordo de mão durou décadas. Virou formal há cinco anos. “Ouvimos que um grupo de luxo ia almoçar com eles e então resolvemos formalizar”, afirma Thomas.

Christophe Thomas, diretor de exportação

Os grupos de luxo, aliás, estão mudando a região, que desde o filme Sideways está no topo da lista entre enófilos do mundo. Recentemente, o grupo que detém a famosa champagne Louis Roederer, cujo rótulo mais famoso é a Cristal, acertou a compra da vinícola familiar Pierre Damoy, em uma transação avaliada por algumas revistas especializadas em 300 milhões de euros. “Os preços das terras na Borgonha estão nas alturas, não temos condições de comprar mais nenhum grand cru”, diz Thomas.

As mudanças climáticas também têm alterado a dinâmica. Em 2024, chuva, geada, tempo nublado fizeram a vinícola ter perdas de 90% de seus rótulos, uma perda maior que a média da região, de 75%. A redução na colheita não muda a visão da vinícola. “Nós estamos há anos em agricultura biodinâmica e isso é um norte, as raízes ficam mais profundas e permitem que tenhamos videiras mais sadias. Quem a pratica tem grama ao redor dos vinhedos, isso ajuda a ter plantas melhores”, diz.

O grupo foi um dos pioneiros ao investir na área no fim dos anos 1980, depois de um dos membros da família, que gostava de pescar, ter notado que havia poucas minhocas no solo de um dos vinhedos mais famosos da vinícola. A dificuldade em encontrar iscas para uma pescaria levou a investigar mais a fundo o que estava acontecendo, um pulo para iniciar estudos. “No início, alguns ficaram reticentes, mas depois, ao longo dos anos, se viu que era o futuro”, diz Thomas. O paladar do novo consumidor tem mudado também. Um exemplo é a procura crescente por vinhos brancos, com destaque para Chablis, onde a vinícola começou a investir há duas décadas, quando a onda de consumo ainda não tinha crescido.

Se nas décadas de 1940 e 1910 a continuidade da vinícola foi testada pela violência geopolítica e pelas arbitrariedades do Terceiro Reich, o século XXI impõe outros desafios: a inflação vertiginosa dos ativos alimentada por conglomerados globais de luxo e a volatilidade extrema de um clima em mutação.

Champagne, Bourgogne e Sushis

10 de Agosto de 2019

Num belo jantar no restaurante Huto  do Itaim, um menu previamente preparado para acompanhar Champagnes e alguns Borgonhas brancos. Pratos de sabores distintos e muito bem executados, sob a supervisão do proprietário Fábio Yoshinobu Honda.

ano do tricampeonato do Brasil

Começando pelos champagnes, nada melhor que os especiais Dom Pérignon. A foto acima, um P3 safra 1970 com 25 anos sur lies (terceira plenitude). Ainda com perlage, mousse extremamente delicada e aromas de rara elegância. Acidez agradável e textura macia. Final bem acabado e complexo.

Abaixo, um Oenotheque (antiga nomenclatura) 1971 com 35 anos sur lies (dégorgement em 2006). Completamente diferente do P3 1970, tinha um estilo mais vinoso, quase sem borbulhas. Os aromas estavam mais evoluídos, mas igualmente divinos. Parecia ter mais corpo e um estilo mais masculino, comparado a seu concorrente. Enfim, borbulhas de alto nível.

antiga nomenclatura das plenitudes

Nas fotos abaixo, quase uma sopa de cogumelos e brotos de bambu servida graciosamente numa metade de um limão-taiti. os delicados sabores do cogumelo e do molho alinharam-se com os sabores dos champagnes. Na foto à direita, um ostra gratinada com ovas de peixe. Novamente, a gordura do prato com um toque marinho foi de encontro à mineralidade dos champagnes. Belo Inicio! 

inicio da refeição

Na sequência, um par de Borgonhas. Um Chassagne-Montrachet comunal de Joseph Drouhin da bela safra 1989. O vinho valeu pela conservação. Com 30 anos de idade, ainda tinha fruta e um belo equilíbrio. Mesmo assim, não foi páreo para um Domaine d´Auvenay 2004, especialmente o Premier Cru Les Gouttes d´Or, o vinhedo preferido de Thomas Jefferson em Meursault. Com apenas 1210 garrafas produzidas nesta safra, o vinho é um maravilha. Denso, profundo, e extremamente persistente. Tem nível de Grand Cru pela complexidade e presença em boca. Foi muito bem com o atum selado, foto abaixo, sobretudo pela harmonia de texturas.

bela harmonização de texturas

O vinho abaixo, Domaine Leroy Corton-Charlemagne 2009 com apenas 1845 garrafas produzidas é um dos brancos mais perfeitos de toda a Borgonha. Um vinho denso, vibrante, persistente, mesclando frutas e toques empireumáticos de muita harmonia. Acompanhou bem uma série de sushis com sua incrível mineralidade. 

um branco a ser batido

Evidentemente, o vinho abaixo, outro Domaine d´Auvenay 2006, desta vez comunal, de uma apelação pouco prestigiada, Auxey-Duresses, não foi páreo para o Corton-Charlemagne de Madame. Com apenas 1498 garrafas desta safra, é um comunal de alta distinção. Não é tão longo em boca como outros Auvenay, mas tem equilíbrio, concentração, e uma pureza de aromas incrível. Comparado ao Chassagne-Montrachet  comunal degustado, sobra concentração e persistência aromática. Os Auvenay são mesmo diferenciados com baixíssimos rendimentos por hectare.

sushis diversos, incluindo caviar

Fechando o jantar, eis que surge um belo Riesling alemão do ótimo produtor J.J. Prüm do lendário ano 1976. Soberbo para vinhos doces alemães e também em Sauternes, França. Doçura na medida certa, bem de acordo com a categoria Auslese. Com mais de 40 anos, é natural que esteja um pouco cansado. Já de cor evoluída, lembrando alguns velhos Tokaji, seus aromas têm a delicadeza do Mosel e uma elegância ímpar em boca. Seu equilíbrio é o ponto alto com açúcar e acidez em perfeita harmonia, embora seu frescor esteja rechaçado pela idade. Fez par muito interessante com o sushi de enguia enrolado em alga. A mineralidade e a personalidade do vinho enfrentou bem os sabores mais intensos deste sushi.

1976: ano soberbo na Alemanha

Na sequência do menu, um prato extremamente criativo, lichias frescas lastreando cubinhos de foie gras numa molho delicado e gelatinoso, foto abaixo. Os toques agridoces e a delicadeza do conjunto estariam perfeitos com este alemão do Mosel degustado. Pena que o vinho tenha chegado depois do prato.

mais alguns pratos

Como curiosidade levada por um dos confrades, provamos um tinto do Douro da famosa Quinta da Romaneira, propriedade histórica da região, agora com participação do empresário André Esteves do BTG Pactual. Um vinho de entrada de gama com as típicas uvas durienses onde predomina a Touriga Nacional. Um vinho relativamente simples, de acordo com a proposta da Casa, mas muito gastronômico e perfeito para momentos sem muita cerimônia. Vale lembrar que o Porto da Casa 10 anos, foto abaixo, é um dos melhores em sua categoria. Perfeito para acompanhar torta de frutas secas e também aquelas tâmaras enormes denominadas medjool. 

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Quinta da Romaneira

Agradecimentos imensos aos confrades presentes, sempre com boa conversa em torno dos prazeres da mesa e belas taças de vinho. A generosidade dos confrades proporcionou a apreciação de vinhos muito especiais e de safras raras. Que Bacco continue nos guiando pelos melhores caminhos …

Verão na Borgonha

12 de Janeiro de 2019

Começando os trabalhos no Ano Novo, a confraria se reuniu em temperaturas altas no restaurante Bela Sintra, Jardins. Clamando por vinhos mais refrescantes, é dada a largada com três Chablis de estilos diferentes, mostrando uma faceta única da Chardonnay no extremo norte da Borgonha.

tudo que se espera de um Chablis

Chablis não é fácil porque não é óbvio. É como a Gisele Bündchen. Sua beleza não está em traços perfeitos, mas sim num conjunto de olhar e personalidade marcantes. É isso, Chablis é cortante, mineral, agudo, sem rodeios, e um grande parceiro de ostras e frutos do mar in natura. Raveneau e Dauvissat são ortodoxos, personificam este estilo sem concessões. Este Grand Cru da foto acima da estupenda safra 2002 tem 98 pontos com louvor e pelo menos mais dez anos em adega. Uma aula de Chablis.

outros estilos

Continuando na rota dos Grands Crus, mais dois Chablis de estilos diferentes. Billaud-Simon à esquerda, excelente produtor, faz um Chablis puro, floral, com mineralidade, mas sem o impacto de Raveneau. Ele é mais macio, mais condescendente, mais fácil de gostar. Muito equilibrado, tem um público cativo. Já Drouhin à direita, um Chablis bem mais redondo, um toque de barrica, mais aromático, acidez mais atenuada, lembrando um pouco, um branco de Beaune. Tem seus adeptos, mas foge de sua essência.

IMG_5529terroirs distintos, mas fascinantes

Deixando Chablis, vamos ao sul da Côte d´Or, em busca dos brancos de Beaune. Um embate extremamente didático de um grande produtor numa bela safra como 2010. Comtes Lafon faz Meursault à perfeição com um didatismo de livro. Na comparação, já a cor é mais rica que o Montrachet. Seus aromas são mais óbvios e intensos. Em boca, a opulência da comuna, a maciez, os toques amendoados e amanteigados, quase gorduroso. Já o grande Montrachet, muito mais tenso, mais reservado, dono de uma acidez altiva e um equilíbrio dos grandes vinhos. Ainda em evolução, será certamente um dos grandes Montrachets desta safra. Por hora, Meursault-Charmes é realmente um charme e sedução. Não há vencedores.

pratos entre vinhos

Entre uma conversa e outra, alguns pratos do almoço escoltando os vinhos. A salada de bacalhau com grão-de-bico ficou bem apropriada para a dupla de brancos de Comtes Lafon (Montrachet e Meursault), enquanto o ensopado de cordeiro com arroz do próprio molho acompanharam bem os bordadeses (Margaux e Pauillac). Vinhos comentados abaixo.

IMG_5530não é fácil peitar Rousseau!

Sem dúvida, a disputa mais surpreendente do almoço, já entrando nos tintos da Borgonha. A safra 2015 dispensa comentários com praticamente 200 pontos na mesa. O Chambertin estava mais jovem na cor com lindos reflexos violáceos. Um nariz delicado, floral, confirmando na boca taninos sedosos e uma estrutura delicada. Tudo indicava ser um Vosne-Romanée. Enquanto isso, La Romanée à direita, mais evoluído em cor e nariz, já com alguns aromas complexos, algo terroso mais marcante. Boca mais potente que seu oponente com taninos presentes, embora muito finos. Longa persistência e com muito a evoluir, mostrou de fato porque é um nota 100. Desbancou Rousseau quase que por nocaute.

A propósito, La Romanée tem alcançado notas altíssimas nas últimas safras, tentando desbancar o mito Romanée-Conti, literalmente seu vizinho. Sua área de vinhas de menos de um hectare, um verdadeiro jardim, é praticamente a metade de seu oponente. Uma briga de titãs!

IMG_5533hierarquia e safra são importantes!

O fecho do almoço tinha que ser bordalês em outra disputa extremamente didática. Do lado de Pauillac, Duhart-Milon 2001, um Grand Cru Classé fora do primeiro escalão. Tendo em conta uma safra mais precoce, este tinto tinha todo os terciários de Pauillac desenvolvidos com tabaco, ervas, e toques animais no aroma. Boca bem resolvida com taninos totalmente polimerizados. Já o grande Margaux, mostra que a evolução de Premier é bem mais lenta, sobretudo na sisuda safra de 1986. Um tinto que beira a perfeição, mas ainda está longe dela. Precisa de mais tempo em garrafa para desenvolver aromas e amaciar taninos. No momento, sua decantação é obrigatória. 

a complexa rotulagem alemã

Na hora da sobremesa, um Riesling alemão apareceu para compor o quadro. Normalmente, a doçaria portuguesa é bem carregada no açúcar, dificultando um pouco a harmonização. Entretanto, a Sericaia do Alentejo, um pudim delicado à base de leite e ovos, é muito bem executada no Bela Sintra, e seu açúcar residual é bem mais comedido. Foi uma das chaves para uma boa harmonização com o vinho, o qual tem açúcar residual perceptível, mas sem exageros, sobretudo por sua incrível acidez para contrabalançar. 

Markus Molitor é um dos mais respeitados produtores do Mosel com um código próprio na cápsula de seus vinhos. A cápsula branca indica um vinho mais seco ou menos doce, a cápusla esverdeada com um nível acima de açúcar, e finalmente a cápsula dourada, definitivamente doce. Mas as armadilhas não param por aí. Neste rótulo acima de cápsula branca, teoricamente menos doce, existe outra classificação de um a três asteriscos (***), indicando crescente nível de maturação da uva e consequentemente de açúcares. Realmente, é difícil entender os alemães. Para completar, Auslese é um grau de doçura intermediária entre o Kabinett e Trockenbeerenauslese.

IMG_5536uma das grandes eaux-de vies!

Passando a régua, uma linda homenagem de Manoel Beato a mim com este Bas-Armagnac maravilhoso datado com minha safra de 1959. Para completar, depois de longa tempo em madeira, foi engarrafado em 1987, ano de nascimento de minha única filha, para comercialização. Só o lado emocional, já vale a experiência. Contudo, sendo o mais técnico possível, é uma aguardente primorosa em seus aromas, profundidade, e equilíbrio. Coisas que só tempo molda à perfeição. Obrigado amigo!

Enfim, está dada a largada 2019 em busca dos melhores vinhos. Que a frequência dos confrades seja a mais intensa possível, aumentando nossos números ano a ano. Obrigado a todos pelo carinho e generosidade, vislumbrando grandes encontros em breve. Saúde a todos!