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Almoço da Terrinha …

9 de Março de 2018

Num agradável almoço no Rancho Português em São Paulo, comida farta com vinhos da Terrinha. Essa é a proposta deste grupo que alia centenas de rótulos portugueses dos mais variados estilos e preços, harmonizando com pratos da cozinha lusitana, sem incorrer em erros e nem aventurar-se em combinações sem sentido. Em suma, vinhos das várias regionais portuguesas com pratos tradicionais deste encantador país.

 frutos do mar muito bem apresentados

Acima, Frigideira de Frutos do Mar e Camarões Porto Santa Maria. Estes foram os pratos do início do almoço, acompanhados por um branco do Dão com as castas Encruzado e Malvasia, sobretudo. 20% do vinho estagia em barricas de carvalho francês, enquanto o restante fica em cubas de aço inox. Branco de muito frescor com toques citrinos e florais. Belo equilíbrio com final fresco e estimulante. Sua acidez e mineralidade combateram bem a gordura e maresia dos pratos. Importadora Zahil.

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Brancos do Dão: sempre elegantes e equilibrados

Continuando o sacrifício, vamos agora ao Bacalhau da Terra da “Mamãe”. Um prato farto com uma linda posta de bacalhau, acompanhando uma polenta cremosa. Delicado, mas ao mesmo tempo com sabores marcantes.

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um molho semelhante à moqueca

Dentre os nove vinhos tintos servidos no almoço, alguns deles abaixo que acompanharam com competência o prato ícone português. O Pedra Cancela Reserva 2013 da região do Dão mostrou seu charme com toques terciários no aroma (couro), de acordo com os sabores do bacalhau e as notas de azeite trufado. O segundo, Dois Terrois da vinícola Corte de Cima, importadora Adega Alentejana, mostrou boa fruta com leves toques amadeirados. O terceiro vinho, Quinta do Penedo do Salto Reserva, tem um estilo bem Novo Mundo. Muita fruta com toques mentolados. Foi o que menos conversou com o prato.

vinhos: Dão, Alentejo, e Douro

Como se já não bastasse, mais um prato de resistência, Bife a Café Lisboa. Como tive o privilégio de sentar ao lado de Dias Lopes, grande escritor da gastronomia, ele me contou que na antiga Lisboa, nos tempos de Fernando Pessoa, a fama de uma série de bifes espalhados pela cidade fazia grande sucesso, inclusive o famoso bife acebolado. Voltando ao prato, o molho farto e bem balanceado lembra um pouco o do Steak au Poivre.  Neste caso, com um sutil toque de café que dá nome ao prato.

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cozinha sem frescuras

Acompanhando a carne, Quinta do Vallado Touriga Nacional. Um vinho de força, presença, e muito bem elaborado. Um verdadeiro pote de geleia de frutas escuras permeado por lindos toques florais. Taninos elegantes, profundidade de sabor, e longa persistência. O Quinta das Marias do Dão, surpreendeu pelo corpo e potência, muito provavelmente pela bela safra 2015. Um vinho denso com toques defumados e minerais, fugindo um pouco da habitual delicadeza. Contudo, um tinto intrigante e de muita personalidade. Já o alentejano, Herdade Grande Gerações, assumiu a delicadeza do Dão para padrões da região. Corpo médio, aromas delicados de licor de frutas e um sutil toque de menta, quase lembrando anis. 

novamente o trio: Alentejo, Dão e Douro

Os três acompanharam bem o prato, mas o Alentejano ficou um pouco abaixo, faltando punch para a intensidade do prato. Como relatado, estava muito delicado para a natureza dos vinhos desta região.

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Pão de Ló de Ovar

A sobremesa foi para chutar o balde, ou como diz o jornalista Sardenberg, enfiar o pé na jaca. Mais uma das tradicionais receitas com ovos, este Pão de Ló de Ovar estava muito bem feito e apresentado. É uma espécie de petit gâteau de ovos onde você parte a massa delicada do bolo e encontra um creme de ovos. A doçura estava na medida certa, sendo uma ótima desculpa para acompanhar um cálice de Moscatel de Setúbal.

Mais uma vez, a dieta foi adiada. Agradecimentos à fidalguia de todo o pessoal do Rancho Português, especialmente do sommelier Araujo, aquele dos bons tempos do Antiquarius. Profissional de larga experiência, praticando uma sommellerie de eficiência e discrição.

Estendendo também os agradecimentos a Fellipe Toledo da Gina Comunicações por promover e proporcionar esta experiência enogastronômica da rica e farta cozinha portuguesa. Agora, só me resta voltar à dieta …

Alentejo para os portugueses

14 de Setembro de 2017

Não é de hoje que os portugueses dão ampla preferência aos vinhos alentejanos em suas mesas. A agradabilidade, o bom preço pela qualidade oferecida, e boa disponibilidade no mercado, são fatores mais do que suficientes para justificar o fato. É bem verdade que os chamados vinhos ex-mesa, vinhos sem denominações específicas, ou os antigos vinhos de mesa, ainda tem muita penetração, sobretudo pelo preço praticamente sem concorrência.

portugal consumo interno vinhos 2016

Só para falarmos em números, o consumo português em 2016 dos alentejanos foi de mais de 44 milhões de litros, cerca de 18% do mercado interno. Regiões mais famosas e tradicionais como Douro e Dão, foram de 11 e 4 milhões de litros, respectivamente. É bom frisar que quando falamos em Douro, estamos excluindo o Vinho do Porto. Neste contexto mais formal, o Alentejo responde por 45% do mercado português, sem as estatísticas dos vinhos ex-mesa.

O preço médio por litro do vinho alentejano em Portugal é cerca de quatro euros, não muito abaixo do Douro e do Dão. Curiosamente, os vinhos do Algarve por ser uma região turística, fica em torno de catorze euros o litro. Convenhamos que para vinhos desta qualidade duvidosa, é coisa de turista mesmo.

A produção do vinho alentejano é bastante expressiva, perdendo apenas para o Douro que neste caso, inclui o Vinho do Porto. Dos seis milhões de hectolitros produzidos em 2016 em Portugal, 22% ficou com o Douro e 17% com o Alentejo.

Quanto às exportações, os vinhos alentejanos respondem por cerca de 20% mercado externo, sendo dois terços dentro da Europa e um terço para o restante. Dentre este restante, curiosamente Angola é o primeiro mercado, seguido pelo Brasil e Estados Unidos, respectivamente.

rocim mariana tinto 2014

tinto agradável de bom preço

O vinho acima da importadora World Wine (www.worldwine.com.br) mostra-se bastante agradável, macio, e de boa persistência aromática. É o tinto de entrada da Herdade do Rocim por menos de oitenta reais aqui no Brasil. Um vinho que sobretudo, privilegia a fruta em relação aos toques de barrica.

O quadro abaixo, mostra que praticamente todo vinho alentejano é certificado, ou seja, DOC ou IG, vinhos com garantia de origem e controle. Podemos perceber também que a maciça maioria dos vinhos são tranquilos com tintos e brancos.

alentejo dop igp 2014praticamente todo vinho alentejano é certificado

Oitenta por cento do vinho alentejano são de vinhos tintos, geralmente muito frutados, macios e de boa alcoolicidade. Embora os mais estruturados possam ser guardados, mesmo em tenra idade, é um vinho bastante prazeroso. Seu corte clássico e que dá a tão esperada tipicidade é baseado nas uvas Aragonês e Trincadeira, sendo Tinta Roriz e Tinta Amarela na região do Douro, respectivamente. Outras castas típicas são Alfrocheiro e Alicante Bouschet, normalmente em proporções menores. Castas que conferem um ar de modernidade são Cabernet Sauvignon, Syrah, e Touriga Nacional. Esta última, muito em moda em Portugal.

Em termos de terroir, sete sub-regiões estão muito próximas umas das outras, ficando apenas Portalegre mais isolada ao norte. Granja-Amareleja, Vidigueira e Moura, mais ao sul, desfrutam de um clima mais quente, normalmente faltando um pouco de frescor a seus vinhos. Borba, Évora, Redondo e Reguengos, no centro da região, possuem um clima menos dramático, resultando a princípio, num melhor equilíbrio. Já Portalegre, num clima mais ameno a norte, desfruta também de um solo diferenciado, mais xistoso. Seus vinhos costumam ter mais frescor. O ícone maior desta região diferenciada é a tradicional Herdade do Mouchão com vinhos complexos e longevos. Importados no Brasil pela Adega Alentejana. http://www.alentejana.com.br

Como sugestão de vinhos da região, dois exemplares degustados recentemente e de estilos bem opostos, mostrando o potencial da região.

alentejo monte da ravasqueira

discrição e elegância

O vinho acima mostra um corte de Syrah e Touriga Franca que passa cerca de 20 meses em carvalho francês novo. O primeiro ponto positivo é a perfeita integração com a madeira, mostrando uma fruta delicada sem ser excessivamente presente. A acidez é o ponto alto de equilíbrio do vinho com um frescor inesperado para a região. De fato, por questões de terroir, esta vinha mostra boa amplitude térmica, justificando todo este frescor. É um tinto muito gastronômico, sobretudo por não ser dominante na harmonização. Importadora Tahaa Vinhos (www.tahaavinhos.com.br).     

alentejo terra de zambujeiro

Zambujeiro: referência na região

Quando pensamos nos grandes vinhos alentejanos, lembramos logo do Pera Manca, Cartucha Reserva, além do Mouchão já citado. Porém, não devemos nos esquecer da Quinta do Zambujeiro. Vinhos de grande estrutura e longevidade. O principal ponto para este sucesso é trabalhar com baixos rendimentos por vinha, concentrando sobremaneira os sabores. Na média, o rendimento de suas vinhas é da ordem de 23 hl/ha, ou seja, extremamente baixo.

O vinho acima degustado, reflete bem este perfil. Embora seja o segundo na hierarquia da vinícola, mostra uma concentração e estrutura impressionantes. Muita fruta, nenhum excesso de barrica, apesar de passar 24 meses em madeira. Seus taninos são possantes e finos. Meio de boca bem preenchido e longa persistência. Fica uma pontinha de álcool no final, mas agradavelmente quente. Afinal, são 15º de álcool bem domados para um tinto deste porte. Importado por Casa Flora (www.casaflora.com.br). 

Degustação World Wine: Destaques

4 de Maio de 2017

Em mais um evento sobre vinhos e produtos gourmet, a importadora World Wine mostrou parte de seu extenso portfolio com alguns vinhos interessantes, inclusive levando-se em consideração preços relativamente modestos, o que em época de crise, ganham destaque. Então, vamos a eles.

preços camaradas

Os vinhos acima prestam-se bem ao consumo do dia a dia, sem grandes cerimônias, para beber nas refeições frugais. Temos um branco do Dão (Morgado Silgueiros), região portuguesa tradicional que molda vinhos equilibrados, com muito frescor, e bastante gastronômicos. O Primo Primitivo Puglia IGT é um belo vinho para este inverno. Macio, agradavelmente quente, esperando aquela massa com molhos densos e condimentados. Por fim, outro tinto macio, desta vez do Alentejo. Um corte nobre para esta categoria de vinho com a participação da Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Bom corpo, taninos bem moldados e relativamente persistente. Todos eles, a preços em torno de R$ 40 reais. Além de tudo, originais.

para dar o início …

O trio acima, com preços em torne de 80 reais, é composto de brancos distintos para dar início a jantares, recepções, ou mesmo para aperitivar. O Prosecco Extra Dry, melhor dizendo off-dry, tem leve açúcar residual equilibrado por agradável acidez. No mar de proseccos insípidos é algo acima da média. Já o Sauvignon Blanc Reserva da Conosur, mostra-se fresco e mineral, bem de acordo com o terroir de Casablanca. Finalizando, um Torrontés original das grandes altitudes de Salta, região norte do vinhedo argentino. Este curiosamente passa por algum contato com a madeira. No entanto, nada atrapalha sua fruta e frescor. Pelo contrário, ganha certa complexidade. Bom para comidas asiáticas bem temperadas, sobretudo pratos tailandeses.

vizinhos em destaque

Uruguai, Chile e Argentina, são os destaques do trio acima. Por preços em torno de 100 reais, temos tintos interessantes para este inverno. O argentino Chakana vem do Valle de Uco, mesclando Malbec com pequenas parcelas de Cabernet Sauvignon deste terroir que ultrapassa os 1200 metros de altitude. Belo frescor, muita fruta, vibrante, e taninos de boa textura. No caso uruguaio, um Tannat autêntico, louco por um bife de chorizo. Baseado em baixos redimentos de vinhas mais antigas, tem a força e estrutura da casta Tannat, acompanhado de certa elegância, no lugar da habitual rusticidade. Admite até uma certa guarda. Do lado chileno, o belo terroir de Colchagua, moldando a difícil casta Carmenère. Madeira na medida certa, a pequena porcentagem de Cabernet Sauvignon fornece estrutura necessária ao conjunto.

cada qual em seu estilo

Aqui entramos numa gama de vinhos mais diferenciados. Coyam, um clássico chileno dos vinhedos Emiliana. Bodega localizada no elegante terroir de Colchagua, elabora este tinto num corte inusitado envolvendo várias uvas. Principalmente, Syrah, Carmenère e Merlot. Os vinhedos mais antigos datam de 1992. Com baixos rendimentos, o vinho estagia cerca de 12 meses em barricas predominantemente francesas. Tinto macio, envolvente, de final persistente e sedoso.

Fazendo par na foto acima, temos a linha 20 Barrels de alta qualidade da bodega Cono Sur. Elaborado a partir de Cabernet Sauvignon de Pirque, porção de prestigio do chamado Alto Maipo ( o melhor terroir chileno para esta casta), tem uma pitada de Syrah (5%). Passa 17 meses em barricas francesas. Tinto de concentração, taninos presentes e de ótima textura. Boa presença em boca, podendo ser adegado por alguns anos ainda. Pede carnes robustas e suculentas.

para momentos especiais

Separamos para o final dois tintos para momentos especiais, fugindo da mesmice do dia a dia. Que tal tomar um Malbec de Salta!; com vinhas plantadas em 1975 a 1750 metros de altitude. Solos diferenciados e condução de vinhedo especial (parral ou latada) fornecem condições para uvas perfeitamente maduras e equilibradas. O vinho depois de longa maceração, passa cerca de 12 meses em barricas francesas e americanas. Tinto de presença, bela concentração, suavidade e persistência. Taninos bem fundidos com a fruta e madeira. Um Malbec fugindo do habitual.

Eis agora um vinho para o inverno (foto acima à direita), Dal 1947 Primitivo di Manduria Vigne Vecchie, proveniente de parreiras com mais de 70 anos (uva Primitivo). Denso, quase doce em boca, macio, envolvente, e persistente. Com certeza, vai bem com chocolate 99% Lindt. Evidentemente, um tinto moldado para pratos substanciosos, guisados e assados envoltos em molhos densos e cheios de sabor. Um vinho que separa os homens dos meninos …

Agradecimentos a World Wine. Maiores informações sobre preços e safras, consultar o site da importadora. http://www.worldwine.com.br

Vinhos Diferenciados

9 de Dezembro de 2016

É difícil pinçar importadoras que só trabalham com vinhos digamos, no mínimo interessantes. Na maioria das vezes, é preciso separar o joio do trigo, e nem sempre isso é fácil, de acordo com critérios e conhecimento de cada um. Neste sentido, a importadora Clarets (www.clarets.com.br), comandada por Guilherme Lemes, cumpre com competência esse papel. A maioria de seus vinhos divide-se entre França e Itália, mas a ideia mais abrangente é trabalhar com vinhos europeus.

O grande trunfo da Clarets é disponibilizar ao consumidor final sobretudo, vinhos de qualidade comprovada a preços bem competitivos no mercado. Você não vai encontrar vinhos baratos, mas certamente preços honestos para vinhos diferenciados. Seguem abaixo, alguns vinhos degustados.

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Cava Juve Y Camps Reserva de Familia Brut Nature 2012

Este Cava pertence à categoria Gran Reserva e permanece de 36 a 48 meses sur lies. Tem uma pitada de Chardonnay em seu corte clássico (Xarel-lo, Macabeo e Parellada). A dosagem Brut Nature dá uma certa austeridade  e ao mesmo tempo aguça seu lado mineral. Bela mousse, muito equilibrado e um final bastante fresco. Preço cheio: 183 reais

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Domaine Leflaive Macôn-Verzé 2014

Ao sul da Borgonha, região de Macôn, Domaine Leflaive cultiva vinhedos de forma biodinâmica, de acordo com a filosofia de seu quartel-general em Puligny-Montrachet. Verzé é um Village de Macôn com cultivo da Chardonnay. A fermentação e élevage são feitas em Puligny-Montrachet com todo o rigor desta instituição. Mostra-se um vinho fresco, uma pureza de fruta marcante, grande equilíbrio, e agradavelmente persistente. Muito acima do que a apelação normalmente oferece com a assinatura Leflaive. Preço cheio: 395 reais

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Maison Leroy Santenay La Comme Premier Cru 2010

La Comme é um vinhedo Premier Cru na comuna de Santenay (sul da Côte d´Or) fazendo divisa com Chassagne-Montrachet. A ficha técnica deste vinho é uma verdadeira caixa preta, mas a assinatura é Leroy. Embora seja um vinho de Négociant, é muito bem elaborado e mostra todo seu vigor na bela safra 2010. Muita fruta, especiarias, muito equilibrado, inclusive na madeira. Pode ser guardado por pelo menos mais cinco anos. Preço cheio: 970 reais

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Pera Grave 2013

Quinta São José de Peramanca, propriedade alentejana em Évora, elabora este tinto de corte bem exótico. Cabernet Sauvignon e Syrah, castas internacionais. Aragonez e Alicante Bouschet, castas regionais. Doze meses de carvalho francês e americano dão a este vinho toques de chocolate, defumado, e muita fruta escura em geleia. Bom corpo e bem equilibrado. Preço cheio: 133 reais

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Pera Velha Grande Reserva 2011

Aqui, o topo de gama da vinícola, elaborado com as uvas Syrah e Alicante Bouschet de produção bastante baixa. São vinte e quatro meses de barricas novas (francesas e americanas) para domar esta fera. Grande concentração de cor e de fruta escura em compota nos aromas. Toques florais, de alcaçuz, eucalipto e cacau, completam sua complexidade aromática. Taninos muito finos, grande equilíbrio e longa persistência. Já delicioso, mas com ótimo potencial de guarda. Preço cheio: 540 reais

Enfim, cinco vinhos para presentear ou se presentear, por que não? Agradecimentos à importadora Clarets pela recepção, esclarecimentos e a ótima seleção degustada.

Nota: os preços cheios mencionados podem sofrer algum desconto. Questão de conversar.