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Que Marravilha: Polvo de Verão

24 de Janeiro de 2014

Dando prosseguimento a nossas receitas de verão, segue mais uma do programa Que Marravilha! do chef Claude Troisgros, conforme link abaixo (vídeo e receita):

http://gnt.globo.com/quemarravilha/receitas/

RECEITA

Polvo e Maionese

Frutos do mar pedindo vinho branco e maionese que pode ser servida gelada são ingredientes perfeitos para dias e noites quentes, de preferência com a brisa do mar. Para esta receita, um elemento interessante é a combinação de textura do polvo, um pouco mais rija, com a maionese, bastante macia, sem falar na alternância de temperatura entre o polvo grelhado (quente) e a maionese, fria. 

Do lado do polvo, temos alho, ervas, tomate, cebola e aipo (também conhecido como salsão). São ingredientes provençais que remetem a um vinho ou espumante rosé. Do lado da maionese, temos mostarda dijon, gema de ovo, azeite, pimenta, e suco de limão. Aqui, um vinho branco de boa acidez com nuances cítricas cria ótima sintonia. Entretanto, polvo e maionese unem-se na mesma receita com sabores entrelaçados. Vamos então às opções de vinho.

O vinho precisa ter boa acidez, um toque de maresia é bem-vindo, notas cítricas e de ervas, e um pouco de maciez para equilibrar texturas. Um Alvarinho (português da região do Minho) ou um Albariño (versão espanhola) com alguma passagem por madeira, melhor ainda, com certo contato sur lies (sobre as borras), apresenta as características acima e textura perfeita para o prato.

Brancos de Bordeaux com as cepas Sauvignon Blanc e Sémillon, esta última confere certa maciez ao vinho, podem ser belas alternativas. Um Rioja branco calcado na casta Viura com discreto amadurecimento em barrica, preservando muito frescor, pode ser pensado para o caso. De preferência, a denominação Crianza, pois os Reservas e Gran Reservas assumem outros aromas e sabores, fugindo das especificações do prato em questão.

Do lado italiano, um ótimo Soave da região do Vêneto com a uva Garganega é uma boa lembrança. Preferencialmente, dos produtores Pieropan (importadora Decanter – http://www.decanter.com.br) ou Anselmi (importadora World Wine – http://www.worldwine.com.br). 

De qualquer modo, os rosés de boa textura continuam na briga, tranquilos ou espumantes. O provençal Domaine Sorin da importadora Decanter ou o ótimo Cava Juve & Camps da importadora Península (www.peninsulavinhos.com.br), formam um belo para para esta harmonização. De resto, é só continuar curtindo o verão até o carnaval.

Verão, Praia e Vinhos: Parte I

30 de Dezembro de 2012

Janeiro, férias e praia. Uma trilogia quase inevitável. É hora de descansar, relaxar, enfim, recompor-se para o ano que está começando. À mesa, refeições mais leves, mais frugais, sem hora para começar ou terminar. O vinho, muitos vezes substituído pela cerveja, pode ficar em segundo plano. Contudo, vez por outra, em condições mais adequadas, podemos desfrutar desta agradável companhia.

Maresia, leveza e frescor

Nesta série de verão na praia, vamos propor algumas harmonizações simples, agradáveis e bastante informais. Seja na casa de praia ou hospedado em hotéis, ou fazendo as refeições em restaurantes, os vinhos podem estar à disposição, mesmo que as opções sejam restritas. Principalmente em restaurantes, por uma questão de preço, é sempre bom olhar os espumantes nacionais tipo Brut (não esqueça deste detalhe). Normalmente, são versáteis, seguros e não tão caros. Podem abrir uma refeição com charme e descontração, começando pelos petiscos, couvert, casquinha de siri, anéis de lula, mariscos ou polvo ao vinagrete, iscas de peixe empanadas e tantas outras atrações do litoral. A acidez, a leveza, e a textura da mousse, deixa a harmonização agradável e estimulante. Como dica, a Chandon do Brasil é sempre um porto seguro. Entretanto, se aparecer na carta de vinhos Cave Geisse, não tenha medo. É um dos melhores nacionais na atualidade.

Numa segunda estapa, com os pratos principais escolhidos, pode haver necessidade de mudar o vinho. Se então for necessário, parta para um branco de maior densidade. Neste caso, o Chardonnay fermentado em barrica é o vinho emblemático. Procure escolher um levemente amadeirado. Ele vai combinar com peixes assados de carne mais firme e saborosa, molhos mais densos, ensopados mais vigorosos, e assim por diante. Na mesma linha do Chardonnay, alguns Sémillons (sobretudo África do Sul) e alguns Viognier (algumas opções uruguaias) costumam apresentar densidade e textura semelhantes.

Até agora não falamos de tintos porque de fato, neste cenário, eles são absolutamente desnecessários. Aproveitem o verão com a temperatura refrescante dos brancos e espumantes, a leveza, o frescor, os aromas estimulantes que só eles podem nos porporcionar. Não tenham preconceito de cor. Isso vale até para os vinhos.

Continuamos com mais brancos para o verão no próximo artigo. Até lá!