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Champagnes: Sugestões de festas

3 de Dezembro de 2015

Todo final de ano é assim, tem que ter champagne. Sempre é bom falar mais uma vez que champagne não se toma só no final de ano ou em comemorações. Durante todo o ano, este vinho encaixa-se em várias situações. Na recepção de qualquer evento ou jantar e durante a refeição acompanhando inúmeros pratos. Seus vários estilos e categorias faz desta bebida um verdadeiro coringa na mesa e fora dela.

Voltando ao assunto, vamos analisar alguns champagnes degustados e que valem como dicas para as festas que se aproximam.

pierre gimonnet

Pierre Gimonnet Cuis 1º Cru Brut Blanc de Blancs

Pequena Maison elaborando 260.000 garrafas por ano na região da Côte de Blanc. São 28 hectares só de Chardonnay. Portanto, estamos falando de um  Blanc de Blancs. Cuis refere-se a uma das comunas da Côte de Blancs onde localiza-se a Maison.

Como se trata de champagne não safrado, a cuvée 151 apresenta a seguinte composição: 77% da safra 2011, 6% de 2010, 12% de 2009, 4% de 2007 e 1% de 2006. Os vinhos de reserva são conservados sur lies em garrafas. Este procedimento mantem integralmente o frescor. Esses vinhos entram em proporções entre 20 e 50% no assemblage final.

Após a segunda fermentação, o champagne é mantido entre 18 a 30 meses sur lies, antes do dégorgement. Não é um tempo tão prolongado, visto que a ideia é manter todo o frescor e vivacidade de um champagne delicado. O açúcar residual é de 6,5 gramas por litro, bem abaixo da legislação para a categoria Brut.

Na degustação, mostrou-se muito bem. Cor palha-claro com reflexos verdeais e perlage consistente. Aromas elegantes de frutas secas, toques minerais e cítricos, nuances de pâtisserie. Corpo leve, acidez refrescante e mousse envolvente. Muito bem acabado, com equilíbrio e frescor. Um autêntico Blanc de Blancs. Importadora Premium (www.premiumwines.com.br).

billecart salmon

Billercar-Salmon Brut Réserve

Maison tradicionalíssima localizada em Mareuil-sur-Aÿ, Vallée de la Marne, produz anualmente cerca de um milhão e oitocentas mil garrafas. Tem estilo delicado e seus rosés são muito prestigiados. La Revue du Vin de France (RVF) classifica esta Maison com duas estrelas.

A vinificação engloba as três uvas: Chardonnay, Pinot Meunier e Pinot Noir. O vinho-base e vinhos de rerserva são conservados em Inox. As uvas provêm principalmente do Vale do Marne.

Aqui temos um champagne elegante, marca da casa. Os aromas passeiam entre o floral, aniz, gengibre e nuances de casca de pão. Corpo médio, boa acidez, certa maciez e mousse agradável. Final longo e equilíbrio perfeito. Nada sobra. Importadora World Wine (www.worldwine.com.br).

barnaut noirs

Barnaut Blanc de Noirs Grand Cru Brut

Maison localizada na Montagne de Reims, comuna de Bouzy, elabora cerca de 120.000 garrafas anuais, ou seja, uma produção artesanal. Nesta cuvée 100% Pinot Noir, as uvas provêm de vinhedos Grand Cru nas comunas de Bouzy, Ambonnay e Louvois.

A vinificação prevê boa proporção de vinhos de reserva. O contato sur lies e dégorgement leva cerca de quatro anos. O açúcar residual é de apenas seis gramas por litro.

Aqui temos o antagonismo de um Blanc de Blancs. Este 100% Pinot Noir mostra frutas secas escuras como figo, ameixas, toques de levedura e outras frutas secas como amêndoas. Belo corpo, macio e ótima mousse. Não é um champagne para bebericar e sim, para levar à mesa. Aves nobres com molhos refinados e presença de cogumelos vão muito bem no acompanhamento. Importadora Decanter (www.decanter.com.br).

jacquesson

Jacquesson Cuvée 738 Extra-Brut

Maison localizada no Vallée de la Marne, em Dizy, próximo a Aÿ, produzindo cerva de 275.000 garrafas anuais. O estilo da Maison são champagnes mais encorpados, mais gastronômicos e estruturados. A RVF fornece a cotação máxima, três estrelas.

A cuvée 700, assim chamada, está atualmente no número 738. Em resumo, esta cuvée provem de dois vinhedos Grand Cru e três vinhedos Premier Cru. O vinho-base é elaborado em madeira, naturalmente inerte , para não passar aromas ao vinho.

Nesta cuvée 738, o vinho-base é da safra 2010 (dois terços), complementado por vinhos de reseva (um terço). A composição de uvas é de 61% Chardonnay, 18% Pinot Noir e 21% Pinot Meunier. O dégorgement é tardio, prevendo um contato sur lies de quatro a quatro anos e meio. Já a Cuvée 700 D.T. (dégorgement tardio) prevê o dobro de tempo, nove anos.

A apoteose ficou para este último exemplar. Que champagne! Este Extra-Brut com menos de seis gramas por litro de açúcar residual, mostra-se extremamente seco, acentuando sua bela acidez. Apesar do predomínio da Chardonnay no corte, apresenta-se com bom corpo e uma maciez notável, fruto de um longo trabalho sur lies, tanto no vinho-base, como no envelhecimento em cave. Extremamente complexo, seus aromas terciários permeiam entre o brioche, cogumelos, frutas secas e bela mineralidade. A boca é perfeita, envolvente, com todos os componentes em harmonia. Persistência longa e final muito agradável. Champagne para mesas requintadas. Importadora Franco-Suissa (www.francosuissa.com.br).

Champagnes: Top Ten

9 de Dezembro de 2013

Dentre os inúmeros champagnes que fazem o sonho dos apreciadores das mágicas borbulhas, fica difícil apontar com precisão e certeza as melhores maisons da região. Cada um tem sua preferência por estilo, grau de doçura, assemblage das principais uvas e outros fatores até certo ponto subjetivos. Neste contexto, segue minha seleção, verificada ano após ano em termos de consistência e personalidade distinta de seus vinhos. Enfatizo mais uma vez, tratar-se de uma escolha inteiramente pessoal.

As Irrepreensíveis

Krug Grande Cuvée: A maestria do assemblage

Krug

Para os mais fanáticos, existe Krug e os demais champagnes. A finesse, a precisão de seus vinhos-base, o amadurecimento perfeito sobre as leveduras, fazem desta Maison uma das mais requintadas da região. Champagnes de exceção em toda sua linha. Fica difícil apontar um favorito, mas Clos du Mesnil Blanc de Blancs faz rever conceitos. Importadora LVMH (www.catalogomh.com.br). 

Bollinger

Aqui existe um empate técnico com a maison acima. A filosofia é muito semelhante. Talvez a Maison Bollinger numa sintonia fina caminhe mais para a potência, intensidade e estrutura, enquanto Krug exibe sua finesse e exotismo impressionantes. Sua cuvée mais emblemática reverenciada por James Bond é a mítica Bollinger RD com prolongado contato sobre as leveduras. Importadora Mistral (www.mistral.com.br).

Louis Roederer

Fechando o trio de ferro  de origem alemã, a Maison Loius Roederer prima pela precisão e disciplina germânicas. Sua cuvée de luxo Cristal, foi a pioneira e idolatrada pelos czares. Toda sua linha apresenta-se delicada e com marcante personalidade. Seus rosés são praticamente insuperáveis. Importadora Franco-Suissa (www.francosuissa.com.br) ou também no empório Santa Luiza (Jardins). 

Salon

Apesar de possuir um único estilo de champagne, Blanc de Blancs, seu rigor na elaboração é obsessivo. Poucas safras durante o século passado, perfazendo um total de somente trinta e sete millésimes. Se você fizer questão da mais pura mineralidade e  não se importar com preços, este é o caminho. Importadora World Wine (www.worldwine.com.br).

As Delicadas

Taittinger

Das dez escolhidas, esta maison é a mais popular e de maior produção. No entanto, mostra-se sempre delicada, sensual e muito convidativa para recepções e aperitivos. Sua cuvée de luxo Comtes de Taittinger, é uma das referências em Blanc de Blancs. Importadora Expand (www.expand.com.br). 

Deutz

Pertencente ao mesmo grupo da maison Louis Roederer, Deutz esbanja elegância com uma consistência invejável. Muito equilibrado, aromas finos e bem delineados. Um final de boca fresco e expansivo. Bem representado em toda sua linha. Importadora Casa Flora (www.casaflora.com.br). 

Um exemplo de rosé

Billercart-Salmon

Outro champagne extremamente fino e delicado. Equlibrado, mousse agradável e muito bem acabado. Seus rosés fazem fama e sem dúvida, estão entre os melhores da região. Abrir um jantar com esta maison já sugere o tom da refeição. Produção relativamente reduzida. Importadora World Wine (www.worldwine.com.br)

As Gastronômicas

Gosset

Maison já comentada em artigo especial neste mesmo blog, prima pela estrutura, corpo e vinosidade. Sua cuvée Grande Réserve tem estilo próprio, bem como a cuvée de luxo Celebris, de um exostismo marcante. Parceiro ideal na alta gastronomia. Importadora Grand Cru (www.grandcru.com.br). 

Millésime de exceção

Egly-Ouriet

Junto com a maison Salon, Egly-Ouriet é um champagne fundamentalmente artesanal e de baixíssima produção. São vinhos estruturados, marcantes e de longa guarda. Seu Brut Millésime confirma estas características, beirando a perfeição. Importadora World Wine (www.worldwine.com.br).

Pol Roger

Como não associar a figura de Sir Winston Churchill à esta nobre maison em sua cuvée mais prestigiada. Elegante, intenso e de textura macia, este champagne destaca-se em todo seu portfólio. Une potência e elegância como poucos neste seleto mercado. Importadora Mistral (www.mistral.com.br). 


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