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Números Globais do Vinho

6 de Novembro de 2018

De tempos em tempos, Vinho Sem Segredo atualiza os números mundiais do vinho. São dados relativamente recentes da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

Superfície mundial de vinhas

Metade da área de vinhas no mundo concentra-se em cinco países pela ordem: Espanha, China, França, Itália e Turquia. O trio de ferro europeu concentra sua produção na elaboração de vinhos, maioires produtores mundiais. A China é muito expressiva na produção de uvas de mesa, enquanto a Turquia é um dos gigantes na produção de uvas-passas.

OIV grapes worldcomo cada país explora seus vinhedos

Uvas de Mesa

Três países concentram a produção mundial de uvas de mesa pela ordem: China, Turquia e India, sendo que só a China responde por um terço da produção mundial. 

Produção mundial de uvas-passas

Praticamente metade da produção de uvas-passas estão nas mãos da Turquia e Estados Unidos, pela ordem. Irã e China ficam com 25% do total, seguidos pelo Chile com 6% da produção.

Produção mundial de vinhos

Sem grandes sustos, os quatro primeiros do mundo continuam mantendo a seguinte hierarquia: França e Italia se revesam, Espanha em terceiro cada vez mais perto do podium, enquanto os Estados Unidos é o mais consistente quarto colocado. Daí para frente, a Argentina nos últimos tempos tem tido uma concorrência ferrenha, sobretudo da China.

OIV consumo mundial vinhoEstados Unidos: uma potência em todos os sentidos

Consumo mundial de vinhos

Quase 50% do consumo mundial está concentrado em cinco países pela ordem: Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e China, lembrando que França e Itália são grandes produtores e o restante do grupo, grandes importadores. Os Estados Unidos jogam nos dois lados.

Portugal proporcionalmente, consume muito vinho com um índice de 54 litros per capita anual, seguido de perto pela França.

OIV exportação mundialEstados Unidos surpreendem nas exportações

Países exportadores

França, Italia e Espanha são os três maiores em valores exportados nesta ordem. Quando falamos de volumes, França e Espanha trocam de posição. Num patamar mais abaixo, Chile e Austrália travam uma briga ferrenha ano a ano.

OIV paises importadoresChina entra com tudo neste mercado

Países importadores

Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha são os três maiores em valores importados nesta ordem. Quando o assunto é volume, Alemanha e Estados Unidos trocam de posição. A China nos últimos anos vem forte para assumir a quarta posição, sobretudo em valores.

OIV paises e uvasuvas de grande destaque em produção

OIV uvas mais plantadasdestaque óbvio para as castas francesas

Uvas mais plantadas

Das tintas internacionais, Cabernet Sauvignon e Merlot estão entre as treze uvas mais plantadas que representam um terço da área de vinhas mundial. A Chardonnay é a uva branca internacional mais plantada com folga, chegando perto da Airén, ainda a uva branca espanhola mais plantada no mundo. Como curiosidade, a Kyoho é a uva de mesa oriental mais plantada no mundo entre todas (tintas e brancas).

Considerações finais

Embora Portugal participe modestamente dos números globais pela pequena dimensão do país, proporcionalmente é um dos gigantes do vinho, sobretudo em tradição com suas castas únicas. A renovação de sua indústria vinícola é notável com regiões como Douro e Vinho Verde em franco desenvolvimento, entre outras.

A Espanha, a despeito da sensível redução de suas áreas de vinhas, tem aumentado sua produtividade e qualidade de seus vinhos de uma maneira notável. A região da Galicia sem dúvida nenhuma caminha a passos largos, se destacando frente a outras já historicamente consagradas como Rioja e Ribera del Duero.

A China como país global, aumenta ano a ano significativamente sua área de vinhedos, e sua participação como país importador, sobretudo de vinhos europeus. O Chile como país exportador, pode ter grande êxito se cair nas graças dos chineses.

 

O destino das uvas

5 de Fevereiro de 2016

Quando pensamos em vinho, não nos atentamos ao produto original chamado uva. Pois bem, como o planeta trabalha este produto e seus diversos fins na agricultura e consumo? Veja quadro abaixo, num estudo idôneo elaborado pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

produção mundial 2015

Esquema Mundial

Temos um vinhedo mundial com aproximadamente sete milhões e quinhentos mil hectares de vinhas (7573 mha). Neste vinhedo é gerada uma produção de setecentos e trinta e seis milhões de quintais de uva (736 Mqx). Só para saber, um quintal (medida antiga) é equivalente a cem quilos. Portanto, fazendo as contas, temos um rendimento médio mundial de aproximadamente nove mil e setecentos quilos de uva por hectare (97 ql/ha). Evidentemente, um número muito acima para vinhos de qualidade, por exemplo.

areas de vinhas

As cinco maiores áreas de vinhas

Efetivamente, trabalha-se com setecentos milhões de quintais de uva (699 Mqx), pois cerca de trinta e sete milhões são desperdiçados no processo (uvas inadequadas, podridão, perdas na colheita, etc …).

Continuando no esquema, quatrocentos milhões de quintais  (399 Mqx) são destinados à produção de vinhos e sucos, sendo 358 Mqx para vinhos e o restante para sucos. O volume mundial de vinhos gira em torno de 270 Mhl (duzentos e setenta milhões de hectolitros). Isso transformado em garrafas, nos dá um número astronômico de 36 bilhões de garrafas por ano. Pouco menos de seis garrafas por ano para cada habitante do planeta. Ainda bem que estamos acima da média. Eu, pelo menos …

É importante notar que as uvas são computadas em peso. Já o mosto de uvas e o próprio vinho são computados em volume. Nesta conversão existe uma perda natural, ou seja, precisamos em média de 1,3 Kg (um quilo e trezentos gramas) de uvas para produzir um litro de vinho. Neste processo, após espremermos as uvas, o peso da engaço (estrutura ramificada que dá sustentação aos grãos de uva), das cascas, do bagaço, e das sementes, são descartados. Conforme esquema, 358 Mqx de uvas geram 270 hectolitros de vinho.

O restante da produção mundial (300 Mqx), trezentos milhões de quintais, são destinados ao consumo in natura de uvas frescas, e uma pequena parte, de uvas passas. Respectivamente, 248 Mqx (frescas) e 52 Mqx (passas). Lembrando que precisamos de 4 Kg de uvas frescas para fazer 1 Kg de uvas passas. Daí, o preço bem maior do produto.

vinhos e uvas

utilização da uva no mundo (2000 a 2014)

Em resumo, aproximadamente pouco mais da metade das uvas (55%) do planeta são destinadas para o vinho, 35% para consumo de uvas de mesa, e o restante, entre sucos e uvas passas. Se levarmos em conta o rendimento para se fazer uvas passas, em peso efetivamente, a produção mundial não chega a dois por cento (2%).

Os cinco primeiros países na produção de uvas para consumo in natura (uvas frescas) são: China, Índia, Turquia, Irã e Itália. Só a China produz mais do que todos os outros quatro concorrentes juntos. São quase 85 Mqx (milhões de quintais) dos 247 Mqx do mundo.

Outra observação do gráfico acima é o acréscimo de consumo de uva in natura e o consequente decréscimo na produção de suco em termos mundiais. Entretanto, a indústria de suco de uva no Brasil atualmente vai de vento em popa. Um mercado em expansão e com forte caráter para a exportação.

Só para completar, os espumantes responde por cerca de 7% (sete por cento) da produção mundial de vinhos, enquanto os vinhos rosés giram em torno de 8% da produção mundial.

Rosés pelo mundo em números

8 de Novembro de 2015

Em recente estudo realizado pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) veremos a seguir alguns números de 2015. A produção mundial de rosés parece estabilizar-se em torno de 24 milhões de hectolitros, aproximadamente 10% da produção mundial de vinhos.

roses 2014

Pouca variação na produção

Dentre os principais produtores mundiais de rosés estão a França, indiscutivelmente, Espanha, Estados Unidos e Itália. Esses quatro países respondem por três quartos da produção mundial de rosés. Só a França, produz 30% do total mundial. O mapa abaixo ilustra a situação.

rose grafico 2014

No topo: França, Espanha, Estados Unidos e Itália

Quanto ao consumo mundial, a França também tem larga vantagem. Mais de 30% dos rosés do mundo são consumidos por lá. Em seguida, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, puxam a fila.

rose 2014 consumo

França: domínio absoluto

No quesito exportações, A Espanha lidera com larga vantagem em termos de volume, seguida pela Itália, França e Estados Unidos. As exportações mundiais estão em torno de nove milhões de hectolitros por ano. Os quatro primeiros países exportadores do gráfico abaixo (Espanha, Italia, França e Estados Unidos) respondem por 80% do volume mundial exportado.

roses exportação 2014

Espanha comanda as exportações de rosés

Neste final de ano que se aproxima, os rosés são bem versáteis, quer seja pela facilidade de harmonização, quer seja pela conveniência de temperaturas mais elevadas. A mistura de pratos, entradas e várias comidinhas servidas num tempo só, torna os vinhos rosés uma espécie de coringa, agradando os mais diversos paladares e compatibilizações.

Como indicações, a França tem muitas opções. Evidentemente, a Provença é uma dica certeira. Porém, os vales do Rhône e do Loire, mostram diversidades de sabores e de preços. Em linhas gerais, os rosés do Loire são mais leves e delicados, enquanto os rosés do Rhône tendem a ser mais encorpados e gastronômicos.

Do lado italiano, a Toscana tem boas opções, sobretudo na região de Bolgheri, próximo ao litoral tirreno. Abruzzo, no litoral adriático, tem rosés interessantes. O nordeste italiano com as regiões do Veneto, Friuli, e Trentino, apresentam inúmeras opções. Nestas regiões mais frias, os rosés costumam ser mais frescos.

Na Espanha, os rosés de Navarra, região contigua a Rioja, apresentam-se bem equilibrados. Rioja produz praticamente o mesmo volume que Navarra. Em seguida, temos as regiões de La Mancha, Valencia e Catalunha juntas, perfazendo o mesmo volume de Navarra ou Rioja. As uvas mais utilizadas são Garnacha, Bobal e Tempranillo. Os rosés à base de Garnacha tendem a ser mais macios e gastronômicos. Já a Tempranillo, dificilmente é utilizada como varietal. Por se tratar da melhor uva para tintos de longa guarda, os cortes são mais frequentes.

Algumas sugestões:

  • Chivite Gran Feudo Rosado – espanhol da Mistral (www.mistral.com.br)
  • Zaccagnini Montepulciano d´Abruzzo Cerasuolo – italiano da Ravin (www.ravin.com.br)
  • Chateau St-Hilaire Tradition – francês provençal da Premium (www.premiumwines.com.br)
  • Paul Jaboulet Côtes-du-Rhône Rosé – francês do Rhône (www.mistral.com.br)

OIV 2015: Panorama Mundial

27 de Julho de 2015

Em recente congresso da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho) realizado em julho deste ano (2015), mostraremos a seguir os dados atuais do mundo da uva e do vinho no cenário mundial.

A superfície do vinhedo mundial gira em torno de sete milhões e quinhentos mil hectares de vinhas. A Europa respondem por pouco mais da metade desta área (54%), seguida pela Ásia (24%) e as Américas (14%). África e Oceania têm porções diminutas. A tendência atual é o forte crescimento da China e o decréscimo de países como França, Itália e Espanha. Nesses países europeus as regiões e denominações de origem estão bem alicerçadas, caminhando portanto, para uma natural estabilização.

OIV 2015 Uvas e Vinhos

Cenário Mundial: destinação das uvas

Os maiores produtores de uvas, independente qual seja sua destinação, são: China, Estados Unidos, França, Itália e Espanha. Quanto à destinação, a França praticamente resume-se à produção de vinhos. Já Itália e Espanha, uma pequena parte (em torno de um sexto da produção de cada país) é destinada para consumo in natura, sendo o restante para vinhos. No caso da China, inverte-se a situação. Grande parte dos vinhedos é para consumo in natura e cerca de um sexto da produção, para a indústria vinícola. Em relação aos Estados Unidos, um terço dos vinhedos é destinado à produção de uvas passas e também consumo in natura. O restante fica para a produção vinícola, a quarta na hierarquia mundial, como sempre.

Na produção de vinhos, o número mundial está na ordem de 270 milhões de hectolitros, sendo que França e Itália respondem por aproximadamente um terço deste valor. Os países que vem crescendo proporcionalmente na produção de vinhos são: Estados Unidos, China, África do Sul, Chile e Nova Zelândia.

OIV consumo mundial

Consumo mundial: América e Ásia ganhando terreno

O consumo mundial de vinhos em torno de 240 milhões de hectolitros divide-se entre Europa (60%), Américas (24%) e Ásia (10%). Oceania e África ficam com o restante. China e Rússia sinalizam para um crescimento maior no consumo, enquanto países tradicionais como França, Itália e Espanha, continuam em queda. Em termos absolutos, o maior consumidor são os Estados Unidos, seguido de França, Itália e Alemanha.

De uma maneira geral, pouco mais da metade da produção mundial de uvas é destinada à vinificação, enquanto a outra metade fica praticamente destinada ao consumo in natura. Somente uma pequena parte da produção mundial (7%) vai para a elaboração de uvas passas. Lembrar que são necessários quatro quilos de uvas frescas para um quilo de uvas passas.

OIV 2015 mercado mundial

Crescimentos dos espumantes nas exportações

No quesito exportações em valores, temos: 18% espumantes, 71% vinhos engarrafados, e 11% vinhos a granel. Os maiores exportadores de vinhos continuam sendo França, Itália e Espanha, em valores. O Chile assumiu a quarta posição tanto em valores, como em volumes.

Nas importações, outro trio de ferro continua reinando, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha, nesta ordem em termos de valores. Quando falamos em volumes, A Alemanha assume a ponta, trocando de posição com os Estados Unidos.

OIV Roses

Rosés: 10% do consumo mundial de vinhos

OIV Roses Mercado

França: Liderança absoluta

Estatísticas recentes apontam para um crescimento mundial de consumo do vinho rosé. Atualmente, fica em torno de 24 milhões de hectolitros. A França lidera este consumo com uma fatia de 37%, seguida pelos Estados Unidos (12%), Alemanha (9%) e Reino Unido (6%).

Exportação espumantes

Espumantes: Participação crescente na exportação

Quanto aos espumantes, a produção mundial gira em torno de dezoito milhões de hectolitros por ano, 7% da total de vinhos produzidos. Neste cenário; França, Itália, Alemanha, Espanha e Rússia, nesta ordem, respondem  por cerca de três quartos da produção mundial. O consumo de espumantes cresceu 30% na última década, sendo a Alemanha o país líder neste quesito, seguida por França, Rússia, Estados Unidos e Itália. Na exportação de espumantes, a França lidera com folga em termos de valores com 53% do mercado. Em seguida, vêm Itália (21%) e Espanha (9%). Já em volumes, a Itália assume a ponta, seguida pela Espanha. Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha, são os grandes países importadores de espumantes em valores, respectivamente.