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Este prato é o Massimo!

1 de Abril de 2013

Não é erro de grafia não. O restaurante Massimo foi um dos ícones da gastronomia paulistana, sobretudo nos anos oitenta. É uma homenagem também a Saul Galvão, recentemente falecido, que adorava este restaurante.

Massimo

Livro Prazeres da Mesa (Saul Galvão)

Este prato envolve vários ingredientes, tais como: Brócolis, tomates em molho e em tiras, azeitonas, parmesão, manjericão e os famosos polpetini (espécie de almôndegas bem pequenas, do tamanho de um brigadeiro de festa). Para as almôndegas, cada um tem sua receita, mas é bom incorporar farinha de rosca para dar liga. Na mesma panela após a fritura das mesmas, adicionar alho, as tiras de tomate, o molho de tomate (vejam na foto, que a massa não fica nadando no molho). Em seguida, adicionar a massa al dente, as flores de brócolis cozidas (os cabinhos mais tenros do vegetal), o manjericão, as azeitonas partidas ao meio e o parmesão ralado. Acertar o sal e servir.

O parmesão, as azeitonas e o tomate, preferencialmente, pedem um vinho italiano. Baseado em algumas ofertas da importadora Vinci (www.vinci.com.br), seguem duas indicações não muito conhecidas do grande público para este prato: um Rosso di Montepulciano da cantina Dei, uma das referências para esta denominação de origem; e um Cannonau di Sardegna, denominação famosa da ilha homônima, da reputada vinícola Argiolas.

O primeiro é um tinto toscano elaborado em Montepulciano fundamentalmente com a uva Sangiovese, acrescida por pequenas parcelas de Canaiolo e Merlot. Breve passagem por madeira de grandes dimensões, antes do engarrafamento. Corpo e acidez adequados ao prato.

Para quem gosta de um vinho mais macio, a segunda opção é bastante convidativa. Este tinto sardo é elaborado com Grenache ou Garnacha (conhecida localmente como Cannonau) e pitadas de Carignano e Bovale. A passagem por madeira é um pouco mais intensa, mas sempre no sentido da micro-oxigenação. 

As duas safras disponíveis na importadora são do ano 2009, mantendo o lado frutado e um bom frescor.

Toscana: Parte II

24 de Setembro de 2012

Após breve explanação sobre a região toscana, vamos abordar as noves atuais DOCGs descritas abaixo:

  • Brunello di Montalcino
  • Chianti
  • Chianti Classico
  • Carmignano
  • Vino Nobile di Montepulciano
  • Morellino di Scansano
  • Vernaccia di San Gimignano
  • Montecucco Sangiovese
  • Elba Aleatico Passito

Das nove acima citadas, as três primeiras já foram dissecadas em artigos anteriores. Na sequência, temos a DOCG Carmignano, a qual provavelmente serviu de inspiração para o surgimento dos chamados supertoscanos, pois sendo anterior aos mesmos, já utilizava uvas internacionais em seus cortes, como veremos a seguir. A legislação permite as uvas Sangiovese (mínimo de 50%), Canaiolo (até 20%), Cabernet Franc e/ou Cabernet Sauvignon (de 10 a 20%), e brancas toscanas (Trebbiano, Canaiolo Bianco e Malvasia), em até 10%.

São tintos de produção muito pequena (pouco mais de cinco mil hectolitros anuais), elaborados numa região ao norte de Firenze, num estilo mais tradicional. Dois belos produtores são representados no Brasil pelas importadoras Mistral (www.mistral.com.br) e Vinci (www.vinci.com.br). Tenuta di Capezzana e Fattoria di Ambra, respectivamente.

Outro tinto de estilo normalmente mais tradicional é elaborado sob a denominação Vino Nobile di Montepulciano. Cabe esclarecer que neste caso, Montepulciano é a cidade, e não a uva. Conforme mapa acima, a região fica a leste da famosa denominação Brunello di Montalcino. Em seu corte é permitido as uvas Sangiovese, localmente chamada de Prugnolo Gentile (mínimo de 70%), Canaiolo (máximo de 20%), outras tintas locais (máximo 20%), e brancas locais (máximo 10%). Novamente, as importadoras Vinci e Mistral trazem dois ícones da região: Dei e Poliziano, respectivamente. A exemplo de Montalcino, Montepulciano elabora um DOC famosa denominada Rosso di Montepulciano, vinho elaborado com parreiras mais jovens, menos extraído e consequentemente, mais pronto para consumo imediato. Uma espécie de segundo vinho da vinícola.

Embora o assunto ainda não seja Vin Santo, é bom lembrar que Montepulciano elabora o melhor Vin Santo de toda a Toscana, sendo o produtor Avignonesi mentor de vinhos superlativos.

Próximo post, mais denominações.