Archive for the ‘Diversos’ Category

Pères Chartreux: La Tarragone du Siècle

13 de Novembro de 2014

Dos vários licores clássicos, o licor francês “Chartreuse” é conhecido e apreciado mundialmente. Fabricado por monges da ordem de Chartreux na região do Rhône-Alpes, margem esquerda do rio Rhône na altura da cidade de Vienne. Nascido em 1605 como “Elixir de Longa Vida”, foi comercializado em farmácias como um tônico. A partir de seu sucesso, desenvolveu-se uma fórmula que se tornaria uma espécie de digestivo, sendo que em 1764 é lançado o chamado Chartreuse Verte, denominado licor da saúde.

Devido à revolução francesa, a fabricação do licor é interrompida em 1793 e só é retomada em 1838 na versão chamada Jaune, num estilo adocicado. Segue-se também uma versão Blanche. Expulsa da França em 1903, a ordem de Chartreux instala uma destilaria na Espanha, região da Catalunha, mais especificamente em Tarragone. Mantendo a mesma fórmula, a única mudança é a menção em garrafa “Liqueur frabriquée à Tarragone par les Pères Chartreux”. Após desavenças com o governo francês, a marca é recuperada em 1929 com uma destilaria em Marselha sob o nome “Tarragone”. Continuando a saga, terminada a segunda guerra mundial, o governo francês reconhece este patrimônio e é recuperada as antigas instalações de origem numa cidade próxima chamada Voiron. A partir de 1989, o licor é produzido neste lugarejo francês com exclusividade.

 

Garrafa número 46

Hoje em dia, a receita é preparada por dois monges do monastério de Grande-Chartreuse utilizando plantas e ervas. Esta receita não é conhecida por mais de três monges. A complexidade da mesma envolve cento e trinta plantas que posteriormente são maceradas em aguardente vínica. São ainda acrescentados mel e xarope de açúcar. Posteriormente, os licores nas versões Verte e Jaune são amadurecidos em toneis de carvalho russo e húngaro. Mais recentemente, o carvalho procede da nobre floresta francesa de Allier. As respectivas cores verde e amarela provêm de colorantes naturais que são a clorofila e o açafrão, respectivamente.

Os licores verde e amarelo (Verte et Jaune) apresentam as seguintes diferenças: o verde tem teor alcoólico mais acentuado (55º) e é elaborado com cento e trinta plantas onde a clorofila se impõe pela cor. Já o amarelo tem a mesma composição em proporções diferentes com o açafrão determinando a cor final. Seu teor alcoólico é mais brando (40º), além da doçura e textura macia serem mais acentuadas. O chamado Chartreuse Blanche é elaborado com menos plantas sem nenhum colorante natural. Seu sabor apresenta uma doçura acentuada e seu teor alcoólico atualmente baixou de 43º para 37º.

Caixa lacrada em madeira

Apesar de haver várias edições especiais deste licor, não há dúvida que a mais exclusiva é a da foto acima, degustado com amigos dentre os quais, um entusiasta de Chartreuse, o amigo João Camargo que nos apresentou este tesouro. São apenas 512 garrafas produzidas com dez safras de exceção desde 1906 até 1980 (1906, 1910, 1920, 1930, 1948, 1951, 1961, 1967, 1973, 1980). Resume bem o melhor da bebida produzida no século passado. Muito bem equilibrado, doçura na medida certa e uma maciez notável. Sua persistência aromática é expansiva e quase interminável. Grande fecho de refeição.

Vinho Sem Segredo na Band

10 de Março de 2014

A todos que seguem Vinho Sem Segredo, uma novidade! Estaremos na Rádio Bandeirantes a partir desta terça-feira, dia 11 de março, com dois boletins, um pela manhã e outro à tarde. Serão exibidos sempre às terças e quintas-feiras nos programas Manhã Bandeirantes (a partir das 10:00 hs) e no Jornal em Três Tempos (a partir das 15:00 hs).

Nesta segunda-feira, dia 10 de março, estarei no Jornal em Três Tempos, comentando a estreia desta nova coluna. Paralelo a este fato, Vinho Sem Segredo continuará em sua missão escrita, proporcionando aos leitores artigos sérios sobre a matéria com total isenção, liberdade, sempre numa linguagem simples e objetiva, acessível aos vários perfis de seguidores.

Agradeço mais uma vez ao apoio de todos vocês que prestigiam Vinho Sem Segredo, combustível e incentivo para muito mais artigos e informações a serviço do nosso vinho de cada dia em suas inúmeras formas de manifestação.

Os números de 2011

8 de Janeiro de 2012

Caros amigos e leitores,

Mais uma vez só tenho a agradecer o carinho e atenção para com os artigos deste blog. Vinho Sem Segredo conquistou números expressivos em 2011, mostrando que estamos no caminho certo. A meta em dez anos é publicar cerca de mil artigos envolvendo vinhos, enogastronomia e todos os prazeres da boa mesa.

A conduta é a mesma. Publicar artigos técnicos confiáveis, fruto de pesquisa e conhecimento acumulado ao longo dos anos, sem interferências comerciais ou tendenciosas. Conto com vocês para tornar este blog uma fonte segura de consulta aos apaixonados por enogastronomia, profissionais e estudantes da área. Tudo gratuitamente na web por esta plataforma de grande performance chamada WordPress, a quem também deixo meus agradecimentos.

Cliquem abaixo no resumo, e Feliz Ano Novo a todos!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um excerto:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 43.000 times in 2011. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 16 sold-out performances for that many people to see it.

Clique aqui para ver o relatório completo

Coquetéis para o verão

4 de Janeiro de 2012

Nem só de vinho vive o homem. Às vezes, gostamos de variar as bebidas, embora possam conter vinho ou derivados. É o caso de três coquetéis clássicos, segundo o site oficial da Associação de Bartenders Internacional (IBA) – www.iba-world.com .

Bellini: Criado no lendário Harry´s Bar

Este drinque é elaborado com uma parte de popa de pêssego (o suco nem sempre é possível) e duas partes de prosecco. Coloca-se o suco na flûte e em seguido gentilmente o prosecco. Mexa levemente, apenas para homogeneizar. Podemos variar a proporção original, o tipo de espumante, bem como o pêssego por outras frutas. Evidentemente, não será mais o clássico Bellini.

Spritz: muitas variações

Mais um drink com prosecco difundido em toda a região nordeste da Itália. Pode ser vinho branco ou espumante, um pouco de água tônica ou água com gás e um bitter como Aperol ou Campari. Este da foto é o Spritz Veneziano, catalogado na Associação Internacional. São quatro partes de Aperol, seis de prosecco, gelo, um pouquinho de água com gás antes de uma fatia fina de laranja.

Por último, o clássico Negroni, mistura balanceada de gim inglês, vermouth italiano e Campari. Muito refrescante no verão, podendo inclusive acompanhar bem charutos num after dinner. A sequência de vinhos durante a refeição não atrapalhará em nada a apreciação deste drink antes ou depois da mesma.