O nome da uva

27 de Março de 2026

Em 1985, o cineasta francês Jean-Jacques Annaud precisava de um mosteiro histórico para filmar seu próximo longa-metragem – Nome da Rosa, baseado no livro homônimo do escritor italiano Umberto Eco. Fez sua equipe vasculhar a Europa à procura de um que tivesse sido construído havia séculos antes. Detalhes faziam a diferença. Para se preparar, Annaud leu centenas de livros e contratou Jacques Le Goff, um historiador especialista na época medieval, como consultor histórico de produção.

Depois de muita procura, chegaram ao Kloster Eberbach, abadia cisterciense fundada em 1136 às margens do Rheingau, um pedaço de terra hoje famoso pelos rieslings. Sean Connery – o eterno James Bond – chegou pouco depois da seleção da locação, para encarnar Guilherme de Baskerville, o religioso que investiga mortes misteriosas num mosteiro beneditino no século XIV. As câmeras filmavam os interiores da abadia. Do lado de fora, estavam os vinhedos. Mas eles não eram de riesling.

O ano em que passa a trama é 1327. A uva Riesling tem sua primeira documentação registrada em 13 de março de 1435. Entre o ano da trama de Eco e a primeira prova documental da existência do Riesling há um intervalo de mais de um século.

Na abadia, os monges seguiam rigorosamente a regra de São Bento, focada na oração, silêncio e trabalho manual e intelectual. Cada um recebia uma hemina de vinho por dia — cerca de 0,27 litros. O que os monges do Kloster Eberbach bebiam era Elbling, uma cepa de origem provavelmente romana e que foi a uva mais cultivada na Alemanha por muitos séculos. Hoje a principal produção é de Riesling, a uva que fez a fama da Alemanha no mapa múndi enológico. (Os vinhos de Kloster Eberbach chegam ao Brasil pela importadora Weinkeller, que receberá em breve novos rótulos da safra 2022, como esse ótimo riesling trocken).

Eco, que não escolheu o cenário, nunca comentou a ironia. O autor sempre manteve uma postura de prazer à mesa. À revista italiana Gambero Rosso, Stefano Delfiore, dono de uma enoteca histórica, em Bolonha, que fechou as portas no início de 2026 depois de décadas no mesmo ponto, contou recentemente que Eco chegava ali por volta do meio-dia e quinze, logo após as aulas na universidade. Preferia uma taça de vinho branco a tinto. Mas não abria a carta. Deixava-se guiar pela sugestão da casa, preferindo uma taça de vinho branco e a boa conversa ao rigor técnico das safras. (Uma sugestão é o roero arneis de Bruno Giacosa, importado pela Mistral e já resenhado em algumas resenhas ao longo dos anos no site).

Entre vinhedos históricos da Alemanha e o balcão de uma enoteca em Bolonha, a trajetória de Umberto Eco revela que, na literatura como na mesa, a verdade nem sempre está no rótulo e na conta de um hotel... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/blogs/pantagruel/o-nome-da-uva/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos

Semiólogo, Eco investigava a cultura e hábitos. Tinha uma teoria do café ruim. Em uma de suas crônicas à imprensa italiana, dedicou seu texto ao café que se assemelhava a uma lavagem. Mapeou os lugares onde era servido em quantidade: prisões, vagões-leitos, hotéis de luxo. Aplicou Max Weber à receita: o bule de porcelana projetado para derramar metade do café nos croissants e o restante nos lençóis.

Se na ficção Eco lidava com pergaminhos, pêndulos, labirintos, na vida real travava batalhas contra a pressa e as falhas da modernidade.  No mesmo ano em que Annaud filmava no Kloster Eberbach, Eco lançou Como viajar com um salmão, um livro com curtas crônicas que passeiam por diversos temas – de comida de avião a futebol. Na crônica que dá nome ao livro, relata a compra de um salmão defumado em Estocolmo. O peixe é embalado em plástico. A missão é fazer com que chegue a Londres, onde ele ficaria por três até voltar à Itália. 

Quando chegou ao hotel de luxo reservado pelo seu agente literário, Eco desconfiou que o plano seria mais difícil que o previsto inicialmente. Famílias inteiras estavam acampadas no saguão, viajantes enrolados em cobertores dormiam em meio às suas bagagens. Um sistema computadorizado foi instalado e, antes que todas as falhas pudessem ser eliminadas, ele sofreu uma pane de duas horas.

Quando a confusão se desfez, foi ao quarto. Retirou tudo do mini refrigerador e colocou o salmão que tinha comprado. Achou que tudo estava certo. No dia seguinte, ao retornar ao quarto depois de andar por Londres, se deparou com o peixe em cima de uma mesa e garrafas de bebidas dentro da geladeira. Repetiu o procedimento tirando tudo de dentro e recolocando o salmão. No dia seguinte, voltou a ver o peixe sobre a mesa, dessa vez com um aroma que já denunciava má conservação.

Reclamou na recepção, mas ninguém entendeu nada. Eco entendeu menos ainda ao receber a conta. Havia garrafas de whisky, gin, águas, três meias-garrafas de champanhe, latas de cerveja e garrafas de vinho branco e tinto. O computador o tinha cobrado como se ele tivesse bebido tudo aquilo, mesmo ele apontando que tinha sido erro do sistema de computador. “Agora meu editor está furioso e pensa que sou um aproveitador crônico. O salmão não está comestível. Meus filhos insistem para que eu reduza a bebida.”

Na crônica “Como Comer num Avião”, cataloga com rigor as comidas admissíveis e inadmissíveis durante turbulência — costeleta empanada, carne grelhada, queijo, frango assado do lado permitido; espaguete ao molho de tomate, parmegiana de berinjela, consommé quente do lado proibido. Eram outros tempos de viagens aéreas.

Umberto Eco morreu em fevereiro de 2016. Em fevereiro desse ano, dez anos depois, a Antica Drogheria Calzolari, sua enoteca favorita em Bologna, fechou as portas. A concorrência vitimou o estabelecimento comercial do autor. Ficaram as histórias, as crônicas e os livros.

A ascensão do Chablis no Brasil

1 de Março de 2026

O romance de Tolstói Anna Karenina começa com uma das frases mais famosas da literatura. “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.” O autor russo escreveu o livro cuja trama percorre sobre adultério, culpa e a impossibilidade de viver segundo as próprias regras num mundo cujas regras são maiores.

Na primeira parte do livro, em meio ao triângulo amoroso que envolve Anna, uma aristocrata casada, seu marido frio e burocrata Alexei Karenin, e o jovem oficial Conde Vronsky, dois personagens se sentam em um restaurante em Moscou. Um é da aristocracia, o outro, do campo. O garçom tártaro anuncia que tinham chegado ostras frescas.

Stepan “Stiva” Oblonsky, irmão de Anna e epítome do bon vivant, não hesita: ordena três dúzias e, após considerar um tinto, opta por um “Chablis clássico”. Tolstói compreendia o que a gastronomia francesa já consagrara: a simbiose entre o Chablis e as ostras é absoluta. Era o vinho preferido de Alice B. Toklas, cujo livro de receitas é um dos mais famosos e históricos do mundo.

Quase 150 anos depois, o brasileiro também tem aderido cada vez mais aos vinhos de Chablis, uma região situada ao norte da Borgonha, terra da uva branca chardonnay, fruto de solos antigos, resultado de conchas e demais restos marinhos que lá viveram.  Os vinhos brancos e de Chablis estão ganhando a preferência do brasileiro.

O consumo de vinhos brancos e espumantes no Brasil atingiu 30% de participação de mercado, alta de dez pontos percentuais em relação a 2019, segundo relatório da Ideal Bi Consultoria. Uma das razões o é a maior presença feminina nas escolhas: as mulheres representam 53% do mercado consumidor em 2024, seis pontos a mais do que em 2019. Os sommeliers que trabalham nas casas de frutos do mar de São Paulo e do Rio sabem o que isso significa na prática: a garrafa de branco que antes ficava parada na adega vende antes do fim da semana. E, com frequência crescente, a garrafa é de Chablis.

A região responde por um quarto de todos os vinhos de Borgonha importados pelo Brasil, segundo Anne Moreau, diretora de comunicação e marketing do Bureau Interprofissional dos Vinhos da Borgonha (BIVB), que visitou o país no ano passado. A Borgonha, por sua vez, representa um quarto dos rótulos franceses que chegam ao Brasil em valor. Ou seja: Chablis é um quarto de um quarto. Os dados de importação da consultoria Ideal Bi mostram aceleração ainda mais abrupta entre 2024 e 2025: crescimento de 56% em volume e 62% em valor para Chablis.

O que o comprador brasileiro está buscando, muitas vezes sem saber nomear, é o que a tradição chama de mineralidade (apesar de a literatura enológica disputar esse termo) e a acidez. A origem dessa qualidade é geológica, embora o mecanismo exato ainda seja disputado entre enólogos e geoquímicos. O solo predominante nas melhores parcelas de Chablis é o Kimmeridgiano, formado há mais de 150 milhões de anos quando um mar raso e morno cobria aquela parte da Europa. Jacques Fanet escreveu em Les terroirs du vin: “Os vinhedos da região de Chablis têm apenas uma religião: o Kimmeridgiano.”

Se terroir, o conceito que o solo em que a uva é plantada é a essência de um vinho e é algo inexplicável para a ciência, Chablis personifica este conceito como nenhum outro território. Os fósseis marinhos “teoricamente” seriam responsáveis pela tal mineralidade. O clima frio realça a acidez vibrante e os sabores frutados delicados que tornam os vinhos de Chablis tão singularmente puros e concentrados. O vinho da região foi copiado em boa parte do mundo – produtores espanhóis vendiam garrafas com esse nome, até a legislação europeia ter proibido, protegendo a denominação de origem francesa.

É o lugar da Borgonha (uma região com alto Ibope entre os enófilos) onde a vinificação em aço inoxidável é regra e não exceção — e onde a passagem por madeira nova continua sendo controversa entre os produtores. Combina com frutos do mar, salmão defumado, peixes grelhados ou cozidos. A versatilidade à mesa também permite que, com anos de adega, seja parceiro também de aves e cogumelos.

No Brasil, há uma variedade ampla de Chablis disponíveis em supermercados e importadoras, de preços e estilos diferentes. São todos bons? Não. Para quem quiser conhecer rótulos mais artesanais, vale a pena buscar os rótulos de entrada da cooperativa La Chablisienne (importados pela Clarets) e os do pequeno produtor Alain Gautheron (vindos ao Brasil pela Delacroix), assim como os Domaine Gueguen (importadora Nova Fazendinha). Têm bom preço, sendo os villages na casa dos 300 reais.

Menos de 2% da produção é voltada aos sete grands crus: Blanchot, Bougros, Grenouilles, Valmur, Preuses, Vaudésir, e Les Clos.

Bougros
O mais a oeste é um vinhedo íngreme, criando vinhos mais suaves e gordos. São mais amigáveis ​​na juventude do que alguns dos Grand Crus.

Preuses
No geral, tendem a ser vinhos elegantes, redondos e com aromas delicados.

Vaudésir
É chamado por alguns de “Vale do Vaudésir”, pois a colina Grand Cru foi erodida para formar um pequeno vale. A erosão significa que partes da vinha têm mais argila no solo do que a maioria dos Grand Crus. O resultado é um vinho de equilíbrio, com elegante mineralidade e concentração de fruta.

Grenouilles
O menor dos Grand Crus, Grenouilles está localizado ao longo da margem do rio Serein; o nome da vinha na verdade significa “rãs”. Como as vinhas estão voltadas a sul, recebem sol o dia todo, criando um vinho maduro e frutado.

Valmur
Situado entre Grenouilles e Les Clos, Valmur está também em um “mini-vale”, esculpido pela erosão. Muitas vezes precisa de tempo para envelhecer, já que esses vinhos ácidos são poderosos e austeros na juventude.

Les Clos
Dos Grand Crus, Les Clos é o maior, mais conhecido e indiscutivelmente o melhor. Tem um declive aberto virado a sudoeste, permitindo que a vinha tenha exposição ao sol quente e abundante da tarde. Isso é importante para o amadurecimento em Chablis frescos e dá aos vinhos Les Clos aquele inebriante empurrão entre opulência e acidez fina.

Blanchot
Mais a leste dos Grand Crus, Blanchot contorna a encosta da colina para o lado sudeste, ao contrário de seus vizinhos. Isso torna os vinhos Blanchot menos frutados e poderosos, mais leves e mais ácidos, com notas cítricas ácidas, esses vinhos amadurecem mais rápido.

Os segredos do terroir são delineados com perfeição com dois produtores: Raveaneau e Dauvissat. Dauvissat possui 12 hectares de vinhas perfeitamente localizadas entre Premier Cru (6 ha), Grand Cru (2,7 ha) e o restante de apelação Chablis, elabora 80000 garrafas por ano. A idade média das vinhas é alta, em torno de 40 anos. A fermentação e amadurecimento do vinho é feita com madeira inerte. Barricas entre 6 e 8 anos de idade. A micro-oxigenação é importante para o Chablis, quebrando sua dureza, sua austeridade. Vincent vai mais longe, utilizando 10% de madeira nova, uma perigosa ousadia. A malolática ocorre de maneira espontânea. Seus vinhos aliam pureza, força e profundidade. Destaque para o Premier Cru La Forest, um vinho fora da curva para sua categoria.

Raveneau tem a mesma filosofia de rival no bom sentido da palavra, fidelidade ao terroir. Vinhas antigas, muito bem localizadas e um trabalho importante de barricas inertes para uma bem-vinda micro-oxigenação. Muitas das barricas tem uma particularidade de tamanho, tendo metade da capacidade das barricas normais. São chamadas “feuillettes”. Numa sintonia fina, digamos que Raveneau elabora um Chablis um pouco mais cortante que Dauvissat. Contudo, é uma impressão pessoal. São 30000 garrafas por ano, quase um terço do que Dauvissat produz. Se Dauvissat tem La Forest, Raveneau tem Butteaux e Montée de Tonnerre, empatados na categoria Premier Cru. 

Melhores da França – 2025

30 de Dezembro de 2025

Uma lista dos vinhos franceses que me chamaram a atenção nesse ano, buscando trazer nomes que estão sendo importados no Brasil, mesmo que estejam esgotados. Não há vinhos soberanos, aqueles que são de safras muito antigas ou de produtores sem representação no país.

Champagnes
O champanhe é um produto que sobreviveu à queda de reis, à ascensão da burguesia e a duas guerras mundiais para se tornar o símbolo universal da celebração. Tudo começa na França, com a geografia. Quando Clóvis, o primeiro rei dos Francos, foi batizado em Reims no ano de 496, a cidade tornou-se o palco obrigatório das coroações francesas por séculos.

Blanc de Blancs: Pierre Péters Grand Cru (Mistral); Bourg Sud 2021 La Rogerie (Maison Sirino); Les Gras d’Huile Maxime Oudiette (Maison Sirino); Unisson Franck Bonville (Wines4U); Revolution Doyard (Anima Vinum)

Blanc de noirs: Marie-Courtin, 2020 Champagne Cuvée Résonance (Cave Léman); Savart 1er Cru L’Ouverture (Anima Vinum); Marie-Courtin Efflorescence (Cave Léman)

Rosé: Elisabeth Salmon 2012 (Delacroix); Krug édition 27 (LVHM)

Pinot Meunier: Françoise Bedel Dis Vins Secret Extra Brut (Anima Vinum)

Assemblage: Jacquesson 746 (Delacroix); Jacquesson DT 742 (Delacroix); Bollinger Spécial Cuvée (Mistral); Bollinger La Grande Année 2014 (Mistral); Krug 172 (LVHM); Vilmart Grande Réserve (Tanyno)

Chablis

A safra 2024 foi minúscula, então olho no que tem no mercado.

Qualidade Preço: Chablis Gautheron (Delacroix)

Premiers Crus: Gautheron Montée de Tonerre 2022 (Delacroix); Cote de Lechet réserve bernard defaix 2022 (Tanyno)

Grands crus: Louis Michel Vaudesir 2021 (Elevage); Les Preuses 2021 Gautheron (Delacroix); Valmur 2020 Bessin Tremblay (Clarets); Les Clos 2017 William Fèvre (Grand Cru)

Borgonha

Côte de Nuits

Brancos: Morey Clos des Monts Luisants 2017 Ponsot

Tintos GCs: Clos de Tart 2019 (Clarets); Domaine Hudelot-Noellat Clos de Vougeot 2021 (Clarets);

Tintos PCs: Morey 1er Saint Denis 2021 (Dujac); Chambolle 1er cru Vogüé 2017 (Mistral); Chambolle Musigny Les Fuées 2022 Felettig (Maison Sirino); Morey Riottes 2022 Perrot Minot (Tanyno); Chambolle Combe Orveau 2013 Faiveley (Mistral)

Comunais: Chambolle Clos Village 2022 Felettig (Maison Sirino); Côte de Nuits Villages “Aux Vignottes” Antoine Lienhardt 2022 (Delacroix); Chambolle Combe Orveau 2022 Anne Gros (Tanyno); Vosne-Romanée C. Quatrain 2020, G. Mugneret

Bourgogne: Bourgogne 2020 Lafarge (Clarets); Bourgogne 2022 Perrot Minot (Tanyno)

Côte de Beaune

Brancos: Meursault Porusots 2018 Buisson Battault (Anima Vinum); Meursault 2020 Henri Germain (Clarets); Puligny Montrachet Sauzet 2021 (Clarets); Chassagne-Montrachet 1er Cru Vide-Bourse 2020 Pillot (Clarets); Puligny Montrachet Clos de la Folatiéres 2020 (Maison Sirino); Meursault Les Tillets 2021 Bernard Bonin; Meursault Charmes 2020 Matrot (Clarets)

Tintos: Volnay Taillepieds 2017 Roblet Monnot (011); Volnay Santenots de Millieu 2017 (Mistral); Pommard Clos des Epeneaux 2019 (Delacroix); Volnay 1er cru 2021 Michel Lafarge (Clarets);

Côte Chalonaise

Brancos: Mercurey les vignes de Maillonge Michel Juillot 2022 (Tanyno); Rully 1er Cru Margotés 2017 (Mistral); Domaine Dureuil-Janthial Rully Maizières (Clarets); Santenay Blanc Comme Dessus Pablo Chevrot (Anima Vinum)

Tintos: Mercurey Rouge Les Vignes de Maillonge 2022 (Tanyno); Côte Chalonnaise La Fortune 2019 (Mistral); Maranges sur chenes 2017 Pablo Chevrot (Anima Vinum)

Loire
Uma degustação de safras antigas, em branco e tinto, de Clos Rougeard mostrou como o sol brilha diferente para a propriedade, mas a região tem muita gente boa e com vinhos muito bons para a comida e clima brasileiros. Domaine Huët é uma escolha certeira.

Loire brancos: Clos Rougeard Brèzes 2018 (Clarets); Brèzes Guiberteau 2021 (011); Vouvray Le Haut Lieu 2022 Huët (Premium); Huet Vouvray Sec Le Mont 2019 (Premium Wines)

Loire tintos: Clos Rougeard Le Bourg 2018 (Clarets); Clos Rougeard Poyeux 2018 (Clarets)

Loire branco custo benefício: Saumur blanc Guiberteau (011)

Bordeaux
A região passa por uma crise histórica que poderá provocar mudanças tectónicas no sistema de venda en primeur. O Brasil tem recebido safras antigas, boa parte delas em boas condições de armazenamento, o que permite desfrutar esses vinhos com mais idade.

Tintos: Léoville Barton 1999 (Clarets); Pontet Canet 2001 (Tanyno); Cantemerle 2008 (World Wine); Vieux Chateau Saint André 2020 (Mistral); Chateau Pichon Lalande 2008

Brancos: Chevalier 2017 (World Wine); Larrivet Haut Brion 2022 (Clarets)

Tintos qualidade preço: Magence 2014 (Delacroix); Château Peybonhomme – Les Tours, 2022; Tronquoy 2013 (Clarets)

Brancos qualidade-preço: Magence 2019 (Delacroix)

Sobremesa: Rieussec 2010 (Mistral)

Rhône

Há alguns sobrenomes que se sobressaem, não importam terroir, safra.

Tintos: Saint Joseph 2015 Jean Louis Chave (Mistral); Châteauneuf du Pape 2020, Clos de Papes (Premium Wines)

Brancos: Hermitage 2012 Jean Louis Chave (Mistral); Chateau Beaucastel 2020 (Mistral); Châteauneuf du Pape 2021, Clos de Papes

Brancos qualidade preço: Saint Joseph Circa 2022 (Mistral)

Tintos qualidade preço: Saint-Joseph Pleine Lune 2019, Ferme des Sept Lunes (Delacroix)

Beaujolais

Gamay de alta qualidade e com preços atrativos com a escalada dos borgonhas.

Tintos: Moulin à Vent Les Trois Roches, 2022, Chermette (Wines4U); Fleurie Poncié, 2023 – Domaines Chermette (Wines4U); Brouilly La Croix des Rameaux 2022, Lapalu (Delacroix)

Alsácia

Os pinots noirs de Albert Mann ganham complexidade a cada safra, caso os preços fossem mais competitivos no Brasil, seriam uma bela aposta fora da Côte d´Or.

Brancos: Zind-Humbrecht Riesling Clos Windsbuhl Monopole 2019 (Clarets)

Tintos: Albert Mann Pinot Noir Clos De La Faille 2019 (Clarets)

Melhores de 2025 – Itália

20 de Dezembro de 2025

Num mundo em que cada vez mais champagnes se aproximam dos quatro dígitos, as borbulhas italianas têm um lugar crescente sobre a mesa.

Espumantes: Franciacorta Edea Mirabella  (Italy Import); Ferrari Brut (Vinheria Percussi); Ferrari Perlé 2018 (Vinheria Percussi)

Brancos

Nem só de chardonnay bourguignon se vive, nem também só de Valentini.

Autóctones: Valentini 2020 (Decanter); Vintage Tunina 2020 (Berkmann); Trebbiano d´abruzzo 2015 Emidio Pepe *(novo importador em breve)

Chardonnay: Cervaro della Salla 2020 (Berkmann); Gaia e Rey 2016 (Mistral); Were Dreams 2021 Jermann (Berkmann);  Ca del Bosco 2017 (Mistral)

Chardonnay qualidade preço: Kurtatsch 2023 (Italy Import); Primosic (VinVin&Co)

Etna qualidade preço branco: Pietradolce (Italy Import); Alta Mora (World Wine), Planeta (Grand Cru)

Etna bianco: Etna Bianco Superiore Contrada Salice 2023 (Mistral)

Sobremesa: Donnafugata Passito di Pantelleria “Ben Ryé” (World Wine); Vin Santo Fontodi 2001 (Mistral)

Tintos

Sul da Itália

Poucos terroirs têm ganho tanto refinamento nos últimos anos quanto o Sul da Itália, com destaque para o vulcânico terroir de Etna. Surpresa foi o Idda, parceria de Angelo Gaja  com Alberto Gracci, um vinho elegante e delicado, marcas registradas de Gaja.

Etna qualidade preço tinto: Pietradolce (Italy Import); Alta Mora (World Wine)

Etna rosso: Idda (Mistral); Pietradolce Santo Spirito 2020 (Italy Import)

Toscana

A mudança da legislação há uma década e meia e a criação do Gran Selezione trouxeram uma melhoria notável em uma série de produtores que já faziam um ótimo trabalho.

Chianti clássico: Fontodi 2021 (Mistral); Riecine 2022 (Italy Import); Tenuta di Corleone 2021 (Uva Vinhos); Mazzei Fonterutoli Chianti Classico (Grand Cru)

Chianti Riserva: Riecine 2021 (Italy Import); Caparsa 2019 (Tanyno)

Chianti Gran Selezione: San Lorenzo 2018 Castello di Ama (Mistral); Vigna del Sorbo 2020 (Mistral); Gran Selezione Vigneto Bellavista 2016 (Mistral)

Supertoscano 100% sangiovese: Montevertine 2016 (Decanter); Ceparello 2021 (decanter)

Supertoscano uvas internacionais: Petra di Petra 2020 (Italy Import); L´Apparita 2020 (Mistral)

Tinto qualidade preço: Belvento e Cileggio (Italy Import)

Rosso di Montalcino: Poggio di Sotto 2020 (Italy Import)

Brunello di Montalcino: —

Piemonte

Nos últimos dois anos, o mercado brasileiro recebeu um punhado de novos nomes que aumentaram a opção dos que gostam desses vinhos. Da volta de Giuseppe Mascarello e Giuseppe Cortese à chegada de Sottimano e Castello di Verduno (que com a ascensão de preços de Burlotto tem coisas a se conhecer…)

Dolcetto: Giuseppe Mascarello 2022 (Clarets); Ca di Press 2022 (Clarets); Giuseppe Cortese 2023 (Tanyno)

Barbera qualidade preço: Barbera d´alba Fratelli Alessandria (VinVin&co); Barbera d´alba Vajra (VinVin&co); Barbera d´alba 2022 Principiano Ferdinando (Italy Import); Barbera 2021 Giuseppe Cortese (Tanyno); Scarzello Superiore (Tanyno)

Barbera:  Luciano Sandrone 2022 (Clarets); Barbera Scudetto Giuseppe Mascarello (Clarets); Barbera Aves Burlotto (Clarets); Bricco dell’Uccellone 2020 (Tanyno); Ai Suma 2020 (Tanyno)

Nebbiolo qualidade preço: Principiano Ferdinando (Italy Import); Vajra (VinVin&Co); Castello di Verduno 2023 (Tanyno)

Nebbiolo: Langhe Rosso 2017 Roagna (Clarets); Giuseppe Mascarello 2022 (Clarets)

Barbaresco qualidade-preço: Ada Nada 2020 (Italy Import); Barbaresco 2021 Giuseppe Cortese (Tanyno); Produtori del Barbaresco 2021 (Vin Essence)

Barbaresco: Sottimano Currà 2019 (Tanyno); Sottimano Pajoré 2021( Tanyno);  Gaja 2020 (Mistral)

Barolo: Vigna Rionda 2017 Giovanni Rosso; Barolo Bricco delle Viole 2017  G.D.Vajra (VinVin&Co); Monvigliero 2021 Fratelli Alessandria (VinVin&Co); Scarzello Vigna Merenda 2016 (Tanyno); Monvigliero 2018 Castello di Verduno (Tanyno)