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Produção Italiana: DOC/DOCG

20 de Agosto de 2012

Voltando aos números da Itália, neste artigo vamos separar a produção das principais denominações italianas por grupos num interessante painel de tabelas. Inicialmente, vamos apresentar as dez principais denominações em números absolutos, mesclando tintos, brancos e espumantes.

Duas denominações chamam a atenção: Prosecco e Montepulciano d´Abruzzo. Prosecco computada a partir de 2009, data em que houve a modificação da lei, transformando um mar de vinhos na DOC Prosecco interregional (Veneto principalmente, e parte do Friuli), e separando a famosa sub-região Conegliano- Valdobbiadene em DOCG. Neste blog, temos artigos mais detalhados sobre esta modificação da denominação Prosecco. Já o emblemático Chianti não é o número um em termos de produção. A surpreendente uva Montepulciano em Abruzzo mostra sua força numa vasta produção.

Isolando apenas os tintos, percebemos bem a diferença de produção da genérica denominação Chianti para a restrita denominação Chianti Classico, conforme tabela abaixo. Valpolicella e Barbera d´Asti mostram sua força, enquanto Lambrusco não tem tanta presença assim como muitos imaginam. Evidentemente, estamos falando de denominações mais restritas e respeitadas como Sorbara, Salamino e Grasparossa.

No que tange aos brancos, a denominação Soave lidera com folga na região do Valpolicella. O agradável branco Verdicchio da região de Marche mostra sua força, enquanto as insípidas denominações Trebbiano e Frascati insistem em grandes produções. Orvieto, uma denominação que já foi moda no Brasil, também mantém boa produção. Veja tabela abaixo.

Com relação aos espumantes, a denominação Prosecco agregada a Conegliano-Valdobbiadene dispara na liderança. Asti no Piemonte, continua com grande força e carisma. Franciacorta, ¨o champagne italiano¨, não poderia ser diferente. Privilegia a qualidade e terroir, e não a expansão e quantidade.

A nova DOC/DOCG Prosecco transforma-se na mais produtiva denominação italiana e torna-se uma das grandes forças no mundo das borbulhas com mais de duzentos milhões de garrafas por ano, número bastante expressivo frente à denominações internacionais famosas como Champagne (França), Sekt (Alemanha) e Cava (Espanha). Verificar neste mesmo blog, artigo intitulado “o mundo das borbulhas”.

Denominações italianas em 2011

2 de Fevereiro de 2012

Atualizar denominações italianas hoje em dia é como acompanhar cotações de commodities, muda diariamente. Segundo site oficial do ministério italiano de política agrícola, alimentar e florestal (www.politicheagricole.it) até o fim de 2011, as DOCG, DOC e IGT atuais obedecem o quadro abaixo:

Pirâmide com números dinâmicos

Muita gente vai se surpreender com as atuais 70 DOCGs (Denominazione de Origine Controllata e Garantita), número que até pouco tempo atrás não passava de três dezenas. É interessante notar que existem denominações interregionais, ou seja, uma mesma denominação de origem em duas regiões vizinhas. Então, vamos a elas.

DOCG

Lison (Veneto e Friuli Venezia Giulia)

Vinho branco baseado na uva Tocai Friulano, agora denominada Tai, na versão normal e classico. Eventualmente, pode haver passagem por madeira. DOCG aprovada em 2010.

DOC

Valdadige (Veneto e Trento)

As versões bianco e rosso são cortes de uvas brancas e tintas, respectivamente. Existem as versões varietais dadas pelas uvas Chardonnay, Pinot Bianco, Pinot Grigio e Schiava (uva tinta).

Valdadige Terradeiforti (Veneto e Trento)

Área mais restrita que Valdadige trabalhando com varietais como Chardonnay, Pinot Grigio, Casetta e Enantio, as duas últimas, tintas.

Prosecco (Veneto e Friuli-Venezia Giulia)

Esta denominação passou por mudanças sensíveis nos últimos tempos, esclarecidas em artigo deste blog sob o título Prosecco: Novas Denominações.

Orvieto (Umbria e Lazio)

Branco de certo destaque nos anos oitenta, elaborado sobretudo com as uvas Grechetto e Trebbiano. Além da versão seca, temos o Abboccato (meio seco) e dolce, produzidos em pequenas quantidades.

Lugana (Lombardia e Veneto)

Vinho branco seco elaborado nas redondezas do Lago de Garda com a uva Trebbiano, majoritariamente. Existe também o tipo espumante.

Lison-Pramaggiore (Friuli Venezia Giulia e Veneto)

As versões bianco e rosso são cortes de algumas uvas brancas e tintas, respectivamente. Há também versões varietais com os respectivos nomes das uvas em questão: Chardonnay, Sauvignon, Verduzzo, são algumas das brancas enquanto Merlot, Cabernet e Refosco, são algumas das tintas. Participam também as versões spumante, Verduzzo Passito (vinho doce) e Refosco Passito (doce).

Garda (Veneto e Lombardia)

Uma série de vinhos varietais brancos e tintos elaborados com Garganega, Pinot Bianco, Chardonnay, Cortese, Merlot, Pinot Nero, entre outras. Existem também algumas versões espumantes.

Colli di Luni (Toscana e Liguria)

Vinhos brancos e tintos com cortes de uvas locais, além do Colli di Luni Vermentino (a grande uva branca da Liguria).

San Martino della Battaglia (Lombardia e Veneto)

Vinho branco seco à base de Tocai Friulano elaborado nas províncias de Brescia e Verona. Há uma pequena quantidade em versão licorosa (adição de aguardente vínica).

IGT

Alto Livenza (Friuli Venezia Giulia e Veneto)

Esta denominação engloba vinhos brancos, rosés e tintos em cortes ou varietais. As menções bianco e rosso são para cortes de uvas brancas e tintas, respectivamente. Uvas como Chardonnay, Marzemina, Muller Thurgau, Pinot Bianco, Pinot Grigio, Cabernet, Pinot Nero, Refosco, entre outras, são alguns exemplos de varietais.

delle Venezie (Friuli Venezia Giulia e Trentino Alto Adige)

A mesma filosofia da denominação anterior, variando um pouco as uvas, de acordo com o terroir em questão.

Vallagarina (Trentino Alto Adige e Veneto)

A mesma filosofia das anteriores com eventuais diferenciações nas uvas, de acordo com seu território.

Vigneti delle Dolomiti (Trentino Alto Adige e Veneto)

Prossegue a mesma filosofia das denominações anteriores. Como curiosidade Vigneti delle Dolomiti em língua tedesca torna-se “Weinberg Dolomiten”.

 


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