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Itália: DOCGs atualizadas

19 de Março de 2010

 

Marche: uma das 20 regiões vinícolas da Itália

Mais duas novas DOCGs foram recentemente promulgadas perfazendo um total de 45 DOCG (Denominazioni di Origine Controllata e Garantita), classificação máxima pela legislação italiana. São elas: Castelli di Jesi Verdicchio Riserva e Verdicchio di Matelica, pertencentes à região central de Marche na costa adriática.

A uva branca autóctone Verdicchio gera vinhos frescos, relativamente leves e delicados. Ideal para entradas, pescados e massas como spaghetti alle Vongole.

Para aqueles que desejam provar esses vinhos, temos dois típicos representantes no Brasil. O primeiro é o produtor Garofoli da importadora Vinea (www.vinea.com.br) e o segundo é o tradicional Fazi-Battaglia (era importado pela Franco Suissa, mas pode ser encontrado em supermercados). O inconfundível formato em ânfora da garrafa caracteriza este vinho.

As duas novíssimas denominações juntam-se a outras duas também relativamente recentes: Rosso Conero Riserva e Vernaccia di Serrapetrona. A primeira é um tinto à base da uva Montepulciano complementada pela Sangiovese. Já a segunda, é um curioso espumante tinto baseado na uva Vernaccia Nera.

Para maiores informações sobre DOCG de todas as regiões, consulte o site www.vinealia.org,  que detalha todas as DOCG e DOC atualmente em vigor. O Piemonte reina absoluto com 12 DOCG,  por enquanto.

 

Prosecco: Novas Denominações

21 de Dezembro de 2009

O nome Glera entra em ação

A partir de julho de 2009 foram feitas sensíveis mudanças em torno do nome  “Prosecco”. A despeito de não ser o grande espumante da Itália, sua denominação nunca foi respeitada principalmente pelo fato da homonomia entre a uva em si e sua respectiva denominação. Os mapas acima ilustram o que havia antes e o que haverá depois das novas leis. Em resumo, o que era DOC (Denominazione de Origine Controllata) passará a DOCG (Denominazione de Origine Controllata e Garantita) e o que era IGT (Indicazione Geografica Tipica), passará a ser DOC interregional (Veneto e Friuli-Venezia-Giulia).

Para todas essas modificações foi fundamental a mudança do nome da uva branca que dá origem à denominação. Há um sinônimo da uva Prosecco chamada “Glera”, que ao longo da história foi sempre esquecido e raramente mencionado. Com este subterfúgio será possível proteger de forma eficiente a denominação de origem.

As nove subregiões do segundo mapa que englobam Veneto e Friuli passarão à DOC Prosecco. A noçao de terroir fica um tanto vaga, já que a área é relativamente extensa.  Neste caso, a importância do produtor é primordial para uma boa escolha.

As comunas de Valdobbiadene, Conegliano e Asolo que efetivamente são a essência deste espumante passarão a ser duas DOCGs distintas: DOCG Conegliano Valdobbiadene – Prosecco e DOCG Colli Asolani – Prosecco.

É sempre bom esclarecer que Prosecco não significa só vinho espumante. Pode ser também do tipo tranquilo ou frisante. No tipo tranquilo há ausência de gás carbônico. No frisante (frizzante em italiano), temos uma pressão entre 1 e 2,5 atmosferas. Finalmente, no conhecido espumante, a pressão pode  chega a 5 ou 6 atmosferas.