Vin Doux Naturel: Parte III

Nesta última parte, falaremos sobretudo dos Moscatéis do Languedoc, região do Mediterrâneo, contígua a Roussillon. Aqui é o lar dos chamados Muscats du Languedoc sob as apelações Frontignan, Lunel, Mireval e St Jean de Minervois, conforme mapa abaixo, que mostra não só os Muscats acima, como todos os demais VDNs da França.

VDNs da França abrangendo todo o Midi

Muscat de Frontignan

O mais antigo, o mais tradicional, e o de maior produção do todo o Languedoc. São quase setecentos hectares de vinhas cultivadas exclusivamente com Muscat à Petits Grains. As garrafas são caracterizadas pelo relevo retorcido, conforme foto abaixo.

Chateau La Peyrade

As demais apelações como Lunel, Mireval e St Jean de Minervois apresentam áreas de cultivo bem menores. São respectivamente, 320 hectares, 260 hectares e 230 hectares. Como sempre, a uva é exclusivamente Muscat à Petits Grains. Tanto Lunel como Mireval, partilham de um terroir litorâneo com solos calcários e arenosos, da mesma forma que Frontignan, comentado acima. Já St Jean de Minervois, são solos argilo-calcários em altitudes por volta de 250 metros. É justamente esta altitude que faz de St Jean de Minervois um terroir diferenciado em relação aos demais Muscats do Languedoc. É um Muscat mais fino, elegante e equilibrado, enquanto os outros são mais densos, faltando um pouco de vivacidade.

Os VDNs do Rhône

Os chamados Vin Doux Naturel do Rhône são englobados nas apelações Muscat Beaumes-de-Venise e Rasteau, já devidamente comentados em artigos específicos sobre o Vale do Rhône em seis partes. Favor consultar neste mesmo blog. Beaumes-de-Venise é bastante conhecido e trazido por várias importadoras aqui no Brasil. Um belo produtor é o Domaine de Coyeux do ClubTaste Vin (www.tastevin.com.br). Já a apelação Rasteau praticamente extinta na versão VDN, não é encontrada no Brasil. É um tinto fortificado à base de Grenache, semelhante a um Banyuls.

Fichier:Muscat du Cap-Corse.JPG

Por fim, o praticamente desconhecido Muscat du Cap Corse, elaborado à base de Muscat à Petits Grains no extremo norte da ilha da Córsega, a sul da Provença. Com praticamente noventa hectares de área cultivada, esta apelação apresenta um Muscat extremamente aromático e complexo. A importadora Le Tire-Bouchon traz um dos raros exemplares para o Brasil (www.letirebouchon.com.br) .

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One Response to “Vin Doux Naturel: Parte III”

  1. Carlos Eduardo's avatar Carlos Eduardo Says:

    Eu, que adoro vinhos franceses, estou adorando esta série sobre VDN! Obrigado, Nelson!
    Abraços

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