Uma lista dos vinhos franceses que me chamaram a atenção nesse ano, buscando trazer nomes que estão sendo importados no Brasil, mesmo que estejam esgotados. Não há vinhos soberanos, aqueles que são de safras muito antigas ou de produtores sem representação no país.
Champagnes
O champanhe é um produto que sobreviveu à queda de reis, à ascensão da burguesia e a duas guerras mundiais para se tornar o símbolo universal da celebração. Tudo começa na França, com a geografia. Quando Clóvis, o primeiro rei dos Francos, foi batizado em Reims no ano de 496, a cidade tornou-se o palco obrigatório das coroações francesas por séculos.

Blanc de Blancs: Pierre Péters Grand Cru (Mistral); Bourg Sud 2021 La Rogerie (Maison Sirino); Les Gras d’Huile Maxime Oudiette (Maison Sirino); Unisson Franck Bonville (Wines4U); Revolution Doyard (Anima Vinum)
Blanc de noirs: Marie-Courtin, 2020 Champagne Cuvée Résonance (Cave Léman); Savart 1er Cru L’Ouverture (Anima Vinum); Marie-Courtin Efflorescence (Cave Léman)
Rosé: Elisabeth Salmon 2012 (Delacroix); Krug édition 27 (LVHM)
Pinot Meunier: Françoise Bedel Dis Vins Secret Extra Brut (Anima Vinum)

Assemblage: Jacquesson 746 (Delacroix); Jacquesson DT 742 (Delacroix); Bollinger Spécial Cuvée (Mistral); Bollinger La Grande Année 2014 (Mistral); Krug 172 (LVHM); Vilmart Grande Réserve (Tanyno)
Chablis
A safra 2024 foi minúscula, então olho no que tem no mercado.
Qualidade Preço: Chablis Gautheron (Delacroix)
Premiers Crus: Gautheron Montée de Tonerre 2022 (Delacroix); Cote de Lechet réserve bernard defaix 2022 (Tanyno)
Grands crus: Louis Michel Vaudesir 2021 (Elevage); Les Preuses 2021 Gautheron (Delacroix); Valmur 2020 Bessin Tremblay (Clarets); Les Clos 2017 William Fèvre (Grand Cru)
Borgonha
Côte de Nuits

Brancos: Morey Clos des Monts Luisants 2017 Ponsot
Tintos GCs: Clos de Tart 2019 (Clarets); Domaine Hudelot-Noellat Clos de Vougeot 2021 (Clarets);
Tintos PCs: Morey 1er Saint Denis 2021 (Dujac); Chambolle 1er cru Vogüé 2017 (Mistral); Chambolle Musigny Les Fuées 2022 Felettig (Maison Sirino); Morey Riottes 2022 Perrot Minot (Tanyno); Chambolle Combe Orveau 2013 Faiveley (Mistral)
Comunais: Chambolle Clos Village 2022 Felettig (Maison Sirino); Côte de Nuits Villages “Aux Vignottes” Antoine Lienhardt 2022 (Delacroix); Chambolle Combe Orveau 2022 Anne Gros (Tanyno); Vosne-Romanée C. Quatrain 2020, G. Mugneret
Bourgogne: Bourgogne 2020 Lafarge (Clarets); Bourgogne 2022 Perrot Minot (Tanyno)
Côte de Beaune
Brancos: Meursault Porusots 2018 Buisson Battault (Anima Vinum); Meursault 2020 Henri Germain (Clarets); Puligny Montrachet Sauzet 2021 (Clarets); Chassagne-Montrachet 1er Cru Vide-Bourse 2020 Pillot (Clarets); Puligny Montrachet Clos de la Folatiéres 2020 (Maison Sirino); Meursault Les Tillets 2021 Bernard Bonin; Meursault Charmes 2020 Matrot (Clarets)
Tintos: Volnay Taillepieds 2017 Roblet Monnot (011); Volnay Santenots de Millieu 2017 (Mistral); Pommard Clos des Epeneaux 2019 (Delacroix); Volnay 1er cru 2021 Michel Lafarge (Clarets);
Côte Chalonaise
Brancos: Mercurey les vignes de Maillonge Michel Juillot 2022 (Tanyno); Rully 1er Cru Margotés 2017 (Mistral); Domaine Dureuil-Janthial Rully Maizières (Clarets); Santenay Blanc Comme Dessus Pablo Chevrot (Anima Vinum)
Tintos: Mercurey Rouge Les Vignes de Maillonge 2022 (Tanyno); Côte Chalonnaise La Fortune 2019 (Mistral); Maranges sur chenes 2017 Pablo Chevrot (Anima Vinum)
Loire
Uma degustação de safras antigas, em branco e tinto, de Clos Rougeard mostrou como o sol brilha diferente para a propriedade, mas a região tem muita gente boa e com vinhos muito bons para a comida e clima brasileiros. Domaine Huët é uma escolha certeira.

Loire brancos: Clos Rougeard Brèzes 2018 (Clarets); Brèzes Guiberteau 2021 (011); Vouvray Le Haut Lieu 2022 Huët (Premium); Huet Vouvray Sec Le Mont 2019 (Premium Wines)
Loire tintos: Clos Rougeard Le Bourg 2018 (Clarets); Clos Rougeard Poyeux 2018 (Clarets)
Loire branco custo benefício: Saumur blanc Guiberteau (011)
Bordeaux
A região passa por uma crise histórica que poderá provocar mudanças tectónicas no sistema de venda en primeur. O Brasil tem recebido safras antigas, boa parte delas em boas condições de armazenamento, o que permite desfrutar esses vinhos com mais idade.
Tintos: Léoville Barton 1999 (Clarets); Pontet Canet 2001 (Tanyno); Cantemerle 2008 (World Wine); Vieux Chateau Saint André 2020 (Mistral); Chateau Pichon Lalande 2008
Brancos: Chevalier 2017 (World Wine); Larrivet Haut Brion 2022 (Clarets)
Tintos qualidade preço: Magence 2014 (Delacroix); Château Peybonhomme – Les Tours, 2022; Tronquoy 2013 (Clarets)
Brancos qualidade-preço: Magence 2019 (Delacroix)
Sobremesa: Rieussec 2010 (Mistral)
Rhône
Há alguns sobrenomes que se sobressaem, não importam terroir, safra.

Tintos: Saint Joseph 2015 Jean Louis Chave (Mistral); Châteauneuf du Pape 2020, Clos de Papes (Premium Wines)
Brancos: Hermitage 2012 Jean Louis Chave (Mistral); Chateau Beaucastel 2020 (Mistral); Châteauneuf du Pape 2021, Clos de Papes
Brancos qualidade preço: Saint Joseph Circa 2022 (Mistral)
Tintos qualidade preço: Saint-Joseph Pleine Lune 2019, Ferme des Sept Lunes (Delacroix)
Beaujolais
Gamay de alta qualidade e com preços atrativos com a escalada dos borgonhas.
Tintos: Moulin à Vent Les Trois Roches, 2022, Chermette (Wines4U); Fleurie Poncié, 2023 – Domaines Chermette (Wines4U); Brouilly La Croix des Rameaux 2022, Lapalu (Delacroix)
Alsácia
Os pinots noirs de Albert Mann ganham complexidade a cada safra, caso os preços fossem mais competitivos no Brasil, seriam uma bela aposta fora da Côte d´Or.
Brancos: Zind-Humbrecht Riesling Clos Windsbuhl Monopole 2019 (Clarets)
Tintos: Albert Mann Pinot Noir Clos De La Faille 2019 (Clarets)
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